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Diabetes: Lula celebra marco na saúde com recebimento de insulina 100% nacional

Bernadete Alves
Diabetes: Lula celebra marco na saúde com recebimento de insulina 100% nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a retomada do Brasil na produção da insulina 100% nacional. Iniciativa que reforça o compromisso do governo federal com o acesso gratuito e seguro a medicamentos essenciais para a população, fortalecendo o SUS e garantindo estabilidade mesmo em cenários de crise.

Após duas décadas, Brasil retoma produção de insulina para o SUS. O primeiro lote nacional foi entregue ao Ministério da Saúde no dia 11 deste mês. A iniciativa faz parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde e foi viabilizada por meio de um acordo de transferência de tecnologia com a farmacêutica indiana Wockhardt.

Ministro Alexandre Padilha recebe 1ª insulina 100% nacional

O ministro da Saúde Alexandre Padilha participou da cerimônia de entrega do primeiro lote produzido na fábrica Biomm, em Nova Lima, Minas Gerais, e destacou a importância da iniciativa para a soberania sanitária do país. “O Brasil volta a fabricar insulina nacionalmente, gerando emprego renda e tecnologia. É o Brics se concretizando na vida das pessoas”.

“Uma iniciativa como essa traz segurança aos pacientes de que, independentemente de qualquer crise — como a que vivemos durante a pandemia —, o país tem soberania na produção desse medicamento tão importante. Cerca de 10% da população brasileira tem diabetes, e parte dessas pessoas precisa usar insulina. Isso garante tranquilidade, segurança e estabilidade tanto para o SUS quanto para os cidadãos que dependem do medicamento”, disse o ministro Alexandre Padilha, durante o evento de entrega do lote, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG).

Lula celebra marco na saúde com recebimento de 1º lote de insulina 100% nacional

Foram entregues 207 mil unidades de insulina ao SUS, e a previsão é que o país produza, em breve, 50% da demanda nacional, cerca de 45 milhões de doses por ano. O investimento de R$ 142 milhões deve beneficiar 350 mil pessoas com diabetes, reduzindo a dependência externa.

A produção envolve também a Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório público de Minas Gerais, e a empresa brasileira Biomm. Segundo o ministério, a medida tem como meta reduzir a dependência de importações e garantir maior estabilidade no fornecimento, um desafio que ficou evidente durante a pandemia de covid-19.

O diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do organismo. O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

Diabete: importância dos exames preventivos para detectar a doença e tratar a tempo

A Dra.  Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde, celebrou a entrega dos primeiros lotes de insulina 100% ao Ministério da Saúde, em suas redes sociais. “Um projeto estratégico que se torna realidade: saúde é soberania”. Nisia disse que a insulina nacional fortalece a estratégia do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) em sua meta de produzir 50% dos insumos do SUS até 2026 e 70% até 2033. “Cuidar do povo é desenvolver o Brasil e garantir nossa soberania”.

A ex-ministra da Saúde explicou que o Brasil é um dos países com maior incidência de diabetes no mundo, com 15,7 milhões de pacientes adultos, segundo dados do Atlas da Federação Internacional de Diabetes, divulgados pelo governo. “O que se faz agora é garantia de vida para uma doença que nós temos que trabalhar com prevenção, mas sabemos que, em muitos casos, não fugiremos da medicação, da insulina e de outros medicamentos que o SUS já fornece na assistência farmacêutica e Farmácia Popular”.

Lula celebra marco na saúde com recebimento de insulina 100% nacional – tratamento do diabetes mellitus tipo 1

A Dra. Nisia lembrou da inauguração da Fábrica da Biomm em Nova Lima/MG, ao lado do presidente Lula, em abril de 2024. “Sabíamos que era um passo fundamental para essa conquista, assim como o Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). A parceria entre Funed, Biomm e Wockhardt, que envolve transferência de tecnologia, prevê a produção nacional de 8 milhões de unidade de insulina até 2026 e capacidade de 41 milhões de doses/ano. Para ter uma política de ciência e tecnologia em saúde que leve os produtos à população, temos que ter política industrial”.

Diabetes: Brasil produz 1ª insulina 100% nacional

O SUS oferece assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o tratamento adequado, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. A porta de entrada para o cuidado é a Atenção Primária à Saúde, que realiza o acompanhamento contínuo por meio de equipes multiprofissionais. Atualmente, são ofertados quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes mellitus.

Presidente Lula durante inauguração da fábrica da Biomm em MG em abril de 2024 com a ministra Nísia Trindade e o ex-ministro Walfrido Silvino dos Mares Guia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da ministra da Saúde Nísia Trindade, participou da inauguração da fábrica de insulina da empresa Biomm, fundada em 2001 por Walfrido Silvino dos Mares Guia Neto, em Nova Lima, Minas Gerais, em abril de 2024. Após 20 anos, Brasil retoma produção de insulina capaz de suprir demanda nacional. A produção terá capacidade de atender 1,9 milhão de pacientes.

A insulina da Biomm será a primeira produzida por uma empresa nacional depois de 20 anos. A fábrica terá um investimento de R$ 800 milhões com capacidade para suprir a demanda nacional de insulina. Ano passado, os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) ficaram sob risco de falta de insulina de ação rápida para o tratamento de diabetes.

A Biomm é uma empresa brasileira que atua na oferta de fármacos acessíveis para o tratamento de doenças crônicas no país. A fábrica terá capacidade para produzir 20 milhões de unidades de refil de insulina glargina por ano, além de canetas de insulina. Poderá, também, fabricar 20 milhões de frascos de outros tipos de medicamento, como a insulina humana recombinante.

O presidente Lula destacou a importância da fábrica para o acesso da população ao insumo e homenageou o trabalho de Walfrido dos Mares Guia, que é um dos sócios-fundadores e membro do conselho de administração da Biomm. Com história na política, Walfrido comandou os ministérios do Turismo e das Relações Institucionais dos primeiros governos Lula. durante os dois primeiros mandatos do presidente, entre 2003 e 2007.

Emocionado, o presidente contou a experiência de sua bisneta Analua, de 7 anos, que vive com diabetes mellitus tipo 1. “Ela vive com aparelho no ombro, [conectado] com celular, cada coisa que ela come, ela tem que controlar. E o que é fantástico é que ela pede para mãe e para o pai aplicar a insulina nela, ela já não tem mais medo, já faz parte da vida dela. […] Então, eu quero que a minha bisneta Analua saiba que esta figura simpática aqui [Walfrido] vai te dar tranquilidade para você viver mais do que eu e mais do ele está vivendo, porque a vida precisa que os bons vivam muito e que os maus descansem logo”, disse.

Diabetes: depois de 20 anos, Brasil produz 1ª insulina 100% nacional

Durante o evento, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Biomm assinaram um protocolo de intenções sobre plataformas de produção de medicamentos para o tratamento de doenças metabólicas, que tem como pano de fundo o fortalecimento do CEIS e a maior autonomia do Brasil na produção de medicamentos para o SUS.

O investimento da empresa biofarmacêutica na construção da nova estrutura foi de R$ 800 milhões. A fábrica terá capacidade para 20 milhões de unidades de refis de insulina glargina (de ação prolongada) por ano – e, na sequência, de canetas de insulina. Além disso, poderá fabricar 20 milhões de frascos de outros biomedicamentos, como a insulina humana recombinante. A estimativa é de que a unidade gere 300 empregos diretos e 1,2 mil indiretos.

Fotos: Reprodução

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