
Brasília presenciou às 13h30 desta quinta-feira, 29 de outubro, uma homenagem emocionante ao comandante Renato de Oliveira Souza, piloto do helicóptero da Força Nacional que caiu no dia 8 durante missão de combate ao fogo no Pantanal, em Mato Grosso.
A despedida foi no mesmo horário em que amigos e parentes do comandante se reuniam para o velório no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O comandante de 55 anos, Renato Souza, era muito querido e respeitado junto aos policiais civis do Distrito Federal.
Helicópteros da polícia e dos bombeiros jogaram pétalas de rosas ao redor do Complexo da Policia Civil. Carros oficiais foram enfileirados e ligaram sirenes e luzes para saudar o colega herói.
Participaram da homenagem equipes da DOA, da Divisão de Operações Especiais, da Força Nacional além de policias federais e bombeiros. O grupo fez orações e discursos de homenagem ao ex-parceiro de jornada.
Robson Cândido, diretor-geral da Polícia Civil, disse que Renato de Oliveira Souza tinha o sonho de ser piloto e o realizou na corporação. O comandante ingressou na PCDF em 1992, e passou por Unidades como a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Polinter, Divisão de Operações Especiais (DOE). Desde 2011, ele estava na DOA, onde passou a ser piloto de helicópteros.
“Ele sempre foi muito honroso nas missões. É uma grande perda. Hoje, nós sentimos que perdemos uma parte da Polícia Civil”, disse o diretor-geral Robson Cândido.
O policial Luís Chagas, da Divisão de Operações Aéreas, conta que voou ao lado do comandante Renato. “Uma pessoa extremamente compromissada com o serviço. Ético, levava muito a sério o serviço, um parceiro e tanto”, contou. “Era um colega que estava pronto para o que precisasse, a qualquer hora que ligasse para ele, estava disponível”, apontou o colega. Para Chagas, o legado de Renato é “o exemplo de profissional incansável”.
“Ele era uma referência para nós. Ele levava o lema de não deixar ninguém para trás”, disse Felipe Maciel, diretor da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da Polícia Civil do DF. Renato foi instrutor de tiro dele, no início da carreira, na década de 1990.
A homenagem dos integrantes das forças de segurança é mais que merecida. O comandante Renato de Souza perdeu a vida em uma missão tão nobre e importante. Uma perda lamentável.
