
O inverno começou oficialmente às 5h24 deste domingo 21 de junho, instante que o Solstício proporciona a noite mais longa do ano e o dia mais curto no hemisfério sul. É que de 21 de dezembro (solstício de verão) até este 21 de junho (solstício de inverno), os dias foram ficando gradualmente mais curtos.
Na prática, isso acontece porque a Terra gira em torno do Sol com o eixo inclinado. Nesta época do ano, o Hemisfério Sul fica menos exposto à luz solar direta. Por isso, os dias ficam mais curtos e as noites mais longas. Depois desse ponto, os dias começam a ganhar alguns minutos de luz gradualmente. A mudança é pequena no início, mas fica mais perceptível ao longo das próximas semanas, até a chegada da primavera em 22 de setembro.
Para a maioria das pessoas, é só uma data no calendário. Para a astronomia, é o início oficial do inverno. Para muitas culturas ao redor do mundo, é também um símbolo de renovação, reflexão e novos ciclos. Assim como a natureza passa por períodos de recolhimento, as pessoas também vivem fases que pedem pausa, aprendizado e transformação.
Para os estudiosos é um dos momentos mais significativos do ano. É que o Solstício de Inverno marca o ponto de máximo Yin. A escuridão no seu pico. O silêncio na sua profundidade máxima. O momento de maior escuridão é também o ponto de virada. Para quem está passando por um período escuro – de dúvida, medo, ira, de cansaço, de falta de clareza – o Solstício lembra que este é um ponto de virada.
Desde a Antiguidade, povos observavam este momento como um marco de transformação. Após a noite mais longa, os dias começam lentamente a ficar maiores lentamente. Por isso o Solstício de Inverno simboliza renascimento, esperança, renovação e novos ciclos. Como a natureza nos lembra: existem momentos de crescimento invisível, de florescer e de deixar ir. Afinal, após a noite mais longa, a luz sempre retorna.
A dica é honrar o novo ciclo e cumprir a jornada com esperança e coração aberto; Liberar o que não faz mais sentido e abrir espaço para o novo; e Encontrar força no silêncio interior e no acolhimento.
Previsão para o inverno
Segundo o Observatório Nacional, o inverno de 2026 deve ter temperaturas acima da média em grande parte do país. Ainda assim, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais aponta que frentes frias podem provocar quedas acentuadas de temperatura no Sul, no Sudeste, em parte do Centro-Oeste e também em áreas da Região Norte. Com isso, o começo oficial do inverno une dois movimentos: no céu, a noite mais longa do ano; no clima, uma estação que pode alternar períodos mais quentes com episódios de frio intenso.
De acordo com o Climatempo, será marcado por períodos de frio intenso e aumento de calor em agosto e setembro, influenciados pelo fortalecimento do fenômeno El Niño. Os primeiros dias gelados da estação devem aparecer logo na virada deste fim de semana, principalmente em boa parte do Centro-Sul do país. Julho deve ser o mês mais rigoroso.
Duas fortes massas de ar frio são esperadas para o período – uma no meio e outra no fim do mês -, capazes de levar geada e temperaturas abaixo de zero ao Sul e a algumas áreas do Sudeste. A neve, sempre rara, tem mais chance de aparecer nas serras gaúchas e catarinenses nos primeiros dias da estação e ao longo de julho.
Uma dessas investidas polares pode empurrar o ar frio até as regiões de Goiânia (GO) e Brasília (DF), o norte de Minas Gerais e o extremo sul da Bahia. O Sudeste e o Centro-Oeste, onde o inverno costuma ser seco, podem ter pancadas fora de época em vários momentos do trimestre. Ainda assim, boa parte dessas duas regiões terá muitos dias de ar seco e grande variação de temperatura entre a manhã e a tarde.
A previsão é de que uma forte massa de ar polar avance pelo interior do país entre os dias 22 e 30 de junho. Ela deve atingir o Sul, partes do Sudeste e do Centro-Oeste. Esse mesmo ar gelado deve provocar friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.
O meteorologista da Climatempo, César Soares, explica que “a tendência é que o começo do inverno seja marcado por mais episódios de frio. Nesse período, massas de ar de origem polar devem avançar com mais frequência pelo país e podem chegar até áreas do Norte do Brasil, provocando quedas bruscas de temperatura”.
Ao longo do inverno, Sul deve receber chuva acima da média, e o Sudeste e o Centro-Oeste terão pancadas fora de época. Em julho, duas fortes massas de ar frio são esperadas — uma no meio e outra no fim do mês.
O meteorologista explica que a partir da segunda quinzena de agosto, as massas de ar polar perdem força e as temperaturas voltam a subir, muitas vezes acima da média histórica. “A previsão é de que as temperaturas fiquem menos baixas e, em algumas regiões, até acima da média climatológica para o período”, diz César.
A estação também deve contar com episódios de chuva atípica no Sudeste, já que o período costuma ser de tempo mais seco. No Norte e no Nordeste, o tempo deve ficar predominantemente seco e quente.
No Norte e no Nordeste, o tempo permanece predominantemente seco. No Matopiba, o retorno das chuvas deve atrasar em relação ao que seria esperado para o início da primavera.
Setembro
Setembro, último mês do inverno, com temperaturas acima da média em grande parte do país. O risco de ondas de calor aumenta, sobretudo no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste.
A chuva começa a retornar de forma gradual no Centro-Oeste e no Sudeste, mas o Sul ainda deve seguir mais úmido que a média.
No Norte e no Nordeste, o tempo permanece predominantemente seco. No Matopiba, o retorno das chuvas deve atrasar em relação ao que seria esperado para o início da primavera.
A chuva deve ficar próxima da média na maior parte do território, mas pancadas fora de hora podem aparecer ao longo dos meses.
O calor predomina e fica acima da média, sobretudo na faixa central. Brasília (DF), Goiânia (GO) e Cuiabá (MT) podem registrar frio passageiro em junho e julho, quando o ar polar chega a avançar até a região, antes do retorno das temperaturas elevadas em agosto.
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