
O céu vai exibir nesta sexta-feira, 21 de junho, um evento lunar muito raríssimo que ocorre a cada 18 anos e seis meses. É o lunísticio: evento que acontece quando a Lua atinge sua posição mais alta no céu, dando a impressão de estar imóvel para observadores na Terra. Por isso é também chamado de “grande paralisação lunar”.
O fenômeno acontece porque a Lua fica a 28,5º graus ao sul da Linha do Equador. Na prática, o satélite natural alcança os pontos mais extremos em relação à Terra, o que o leva a fazer uma trajetória maior no deslocamento ao redor do nosso planeta. Por esse motivo, ela fica mais visível aos olhos das pessoas e provoca a sensação de que ficou “congelada” no horizonte.
Em 2024, a ‘grande paralisação lunar’ coincide com a Lua Cheia, o que torna o raríssimo fenômeno da natureza ainda mais espetacular. A Lua estará totalmente iluminada, proporcionando uma visão incrível. Uma oportunidade imperdível para quem gosta de observar o céu. A ‘grande paralisação lunar’ é um evento incrível que nos lembra da beleza e mistério do universo.
O fenômeno ocorre quando as inclinações da Lua e da Terra atingem o ponto máximo. Assim, na ocasião, a Lua nasce no ponto mais a nordeste do horizonte e se põe na posição mais a noroeste, o que faz com que o astro permaneça no céu por mais tempo. Por nascer e se por em posições mais extremas no norte e no sul, o evento também é chamado de paralização porque a Lua fica aparente no céu por mais tempo.
A “grande paralisação lunar”, que acontece a cada quase duas décadas, não será visível no Brasil, no entanto, poderá ser acompanhada por meio de uma transmissão ao vivo a partir do Stonehenge – icônico monumento de pedras localizado no interior do Reino Unido.
Segundo especialistas o lunísticio será acompanhado e transmitido para todo o mundo desde a fase inicial, graças a English Heritage, empresa que administra o famoso Stonehenge. A transmissão online começa a partir das 17h30, no horário de Brasília, no canal oficial da English Heritage.
O Stonehenge tem forte conexão com os astros e é famoso pelo alinhamentos com o Sol. Acredita-se que o monumento foi construído com alinhamentos específicos para eventos como a grande paralisação lunar, refletindo o conhecimento astronômico dos antigos construtores.
Cientistas resolveram um grande mistério sobre o Stonehenge determinando o local de origem de muitos dos megalíticos que compõem o famoso monumento em Wiltshire, na Inglaterra, graças a uma amostra do núcleo mantida nos Estados Unidos por décadas.
Testes geoquímicos indicam que 50 dos 52 megalítico de arenito cinza-claro de Stonehenge, conhecidos como sarsens, compartilham uma origem comum com um local chamado West Woods, a cerca de 25 km de distância, disseram pesquisadores.
Os sarsens foram erguidos em Stonehenge por volta do ano 2500 aC. O maior tem 9,1 metros de altura. O mais pesado pesa cerca de 30 toneladas.
“As pedras sarsen compõem o icônico círculo externo e a ferradura central de trilithon (duas pedras verticais que sustentam uma pedra horizontal) em Stonehenge. São enormes”, disse o geomorfólogo David Nash, da Universidade de Brighton, que liderou o estudo publicado na revista Science Advances.
“Como eles foram levados para o local ainda é objeto de especulação”, acrescentou Nash. “Dado o tamanho das pedras, elas devem ter sido arrastadas ou transportadas em rodas para Stonehenge. Não sabemos a rota exata, mas agora pelo menos temos um ponto de partida e um ponto final”.
“Espero que o que descobrimos”, disse Nash, “permita que as pessoas entendam mais sobre o enorme esforço envolvido na construção do Stonehenge”.
Fotos: A.Pattenden/English Heritage, Reutrs/Marina Lystseva e Reprodução
