
É com pesar que registro o falecimento do jornalista Luiz Recena Grassi ocorrido nesta terça-feira 14 de outubro, aos 73 anos. Recena enfrentava problemas de saúde e estava sob cuidados médicos nas últimas semanas.
O velório do gaúcho de Uruguaiana, será nesta tarde, das 15h às 17h, na Capela 7 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. A família informou que não haverá sepultamento, pois o corpo será cremado na quarta-feira (15/10).
O renomado jornalista deixa a esposa e jornalista, Rozane Oliveira, e dois filhos: o executivo Jaime Recena, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB), e o jornalista Diego Recena, e uma legião de pupilas de seu primoroso trabalho, amigos e familiares.
O gaúcho Luiz Recena se formou em Comunicação Social pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1975, ano em que iniciei minha faculdade. Quis o destino que eu o reencontrasse aqui em Brasília em 1985. Recena tinha uma voz atuante na imprensa brasiliense.
O amor pela profissão e pela missão de bem informar fez de Luiz Recena um jornalista de destaque não só em Brasília, como no Brasil e no exterior. Um profissional respeitado e reconhecido por sua integridade e dedicação ao trabalho de bem informar nas mais de quatro décadas na imprensa com passagens nos principais veículos nacionais e internacionais. Uma trajetória de êxito.
Na Rede Globo de Televisão entre 1982 e 1985 foi chefe de reportagem, editor do Jornal Nacional e do Jornal da Globo. De 1986 e 1997, recena trabalhou como correspondente internacional do Correio Braziliense em Moscou e em Paris.
Luiz Recena colaborou com a agência russa Tass, de 1888 a 1992, no serviço de notícias em português, e simultaneamente foi correspondente para veículos como Jornal do Brasil, Agência Estado, Rádio Eldorado, Diário de Notícias (Lisboa) e Deutsche Welle.
Sua liderança e sabedoria era disputada por vários veículos de comunicação. Na Gazeta Mercantil, foi diretor de Redação de 1998 a 2004, e também assumindo a direção-regional das sucursais de Brasília, Recife e Rio de Janeiro. Em 2005, comandou a reformulação editorial da Tribuna do Brasil como editor-chefe.
Luiz Recena era também escritor. A obra “Rússia condenada, a primeira guerra mundial”, resultado do período como correspondente no exterior.
Recena também lançou pela editora SENAC/DF o livro Baco — em busca da pizza perfeita, que narra a história dos 10 anos do restaurante, em 2009. Também foi editor responsável da obra Constituição & Democracia.
Homenagem da Família
“Meu pai tinha vocação para ser jornalista. Tudo virava história para contar ou notícia para escrever. Era muito generoso com as pessoas e carinhoso com os amigos. Passou por jornal impresso, rádio e televisão, além de ter sido colaborador de uma série de jornais, agências e veículos ao redor do mundo.
Como correspondente internacional, passou 8 anos na extinta União Soviética, em Moscou, na época da Perestroika, e depois mais um bom tempo na França, em Paris. Foi o primeiro jornalista brasileiro a entrar na usina de Chernobyl após o acidente nuclear, entrevistou muitas lideranças internacionais como Mikhail Gorbatchov e Fernando Henrique Cardoso, cobriu atentados à bomba, esteve na Faixa de Gaza, falou com Fidel Castro, fez uma reportagem com Gabriel Garcia Márquez e muitas outras matérias importantes sobre os personagens da vida real brasileira.
Foi sempre um pai muito amoroso, um companheiro apaixonado, um tio querido, um amigo de todas as horas e mais recentemente um avô dedicado. Amante da vida, aproveitou ao máximo cada momento. Fica o legado para sempre“, escreveu Diogo Receba em nome da família.
Fotos: Arquivo Pessoal e Reprodução

