
O colesterol é uma substância essencial para o funcionamento do organismo, mas seus níveis devem ser mantidos sob controle para prevenir doenças. Colesterol alto é um dos principais fatores associados ao agravamento de doenças cardiovasculares como a hipertensão, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e enfarte agudo do miocárdio. O acompanhamento médico regular é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado do colesterol elevado.
O colesterol é uma substância produzida pelo fígado e solúvel em gordura, o que faz com que seja transportada por lipoproteínas. Ele é essencial para a síntese de hormônios, vitamina D, ácidos biliares, reações imunológicas alérgicas ou anti-inflamatórias.
Além de ser produzida pelo fígado, a substância também é obtida através de alimentos de origem animal, como carne, ovos e laticínios. Em concentrações elevadas, pode causar várias doenças. A obstrução dos vasos no coração é um exemplo, o órgão recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo as funções comprometidas e levando a doenças como angina, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e até a morte súbita. Quando acomete as artérias carótidas e cerebrais, pode levar até a acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e atividade física, são fundamentais para manter os níveis de colesterol equilibrados e reduzir os riscos associados ao colesterol alto. Medidas preventivas incluem alimentação saudável, redução do consumo de alimentos industrializados como salgadinhos, biscoitos e frituras. É importante a ingestão de frutas, vegetais, grãos integrais e alimentos ricos em ômega-3; praticar ao menos 150 minutos de atividade moderada por semana; manutenção de peso saudável; não fumar e uso moderado de bebidas alcoólicas.
A chave para reduzir o colesterol ruim é cortar a gordura saturada, como frituras, alimentos industrializados e fast-foods. Escolha fontes saudáveis de gorduras, como abacate, nozes e azeite de oliva.
Tipos de Colesterol
Existem diferentes tipos de colesterol, sendo que os dois principais são o colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade), conhecido como “colesterol ruim” e o HDL (lipoproteína de alta densidade), o “colesterol bom”, que ajuda a remover o colesterol ruim das artérias e transportá-lo de volta ao fígado para ser eliminado.
Sinais de alerta de colesterol alto
O sinal mais clássico e comum é a dor nas pernas. Isso pode aparecer como dor em uma área específica da perna, como na panturrilha ou na coxa ou até no pé. Com isso, a pessoa pode apresentar cãibras, inchaços e dor. Outros sinais incluem:
- Frio na parte inferior da perna ou pé, especialmente quando comparado com o outro lado
- Dormência ou fraqueza nas pernas
- Sem pulso ou pulso fraco nas pernas ou pés
- Cãibras dolorosas em um ou ambos os quadris, coxas ou músculos da panturrilha após certas atividades, como caminhar ou subir escadas
- Mudanças na cor da pele nas pernas
- Crescimento mais lento das unhas dos pés
- Dor ao usar os braços, como dor e cãibras ao tricotar, escrever ou fazer outras tarefas manuais
- Perda de cabelo ou crescimento mais lento de pelos nas pernas.
O diagnóstico do colesterol alto é feito por meio do exame de sangue denominado perfil lipídico, que mede os níveis de LDL, HDL, colesterol total e triglicerídeos. Recomenda-se que adultos façam esse exame regularmente, especialmente se tiverem fatores de risco para doenças cardiovasculares.
O colesterol alto é uma condição de saúde séria que pode aumentar o risco de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais. Felizmente, existem várias maneiras de evitar o colesterol alto e manter a saúde em dia.
Em casos de níveis elevados de colesterol, o médico pode recomendar medicamentos adequados, conhecidos como estatinas. Pela Secretaria de Saúde do DF, o tratamento ocorre na Atenção Primária, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e pela Atenção Secundária, nas policlínicas.
Fotos: Tony Winston/Agência Brasília e Reprodução
