
O corpo celeste C/2023 A3 (Tsuchinschan-ATLAS), apelidado de “cometa do século” pelo seu brilho, após meses de expectativa por parte de astrônomos e entusiastas da observação do céu noturno, finalmente ficou visível em várias partes do mundo e atingiu seu ponto de maior proximidade com o nosso planeta na noite de 13 de outubro.
O evento, raro e marcante, proporcionou belas imagens da beleza do corpo celeste em movimento pelo espaço, foram captadas em países como Brasil, Espanha, Itália, Macedônia do Norte, Estados Unidos, China, entre outros.
Com origem na distante Nuvem de Oort, o cometa foi registrado em diversos locais, onde muitos aficionados pela astronomia aproveitaram a curta “janela” de visibilidade para documentar sua passagem.
O ‘cometa do século’ está passando pelo nosso Sistema Solar e deve ficar visível a olho nu em todo o Brasil novamente, mas é recomendado estar em um lugar distante das luzes cidade, onde o céu noturno fique escuro, com o horizonte oeste completamente livre.
Para encontrá-lo basta olhar para o céu logo após o pôr-do-sol, na direção oeste (a mesma que o Sol se põe) e procurar pelo cometa próximo às constelações de Serpente e Ofiúco.
O astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório Didático de Astronomia da Unesp, diz que, mesmo que o cometa não esteja visível a olho nu, a câmera do celular em modo noturno pode conseguir captá-lo.
No final de setembro início de outubro, o Cometa C/2023 A3 (Tsuchinschan-ATLAS),esteve visível a olho nu, pouco antes do amanhecer. Após sua passagem pelo Sol, que deixou o cometa ofuscado no início deste mês, ele voltou a aparecer próximo ao horizonte, desta vez visível logo após o pôr-do-sol.
O C/2023 A3 foi descoberto no ano passado pelo Observatório Chinês de Tsuchinshan e, posteriormente, confirmado pelo sistema ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System).
O apelido do Cometa foi dado após previsões iniciais apontarem seu alto potencial de brilhar no céu noturno. Embora o valor que o brilho máximo do cometa pode atingir seja incerto, ele é comparável ao cometa Hale-Bopp, de 1997, que se consolidou como um dos mais brilhantes do século 20.
No Brasil foi clicado por Jean Cursino, Caçapava, São Paulo, Brasil, na Praia Grande, em Santa Catarina, durante o nascer do Sol por Gabriel Zaparolli e em Torres no Rio Grande do Sul.
O gaúcho Gabriel Zaparolli, por exemplo, olhava para a praia quando conseguiu a foto do cometa e recebeu na sexta (4 de outubro) o título de “Foto astronômica do dia”, da Nasa. O feito foi na Praia Grande, em Santa Catarina, durante o nascer do Sol do dia 30 de setembro, e exigiu boas doses de persistência, prática e sorte.
O Cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS) foi fotografado antes do amanhecer, com a Lua minguante pouco acima do horizonte leste. “Utilizei uma Sony A7s2 com uma lente de 50mm F/1.8 e programei para ela tirar 15 fotos de 3.2s, F/4.0 e ISO 5000 E”, explicou o astrofotógrafo Gabriel Zaparolli, de Torres/RS. “Depois, trabalhei nessas imagens para tirar o excesso de ruído e dar um tom mais suave, e aí foi utilizada a técnica de astrofotografia de stacking”.
Fotos: Matthew Dominick/NASA via CNN Newsource, Jean Cursino, Osama Fathi e Gabriel Zaparolli
