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Escorpiões atacam e causam muitos acidentes no Distrito Federal

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Escorpião amarelo

Os animais peçonhentos, que costumam aparecer nas áreas urbanas em busca de alimentos, tem feito vítimas no DF. O escorpião amarelo é mais comum na zona urbana e o que causa mais acidentes, segundo a Vigilância Epidemiológica.

O aracnídeo gosta de se esconder em materiais de construção, caixas de esgoto, entulho, frestas e buracos em paredes, além de caixas de fiação elétrica, de telefone e tomadas abertas. Também é necessário redobrar os cuidados para evitar o aparecimento de baratas, pois elas são a fonte de alimento dos escorpiões. 

Os acidentes domésticos causados por escorpião aumentaram neste ano, no Distrito Federal. O levantamento é da Vigilância Ambiental, que registrou 1.207 pessoas picadas pelo animal entre os meses de janeiro a agosto de 2020.

Escorpiões atacam e deixam DF em alerta

As equipes da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria de Saúde monitoram esses dados a fim de garantir a quantidade de soro contra os diferentes venenos sempre disponíveis nos hospitais da rede pública de saúde. A Divep consolida os dados de acidentes com esses animais.

A médica intensivista e especialista em escorpiões Adele Vasconcelos, diz que mais de 60% das picadas de escorpiões são nas mãos e nos antebraços, porque, normalmente, o ataque acontece quando a pessoa vai pegar objetos, e o animal está lá.

Em caso de acidentes, o recomendado é ir até um hospital. O atendimento deve ser feito imediatamente, já que o soro antiescorpiônico tem mais eficácia se for aplicado logo após a picada.

Segundo a Secretaria de Saúde, as vítimas devem procurar a emergência dos hospitais ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O Centro de Informações Toxicológicas pode dar as primeiras orientações no caso de pessoas picadas. O telefone para contato é: 0800 644-6774. O serviço de Vigilância Ambiental também pode ser acionado pelo número (61) 2017-1343 ou pelo Disque-Saúde 160.

A Secretaria de Saúde informa que uma equipe é enviada à residência da vítima e faz a coleta dos animais existentes, com busca em caixas de esgoto, entulhos e outros locais. Este procedimento é importante para identificar a espécie.

Segundo a especialista em escorpiões Adele Vasconcelos, na maioria das vezes, a picada causa dor intensa, vermelhidão, inchaço e dormência no local. No entanto, em casos mais graves, parte do veneno atinge a corrente sanguínea e pode haver transpiração, salivação, vermelhidão pelo corpo, náuseas, vômitos e confusão mental.

Cuidados Externos

Escorpiões atacam e deixam DF em alerta

Cuidados dentro de casa

A Secretária de Saúde recomenda que se redobre os cuidados, inclusive, na época de chuva, que se aproxima porque os escorpiões preferem os espaços escuros e úmidos. A estação chuvosa propicia o aumento de ocorrência de solicitações de captura do animal. A Dival alerta que não existe inseticida comprovadamente eficaz para combater escorpiões.

Na ocorrência de acidentes, a Secretaria de Saúde conta também com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) do Samu, referência no atendimento aos pacientes picados e funciona 24 horas por dia. O Ciatox possui equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros e farmacêuticos que prestam orientação à população. Em caso de ocorrência, disque 0800-644-6774.

Fotos: Gustavo Moreno/CB e Tony Winston/Agência Brasília

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