
Celebramos neste 15 de outubro o Dia da professora e do professor: mestres que ensinam, inspiram e transformam vidas. A profissão que forma todas as demais e que constrói as bases de um futuro futuro transformador para o nosso país com sabedoria e amor.
Nossas homenagens, respeito e gratidão a todos os mestres que inspiram, transformam e contribuem para o fortalecimento do conhecimento, da justiça e da cidadania. Plantam ideias em terrenos desconhecidos, regam curiosidades podam medos e colhem inúmeras descobertas.
Eles formam uma nação e fazem a diferença a milhões de crianças e jovens. Por isso são fundamentais para o futuro de todas as pessoas e, por consequência para toda a nação. Um futuro mais justo sempre passa por uma sala de aula. A Constituição ( artigo 205) define a educação como um direito de todas as pessoas, essencial para à cidadania. As professoras e professores são profissionais que tornam esse direito uma realidade.
Os professores são tão importantes que mesmo quando não são lembrados, suas obras permanecem em cada vida que conseguiu seguir adiante. Reconhecer o seu valor exige mais que aplausos e homenagens: exige remuneração justa, condições de trabalho dignas e respeito concreto.
Quem forma todas as outras profissões não pode continuar sendo tratado como se sua missão fosse um favor. Representa um fio invisível que costura o tecido de uma sociedade justa e lúcida. São eles que ascendem a consciência e despertam o pensamento crítico e que mantém viva a própria democracia.
Frases inspiradoras que mostram a grandeza dessa profissão
“Ensinar é a profissão que nos aproxima de Deus. Quem foi Deus , quem é Deus, se não um Mestre? Ensinar não é uma profissão, ensinar é uma arte”, Caetano Veloso.
“O professor, tem que ser mais que instrutor: -o arquiteto apaixonado pelo futuro , o plasmador consciente das individualidades, um idealista impertinente”, Antonieta de Barros.
“A verdadeira educação é aquela que vai ao encontro da criança para realizar a sua libertação”, Maria Tecla Artemisia Montessori.
“Os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos”, Rubem Alves.
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”, Paulo Freire.
“O professor é um artista que trabalha com a matéria-prima mais nobre do mundo: o ser humano”, Malba Tahan.
Por que 15 de outubro virou o Dia do Professor no Brasil
A data nasceu da iniciativa de um professor da rede pública paulista e ganhou força com a ação de Antonieta de Barros, primeira deputada negra do país.
O Dia dos Professores, comemorado em 15 de outubro, é hoje uma das datas mais simbólicas do calendário nacional. Mais do que uma homenagem, ela carrega a história da própria educação brasileira, uma história que começa no Império, ganha força com o idealismo de professores no pós-guerra e se consolida graças à atuação de dois personagens fundamentais: Salomão Becker, o educador que idealizou a comemoração, e Antorieta de Barros, a pioneira negra da política e da educação foi a autora da primeira lei no país que instituiu a celebração.
O ponto de partida está em 15 de outubro de 1827, quando o imperador Dom Pedro I assinou um decreto que criou o ensino elementar no Brasil. O texto determinava que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”, regulando o conteúdo ensinado (leitura, escrita, aritmética e princípios morais) e fixando regras para a contratação e pagamento dos professores.
Foi o primeiro passo institucional do Estado brasileiro na educação. Por isso, a data ficou registrada como um símbolo da fundação do ensino público no país, ainda que, na prática, a rede escolar demorasse décadas a se consolidar. Mais de um século depois, esse decreto inspiraria os educadores que escolheram o 15 de outubro como dia de celebração da docência.
Mais do que uma efeméride, o Dia do Professor expressa um reconhecimento histórico e político. É o resultado do gesto criativo de um educador idealista e da ação corajosa de uma mulher negra que abriu caminho num ambiente dominado por homens brancos. Salomão Becker transformou a valorização do professor em prática cotidiana, propondo um momento de reflexão dentro da escola. Antonieta de Barros levou essa ideia ao poder público, convertendo o reconhecimento em lei.
Celebrar o Dia dos Mestres é, portanto, revisitar a origem da educação no Brasil e renovar o compromisso de valorizar quem dedica a vida a ensinar. É lembrar que sem professores não há cidadania, ciência nem democracia.
A data também convida à reflexão sobre o presente: os desafios da carreira docente, os baixos salários, a falta de infraestrutura e o desrespeito crescente à profissão. O 15 de outubro é símbolo de resistência, inspiração e compromisso com o futuro.
Viva as professoras e os professores e Viva Antonieta de Barros
Antonieta de Barros, primeira deputada negra do Brasil, foi a autora do projeto de lei que instituiu o Dia do Professor em Santa Catarina, celebrado em 15 de outubro. A proposta foi sancionada pelo então governador José Boabaid em 1948, 15 anos antes de a data ser reconhecida em todo o Brasil. A lei federal foi assinada pelo presidente da República João Goulart em 1963 e faz referência ao dia em que foi sancionada a lei que cria as escolas de ensino elementar no Brasil, em 1827, e previa as condições de trabalho dos professores.
Nascida em 1901, Antonieta foi defensora das mulheres e lutou sobre uma educação de qualidade. Professora, jornalista e heroína da Pátria, Antonieta destacou o papel dos educadores. No documento que justificava a lei, ela afirmou: ‘Não há quem não reconheça, à luz da civilização, o inestimável serviço do professor”.
Professora de português e psicologia, Antonieta fundou a própria escola, onde deu aula para adultos e moradores carentes da região. Uma das escolas por onde circulou enquanto dava aulas na Capital tem seu nome e honra seu legado.
Com atuação em Santa Catarina, Barros tem também a marca de ser a primeira mulher a assumir a Presidência de uma assembleia legislativa no Brasil. Foi ainda a primeira mulher negra a trabalhar na imprensa em Santa Catarina. Em seus textos, dizia que as mulheres não deveriam ser “virgens de ideias”.
Antonieta também é reconhecida por ser defensora das mulheres e por ter lutado por uma educação de qualidade para todos e pelo reconhecimento da cultura negra, em especial no Sul do país. “Ela é um ícone. Se ela tivesse nascido fora do Brasil, seria um ícone mundial, mas como nasceu no Brasil que é um país racista, é preciso lutar muito para que ela seja vista como representação na política para todos e não só pessoas negras”.
No dia 5 de janeiro de 2023, a trajetória de Barros na vida e na política entrou para o Livro das Heroínas da Pátria. O reconhecimento foi publicado no Diário Oficial da União, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelas ministras da Cultura, Margareth Menezes, e da Igualdade Racial, Anielle Franco.
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