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Alain Delon: o mais belo ator francês de todos os tempos morre aos 88 anos

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Alain Delon: estrela do cinema francês que conquistou gerações

Alain Delon, símbolo sexual considerado o mais belo ator de todos os tempos, faleceu neste domingo 18 de agosto, aos 88 anos. Segundo declaração da família, o galã símbolo do cinema francês, morreu pacificamente em sua casa em Douchy, na França, cercado por seus três filhos e sua família.

Delon sofreu um AVC em 2019 e, desde então, enfrentava problemas de saúde. O presidente francês Emmanuel Macron lamentou a morte do ator, afirmando, em postagem na rede social X (antigo Twitter) que Delon “encarnou papéis lendários e fez o mundo sonhar”. E ainda: “Melancólico, popular, secreto, foi mais que uma estrela: um monumento francês”.

Ao longo de décadas de trabalho, o artista francês esteve envolvidos em mais 100 produções, sendo mais de 90 como ator.

Alain Delon: galã símbolo do cinema francês, em ‘O Sol Por Testemunha’ 1960

O início ao legado do ator no cinema europeu aconteceu em 1957, no thriller “Uma Tal Condessa”. Na década seguinte, ele atingiu seu auge e se tornou um símbolo sexual. Foram mais de 25 filmes no período, entre eles, “O Sol Por Testemunha”, “O Eclipse”“O Leopardo” e “O Samurai”.

Alain Delon: o mais belo ator francês de todos os tempos morre aos 88 anos

Seus “olhos azuis lacrimejantes”, observou o The New York Times em 1970, “são para a França o que os de Paul Newman são para os Estados Unidos”. Na França, Delon apareceu em cerca de 80 filmes e séries feitas para a TV, muitos deles dramas policiais ou de ação. Um símbolo sexual conhecido como “Brigitte Bardot masculino”.

Alain Delon: gênio do cinema francês em ‘O Leopardo’ em 1963

Delon era tipicamente escalado como um rebelde ou gangster bonito, friamente distante e até um pouco sinistro. Os críticos disseram que seus trabalhos mais ilustres foram interpretar um assassino em The Samurai (1967) e um ladrão mestre em The Red Circle (1970) com o diretor de filme noir Jean-Pierre Melville.

Alain Delon: galã símbolo do cinema francês em ‘O Samurai’ em 1967

O próprio Delon classificou Monsieur Klein (1976), no qual ele interpretou o personagem-título — um negociante de arte inescrupuloso — como seu melhor papel. O filme, dirigido por Joseph Losey, ganhou três prêmios Cesar, a honraria nacional do cinema francês.

Alain Delon: astro do cinema francês que conquistou o mundo

Nos EUA, ele era mais conhecido por seus papéis em Is Paris Burning? (1966), o épico sobre a ameaça de Adolf Hitler de destruir Paris na Segunda Guerra Mundial, e em The Leopard (1963), de Luchino Visconti. Ele também estrelou The Yellow Rolls Royce (1964), The Sicilian Clan (1969) e Borsalino (1970).

Nos anos 1970, ele continuou a investir na carreira de ator e estrelou os sucessos “O Círculo Vermelho”, “Sol Vermelho”“Borsalino”, “A Mara do Zorro”“A Viúva”“Cidadão Klein” e mais. Em 1985, ele ganhou o prêmio César, o Oscar da França, como Melhor Ator por “Quartos Separados”.

Alain Delon: galã símbolo do cinema francês, em ‘Notre Histoire’ em 1984

Mas nem tudo foi glória na vida do principal nome do cinema da época. Delon esteve envolvido em um escândalo de sexo, drogas e assassinato envolvendo a alta sociedade francesa, conhecido como o caso Markovic. Ele foi interrogado, mas nunca acusado.

Alain Delon: galã símbolo do cinema francês

Mesmo quando sua carreira no cinema começou a declinar, ele continuou a aparecer em revistas francesas, como a Paris Match, de grande circulação, que o apresentou na capa mais de 40 vezes.

Alain Delon: galã símbolo do cinema francês, em ‘Full Sun ‘

Nos anos seguintes, o artista foi visto em poucas produções. Ele ganhou um Urso de Ouro honorário em 1995 no Festival de Berlim e uma Palma de Ouro honorária no Festival de Cannes em 2019. Nos anos 2000, ele passou a se dedicar a produções televisivas. Sua última aparição nas telonas foi em 2019, na comédia “Toute Ressemblance…”, que não ganhou título em português.

Morre o astro francês Alain Delon aos 88 anos

Delon criou duas produtoras durante sua carreira e patrocinou uma linha de acessórios que incluía uma colônia masculina chamada AD, champanhe, conhaque e relógios.

Delon colecionava arte e mantinha um estábulo de cavalos de corrida, incluindo um trotador chamado Equileo, que detinha um título mundial.

Alain Delon: galã símbolo do cinema francês, em ‘O Eclipse’ em 1962

O ator também organizou campeonatos amadores de boxe. Ele se tornou cidadão suíço em 1999 e morava perto de Genebra e em sua casa de campo em Loiret, na França.

Nas redes sociais, fãs de vários países lamentaram a morte do ícone do cinema francês.

Alain Delon: o mais belo ator francês de todos os tempos morre aos 88 anos

Alain Fabien Maurice Marcel Delon nasceu em 8 de novembro de 1935, em Sceaux, uma cidade nos arredores de Paris. Seus pais se divorciaram quando ele era criança, e ele morou com uma família adotiva antes de frequentar um internato católico. Ele abandonou a escola aos 14 anos e voltou a morar com sua mãe e seu padrasto, um açougueiro que lhe ensinou seu primeiro ofício.

Alistando-se no exército aos 17 anos, ele foi paraquedista em Dien Bien Phu, Vietnã, durante a derrota militar de 1954 que precipitou a retirada da França da Indochina. Delon recebeu uma dispensa desonrosa por motivos disciplinares e retornou a Paris para trabalhar em empregos ocasionais, incluindo escriturário e garçom.

Ele começou a frequentar a Rive Gauche e tornou-se amigo da atriz Brigitte Auber, que o levou ao Festival de Cinema de Cannes de 1957, onde chamou a atenção de um caça-talentos do produtor de Hollywood David Selznick.

Alain Delon: astro do cinema francês que conquistou o mundo

Encontrando-se em Roma, Selznick ofereceu a Delon um contrato de sete anos, com a expectativa de que ele aprendesse inglês. De volta a Paris, Delon se encontrou com o diretor francês Yves Allegret, que o convenceu a começar sua carreira em seu país natal.

Ele fez sua estreia naquele ano interpretando um assassino de aluguel inexperiente em Quand la femme s’en mêle (“Envie uma mulher quando o diabo falhar”), de Allegret, e continuou em 1960 com seu primeiro papel importante no thriller policial Plein Soleil (“Meio-dia Púrpura”, vagamente baseado em O Talentoso Sr. Ripley, de Patricia Highsmiths ), o filme que o tornou uma estrela.

Alain Delon: ícone do cinema francês morre aos 88 anos

Fotos: Reprodução

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