
O consumo de bebidas alcoólicas é uma prática bem comum que, de modo geral, as pessoas não imaginam que possa levar à dependência. O seu uso e comercialização são permitidos pela legislação, contudo, a ingestão de álcool em excesso pode provocar diversos danos para a saúde.
Dores de cabeça, fadiga e dificuldade de raciocínio, alteração de humor, distúrbios de sono, irritabilidade, inchaço, desconforto gástrico e intestino preso, náuseas, são alguns dos incômodos causados pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o alcoolismo é considerado uma doença psiquiátrica, com prejuízos físicos e mentais. Isso significa que, embora existam fatores fisiológicos envolvidos, a dependência é psíquica. Logo, o problema pode comprometer o funcionamento do organismo e gerar consequências negativas na vida de familiares e amigos próximos.
Em função dessa gravidade foi instituído o ‘Janeiro Seco’ para mostrar os benefícios de passar pelo menos um mês sem beber álcool e dar mais atenção à saúde em geral. Disposição para mudar e o apoio de amigos e familiares é fundamental para dar um tempo na bebida alcoólica.
No curto prazo, além do sumiço das ressacas, é comum observar uma melhora nos níveis de energia, da hidratação, do aspecto da pele, além de mudanças no peso, já que haverá menor consumo de calorias. A longo prazo, os lucros são distribuídos por todos os sistemas do organismo, destacando-se: mais saúde para o fígado.
Não é segredo para ninguém que o álcool é prejudicial à saúde e está relacionado a mais de 200 doenças. Isso significa que, ao investir na abstinência ou na redução de seu consumo, você fica fora de uma estatística que conta com 3 milhões de mortes por ano resultantes do seu uso inadequado em todo o mundo.
O álcool é uma das três substâncias psicoativas conhecidas por provocar dependência física, ao lado dos opiáceos, incluindo a heroína, e dos barbitúricos, remédios usados para dormir.
O psicanalista Cid Merlino Fernandes, aconselha a interrupção de consumo no mês de janeiro, principalmente por ser um período para reflexão sobre as prioridades da vida e no que as bebidas alcoólicas podem atrapalhar. “O corpo desincha, portanto você perde peso. A sua pele fica mais hidratada, melhora a aparência. Acabam as ressacas e uma série de situações prejudiciais aos órgãos”.
A longo prazo, a lista das melhorias ao corpo é ainda maior
- mais saúde para o fígado
- menor risco de pneumonia
- melhora da performance sexual
- prevenção e controle de doenças cardiovasculares
- blindagem contra alguns tipos de câncer
- cérebro afiado
Benefícios da abstenção do álcool
Segundo Helmut Karl Seitz, diretor do Centro de Pesquisas sobre Álcool, na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, o álcool ativa as catecolaminas, inclusive a adrenalina. Isso impede o descanso adequado à noite. “Após uma semana sem o consumo, o padrão normaliza, para aqueles que bebem ocasionalmente ou regularmente, mas que não são dependentes”, diz.
No curto prazo, além do sumiço das ressacas, é comum observar uma melhora nos níveis de energia, da hidratação, do aspecto da pele, além de mudanças no peso, já que haverá menor consumo de calorias
Outros índices que podem mudar o corpo —para melhor— é a pressão arterial, que é aumentada pelo álcool, e a digestão, que passa a funcionar melhor. “As proteínas nas vilosidades do intestino delgado decompõem o alimento. Essas proteínas se recuperam com relativa rapidez”, informa Seitz.
Benefícios de ficar abstêmio
Parar de beber leva a pessoa a ter hábitos de vida mais saudáveis como praticar mais atividades físicas, alimentar-se melhor, dormir melhor e ter maior concentração em tudo. Sem falar que ficar abstêmio ajuda a reavaliar a relação com o álcool e a beber menos no futuro.
Fotos: Reprodução
