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Dia dos Pais: Impactos emocionais causados por pai ausente

Bernadete Alves
Dia dos Pais: Impactos emocionais causados por pai ausente

Neste segundo domingo de agosto comemoramos o Dia dos Pais. Celebrar o papel paterno é também reconhecer as múltiplas formas de exercer a paternidade, sempre com afeto, responsabilidade e compromisso com um futuro digno para todos. Àqueles que são presença, escuta e proteção, nosso reconhecimento e respeito.

Pai não é só quem dá o nome. É quem dá exemplo, presença, cuidado e direção. É quem acorda cedo, enfrenta dificuldades, esquece de si, para não deixar faltar o essencial em casa. É quem ensina com gestos, mais do que palavras. Quem muitas vezes parece calado, mas carrega um universo inteiro no coração. Mesmo nos momentos mais difíceis, encontra uma maneira de manter tudo em pé.

Neste dia homenageamos aqueles que educam pelo exemplo, construindo laços baseados no respeito e na justiça, a todos os pais de sangue ou de coração. Viva os que amam, criam, cuidam e protegem por toda jornada de aprendizado, emoção e laços profundos e transformadores.

Dia dos Pais: a celebração das múltiplas formas de exercer a paternidade

Esta é, também, um data para refletir. Infelizmente muitos pais não sentem empatia ou tem pouca conexão emocional com o filho. É uma relação superficial e indiferente. Dão a impressão de fazer por obrigação e não por amor ou prazer de estar com os filhos. Essa ausência é classificada pelos especialistas, como falta de maturidade emocional ou irresponsabilidade. Não há compromisso com o filho, seja em relação a ter afeto ou cuidados básicos como educação, saúde, e afeto.

Estudos indicam que a ausência paterna pode ter impactos negativos na saúde mental das crianças e adolescentes, podendo levar a problemas como ansiedade, depressão e baixa autoestima. Essa ausência pode afetar o desenvolvimento emocional e a capacidade de estabelecer relacionamentos saudáveis na vida adulta.

Ausência paterna pode ter impactos negativos na saúde mental dos filhos

Esse comportamento não se refere apenas à ausência física, mas também emocional, quando o pai está presente fisicamente, mas não oferece o suporte afetivo necessário. Isso pode acontecer por diversos motivos, como: 

Pai presente, mas emocionalmente ausente: Quando o pai mesmo presente fisicamente, mas não se dedica à criação e ao bem-estar emocional dos filhos. 

Trabalho excessivo: Quando o pai trabalha em excesso, e nunca têm tempo e paciência para ouvir e se dedicar aos filhos. Mesmo durante as férias, não consegue desconectar e ter tempo de qualidade com os filhos. A ambição profissional está acima de tudo. Segundo psicólogos isso pode gerar sensação de abandono.

Irresponsabilidade: a maioria dos pais ausentes tomaram a decisão (consciente ou não) de fugir da responsabilidade de criar um filho. Atuam como se a criança não existisse, deixando todas as responsabilidades para a mãe ou outros cuidadores.

Falta de empatia: tem pouca conexão afetiva com os filhos e com as pessoas em geral. Mantém relações superficiais. Normalmente esse tipo de pai ausente é assim porque quer e não vê nada de errado nisso. Não se coloca no lugar da mulher e dos filhos, fugindo da responsabilidade de ser pai. Logo, não cria laços emocionais com as crianças.

Imaturidade emocional: pessoas que não amadureceram emocionalmente têm dificuldade para se relacionar. Não querem e não aceitam crescer, vivem como se fossem adolescentes e não são capazes de expressar suas emoções. Segundo especialistas, essa imaturidade emocional pode ser causada por um trauma na infância.

Um pai ausente pode causar feridas emocionais que persistem toda a vida. Um estudo feito pelo National Fatherhood Initiative descubriu que a ausência paterna pode gerar problemas econômicos, sociais e, inclusive, prejudicar a saúde física e mental do indivíduo.

Ter um pai ausente deixa muitas sequelas. Segundo os psicólogos, adultos que não tiveram o amor e cuidado paterno têm dificuldades em estabelecer vínculos afetivos fortes e duradouros. Além disso, muitos filhos de pais ausentes, repetem esse comportamento quando se tornam pais. Outros devido ao sofrimento emocional causado pela ausência paterna, são pessoas que têm mais medo da decepção e do abandono. O medo ao abandono pode pode gerar uma enorme dependência emocional em relação a outras pessoas.

O conselho dos especialistas para quem tem um pai ausente, é seguir em frente e ter em mente que filho não é culpado pelas escolhas dos outros, mas é responsável por traçar seu próprio caminho. Ficar remoendo o passado não mudará a situação, mas está nas suas mãos ter um futuro mais feliz.  Além disso, para ficar bem, a dica é valorizar mais as pessoas que tiveram papel fundamental no seu desenvolvimento, como a mãe, os avós ou amigos. E se mesmo assim não conseguir superar as marcas emocionais, talvez seja o momento de buscar apoio psicológico. Ele terá as ferramentas necessárias para ajudar você a ver essa relação de outro prisma. 

É importante que o pai comece a se ver como indispensável na vida de seus filhos, porque ele é.

Quando o pai participa da educação, se é solidário e afetuoso, ele pode contribuir bastante para o desenvolvimento linguístico, social, emocional e cognitivo da criança. Também a ajudará a ter uma autoestima mais elevada

Fotos: Reprodução

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