
Tanabata Matsuri (japonês: 七夕祭り, “Festival do Tanabata”), ou simplesmente Tanabata (japonês: 七夕, jukujikun significa “Sétima Noite”, ou, raramente, 棚機, significando algo como “Ponte do Tecelão”), é uma comemoração japonesa, derivada da tradição chinesa Qi xi, que ocorre na sétima noite do sétimo mês do ano.
O festival de Tanabata tem origem numa lenda japonesa. Orihime era a filha de um poderoso deus do reino celestial. Certo dia, estando diante de seu tear, viu passar um rapaz conduzindo um boi, e por ele se apaixonou. O pai consentiu o casamento dos dois jovens. Porém, casados e totalmente dominados pela paixão, ambos descuidaram-se de seus afazeres normais. Foi então que, o pai indignado, ordenou que eles vivessem separados, um de cada lado da Via Láctea.
Ele permitiria que, entretanto, o casal se reencontrasse apenas uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, se cumprisse à ordem do pai, que era atender os pedidos vindos da Terra. Segundo a mitologia japonesa, Orihime é representada pela estrela Vega, e o rapaz, a estrela Altair, do lado oposto da galáxia, que realmente só se encontram uma vez por ano.
O evento celebra então a sabedoria e o encontro romântico entre a princesa Orihime e Hikoboshi. Uma vez por ano, o casal atravessa a Via Láctea para se reencontrarem, por isso o nome “Festa das Estrelas”.
O festival teve início há mais de 1.150 anos, na Corte Imperial, e a data tornou-se feriado nacional em 1603. No Japão, o festival de Tanabata é realizado em várias cidades, mas o de Miyagui é o mais tradicional. Lá se realiza em agosto, para aproveitar as férias de verão das escolas.
No Brasil, o Festival das Estrelas / Tanabata Matsuri é realizado desde 1979 pela ACAL – Associação Cultural e Assistencial da Liberdade e pela Associação da Província de Miyagi, na praça da Liberdade, em São Paulo, sempre no mês de julho.
Durante o Festival as ruas do bairro e a praça da Liberdade são decoradas com grandes ramos de bambus (sasa no ha), que simbolizam a purificação. Eles são ornamentados com enfeites coloridos de papel que simbolizam as estrelas. Nesses bambus são pendurados os tanzaku, pequenos pedaços também coloridos de papel onde as pessoas colocam seus pedidos.
A tradição japonesa diz: “olhe para o céu e escreva o seu pedido”. Quando os desejos forem do fundo do coração, são atendidos no momento mágico do encontro entre Orihime e Hikoboshi, como uma forma de gratidão pela dádiva recebida.
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