
O Direito não forma apenas profissionais, forma pessoas que aprenderam a resistir, a abrir caminhos, dividir conhecimentos e a cuidar de vidas. Um compromisso com o diálogo, a representatividade, o fortalecimento institucional e a construção coletiva em defesa da cidadania, da democracia e da sociedade. Exatamente como faz a nova integrante da Academia Brasiliense de Direito.
A Ministra Maria Elizabeth Teixeira Rocha, presidente do STM, órgão máximo da Justiça Militar do Brasil, é celebrada pela Academia Brasiliense de Direito por agregar os melhores predicados como pessoa, jurista, professora e carreira pública ilibada. Magistrada, cuja formação, reflete a busca incessante pelo saber e pelo aprimoramento da expressão.
Sua dedicação aos estudos habilitou-lhe a manejar o pensamento crítico das diversas abordagens do intelecto, que resultaram na publicação de livros e artigos editados no Brasil e no exterior. Sem falar da sua paixão pelo magistério onde desperta mentes e compartilha seus conhecimentos como professora do Mestrado, Doutorado e Graduação no UniCEUB.
A Dra. Maria Elizabeth é uma mulher virtuosa e corajosa que não teve medo de ocupar o centro da palavra e acreditar que podia mudar sua realidade e, consequentemente, o mundo. E mudou, ao ser a primeira mulher a assumir a Presidência do Superior Tribunal Militar da União, a mais antiga Corte de Justiça do país, com mais de 200 anos. O STM integra o Poder Judiciário a partir da Constituição de 1934 e seus julgamentos seguem a mesma sistemática do Judiciário brasileiro.
Na Academia Brasiliense de Direito, a Ministra Maria Elizabeth Rocha, é a titular da Cadeira 40 cuja patrona é Luiza Helena de Bairros, socióloga gaúcha, doutora em Sociologia, primeira coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado que articulou políticas antirracistas fundamentais. Uma mulher que não se limitou a ser Ministra de Estado; mas que foi a voz de esperança aos emudecidos pela invisibilidade.
Luiza Helena de Bairros não somente ocupou espaços de poder; ela ressignificou o exercício da função pública e das ciências sociais, deixando para as futuras gerações um roteiro mais seguro diante das realidades excludentes. Seu legado intelectual e político segue iluminando o caminho da luta feminista negra por igualdade racial no Brasil.
A confraternização, no Espaço Cultural Ministro Ten Brig do Ar Cherubim Rosa Filho, reuniu acadêmicos da ABDIR, autoridades, ministros do STM, servidores e amigos da ministra Elizabeth que com a simpatia que lhe é peculiar recebeu os cumprimentos e distribuiu sorrisos durante os registros fotográficos.
Uma ocasião memorável para todos os ilustres confrades e confreiras, intelectuais de excelência e imortais da Academia Brasiliense de Direito, liderados pelopresidente Manoel Jorge e Silva Neto.
A Academia Brasiliense de Direito é um marco no cenário jurídico da capital da República e tem por meta contribuir para o diálogo, disseminação do conhecimento jurídico, desenvolvimento das ciências jurídicas no Brasil e valorização das personalidades que contribuem significativamente em prol do fortalecimento da democracia e da cidadania.
Inspirada nos ideais de disseminação do conhecimento jurídico e de valorização de grandes nomes do Direito nacional, a ABDIR é composta por acadêmicos que ocupam cadeiras cujos inesquecíveis patronos são importantes e eternas personalidades da história jurídica brasileira.
Fotos: Odair Freire/STM
