
O Brasil sai do Mapa da Fome da ONU após queda histórica da insegurança alimentar, segundo o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026” (SOFI, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU).
O documento considera dados referentes ao triênio 2023-2025 e está disponível no link e.gov.br/mapadafome2026. Segundo o relatório 20,5 milhões de brasileiras e brasileiros passaram a ter condições de adquirir uma alimentação saudável.
São quase 7 milhões de pessoas que deixaram essa situação. Mais do que números, esse resultado representa comida voltando à mesa e mais dignidade para as famílias brasileiras. Sair do Mapa da Fome não é apenas um dado estatístico, mas a reafirmação de um pacto nacional baseado em direitos, que coloca a dignidade humana no centro das decisões.
O Brasil já havia saído do Mapa da Fome em 2014, após mais de uma década de fortalecimento da rede de proteção social e de investimentos em segurança alimentar e nutricional. No entanto, após a mudança nas prioridades das políticas públicas e pelos impactos da pandemia da COVID-19, voltou a constar no Mapa em 2021.
Certamente é importante continuar trabalhando em melhorar a qualidade da alimentação da população. Para isso, é necessário educar e motivar as pessoas para consumirem alimentos mais saudáveis. Infelizmente, o custo de uma dieta saudável ainda é elevado. Segundo o SOFI, o custo diário por pessoa de uma alimentação saudável no Brasil em 2024 foi de US$ 4,69, acima da média global de US$ 4,46.
A recuperação mostra que, com vontade política, participação social e coordenação entre esferas de governo, é possível reverter retrocessos e garantir segurança alimentar para todas as pessoas.
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