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Cármen Lúcia passa a presidência do TSE para Kassio Nunes Marques

Bernadete Alves
Ministra Cármen Lúcia recepciona o presidente da República e a primeira-dama para a transmissão de cargo para Nunes Marques

A ministra Cármen Lúcia deixa a Presidência do TSE após um ano e 11 meses, durante sessão solene realizada no edifício-sede da Corte, em Brasília, com a presença de autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do ex-presidente da República José Sarney, de profissionais da imprensa, de representantes de embaixadas e de convidados.

A mesa de honra da sessão solene foi composta pelos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin; do Senado Federal, Davi Alcolumbre; da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, pelo procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, e os os ministros do TSE.

Cerimônia de transmissão de cargo da presidência do TSE: de Cármen Lúcia para Nunes Marques

Também prestigiaram a cerimônia de passagem de comando do TSE, o vice-presidente da República Geraldo Alckmin, ministros do STF, do STJ, do TST, do STM, a primeira-dama do país Janja Lula da Silva, a governadora do DF Celina Leão, Advogado-Geral da União Jorge Messias, ministros de Estado, procurador-geral da Justiça Militar Clauro de Bortolli, senadores, deputados, dentre outras importantes presenças.

Cármen Lúcia passa a presidência do TSE para Nunes Marques

O Hino Nacional foi executado pela banda dos Fuzileiros Navais, regida pelo suboficial músico Sérgio Renato da Silva. 

Banda dos Fuzileiros Navais na despedida da ministra Cármen Lúcia da presidência do TSE
Cerimônia de posse da nova administração do TSE 2026/2027

A ministra Cármen Lúcia passou a presidência do TSE para o ministro Nunes Marques, que depois de prestar o compromisso regimental e assinar o termo de posse na tribuna, coube a ele empossar o ministro André Mendonça como vice-presidente. Eles foram eleitos para os cargos em 14 de abril e serão responsáveis por conduzir as Eleições Gerais de 2026. O novo presidente do TSE vai comandar a Corte Eleitoral até maio de 2027. 

Ministra Cármen Lúcia passa a presidência do TSE para o ministro Kassio Nunes Marques

A sucessão obedece ao critério de antiguidade entre os ministros do STF que integram a Corte Eleitoral. De acordo com a norma, a Presidência do Tribunal é exercida em sistema de rodízio por um dos magistrados oriundos da Suprema Corte, mecanismo que assegura estabilidade institucional e alternância de poder ao longo dos ciclos eleitorais. 

Autoridades prestigiam passagem de comando da presidência do TSE

O Corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, saudou os colegas em nome do Tribunal e enfatizou a resiliência das instituições democráticas e o papel central da Justiça Eleitoral na garantia da vontade popular. Ferreira, que exercerá a função de CGE até setembro, destacou o legado da gestão anterior, sob o comando da ministra Cármen Lúcia.

Ministro Antonio Carlos Ferreira: Corregedor-geral da Justiça Eleitoral

“Cumpre, antes de tudo, registrar o sincero reconhecimento à eminente ministra Cármen Lúcia, que hoje encerra sua gestão na Presidência desta Corte, pela segunda vez, chamada a conduzir o Tribunal Superior Eleitoral em momentos relevantes da vida institucional brasileira. Em período particularmente sensível da vida nacional, Sua Excelência soube reafirmar com discrição, serenidade e autoridade a credibilidade do processo eleitoral brasileiro”, disse o corregedor-geral.

De acordo com o corregedor, a trajetória de Nunes Marques revela apreço pela moderação, pelo equilíbrio e pela fidelidade aos ditames constitucionais. “A Justiça Eleitoral exige vigilância constante, elevado senso institucional e capacidade de distinguir, entre as contingências do momento, aquilo que é essencial para a preservação da ordem democrática”, afirmou.

Ministro Antonio Carlos Ferreira: Corregedor-geral da Justiça Eleitoral

Segundo o ministro Ferreira, a Justiça Eleitoral, além das dificuldades inerentes à magistratura, convive com responsabilidades de singular dimensão institucional. “Suas decisões alcançam a sociedade inteira, influenciam o destino das pessoas, das cidades, dos estados e do país”. 

O ministro Antonio Carlos Ferreira reforçou que caberá à gestão dos novos presidente e vice do TSE preservar o que foi construído e aperfeiçoar com prudência e responsabilidade os instrumentos que garantem a integridade do processo eleitoral, especialmente diante da disseminação deliberada da desinformação, do uso abusivo e predatório da inteligência artificial (IA), da corrosão do debate político pela mentira organizada e das tentativas de infiltração de organizações criminosas na vida política, que, segundo ele, representam ameaças reais à normalidade democrática e à confiança coletiva nas instituições. 

Nunes Marques assume presidência do Tribunal Superior Eleitoral

“Cabe à Justiça Eleitoral preservar não apenas a legitimidade formal das eleições, mas também a higidez do ambiente democrático em que elas se realizam. Sobre ela repousa o dever permanente de velar pela lisura dos pleitos eleitorais, resguardando a vontade popular como um dos mais elevados patrimônios da vida republicana. Nesse contexto, a defesa das urnas eletrônicas transcende a dimensão meramente tecnológica. Trata-se da defesa da confiança pública construída ao longo de décadas de aperfeiçoamento institucional, transparência e segurança”, concluiu.

O TSE é composto de, no mínimo, sete ministros: três são originários do STF, dois são do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois são representantes da classe dos juristas – advogados com notável saber jurídico e idoneidade – indicados pelo presidente da República. Cada ministro é eleito para um biênio, sendo proibida a recondução após dois biênios consecutivos. 

Presidente Lula e o ministro Nunes Marques, novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral

Fotos: Luiz Roberto, Alejandro Zambrana, Ana Rodrigues/TSE e Antonio Augusto/STF

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