
Um estudo feito na Universidade de Buffalo, em Nova York, publicado no periódico científico Family Psychology, mostrou que estar infeliz em um relacionamento traz mais prejuízos para a saúde do que ficar sozinho.
A pandemia do novo coronavírus intensificou as dificuldades da vida a dois e muitos casais não conseguiram administrar as pressões, críticas, hostilidades e insatisfações. A instabilidade no relacionamento começou a prejudicar o trabalho, o sono e o bem-estar. A saída foi encerrar o casamento.
Com isso o Distrito Federal bateu recorde no registro de divórcios em cartórios. Ao todo, foram 1.833 separações em 2020, o maior número da série histórica, iniciada em 2007. O número é 6% mais alto que o contabilizado em 2019, quando 1.728 casais se divorciaram fora da esfera judicial. Os dados são do Colégio Notarial do Brasil, que representa os tabeliães de notas do país.
Encerrar o casamento tem se tornado um processo menos burocrático, já que a documentação pode ser encaminhada ao cartório pela internet. Em maio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tomou uma decisão nesse sentido: quando houver consenso entre os envolvidos quanto a questões como partilha de bens, todo o processo pode ser feito a distância. Contudo, a participação de advogado segue obrigatória.
Essa nova modalidade de separação está disponível apenas para divórcios consensuais e que não envolvam filhos menores de idade. Para oficializar a separação, o casal nem precisa se encontrar pessoalmente. O processo pode ser feito em ambientes diferentes e até por meio do celular. Os interessados devem procurar um cartório e solicitar um certificado eletrônico.
Os maiores registros ocorreram entre maio e dezembro, quando os contágios por covid-19 estavam em aceleração e ainda havia medidas mais restritivas em vigor. Em dezembro 203 casais oficializaram a separação.
Embora o número de divórcios tenha sido elevado, também houve quem optou por dizer “sim” ao companheirismo e oficializar a vida em comum. Em 2020, 4.588 casais optaram por formalizar a união estável, número 25,7% inferior aos registros de 2019.
