
Neste 12 de setembro, a Igreja celebra o Santíssimo Nome de Maria, quatro dias depois de celebrar a Natividade de Nossa Senhora. Esta memória litúrgica contempla o amor da Mãe de Deus por seu Filho e por todos aqueles que Jesus lhe confiou aos pés da cruz: “Mulher, eis o teu filho. […] Filho, eis a tua mãe” (Jo 19,26-27).
Mais do que recordar um nome que tem poder, a celebração apresenta aos fiéis a figura da Mãe do Redentor, para que seja devotamente invocada. O nome de Maria não atravessou séculos por acaso. Ficou ligado para sempre à história da salvação, à mulher que respondeu sim a Deus e permitiu que o Salvador viesse ao mundo.
Pelo seu “sim”, Maria acolheu em seu ventre o próprio Filho de Deus e cooperou de modo singular com a obra da nossa Redenção. Em seu nome encontramos a lembrança da Mãe, a ternura daquela que nos foi dada por Jesus e também um caminho que sempre nos conduz a Cristo.
Nome bendito escolhido por Deus para aquela que seria a Mãe do Salvador. A Igreja o pronuncia com amor e veneração porque nele reconhece a Virgem que, com humildade e confiança, entregou-se inteiramente à vontade divina.
Maria, doce nome que veio do Céu repleto de amor, esperança e confiança. Pronunciar o nome de Maria tornou-se, ao longo dos séculos, uma expressão de confiança naquela que acolheu a Palavra de Deus, acompanhou Jesus até a cruz e permaneceu junto aos discípulos no nascimento da Igreja.
Que o seu Santo nome seja sempre pronunciado por gratidão e amor, e também nos momentos de dificuldade. Que saibamos recorrer à Santíssima Virgem com confiança, pedindo sua intercessão e seu auxílio. Santíssimo Nome de Maria, bendito seja para sempre!
A devoção ao nome de Maria já estava presente na Igreja no século XII. Em 1513, o Papa Júlio II autorizou uma celebração em sua honra na Diocese de Cuenca, na Espanha. Posteriormente, a festa passou por diferentes mudanças até ser estendida a toda a Igreja pelo Papa Inocêncio XI, em 1683, e fixada em 12 de setembro.
Durante a celebração desta memória em Singapura, em 2024, o Papa Francisco destacou a esperança que a presença materna de Maria continua despertando: “A quantas pessoas o seu apoio e presença deram e dão esperança! Em quantos lábios o seu Nome apareceu e aparece nos momentos de alegria e também de dor! E isso porque nela, em Maria, vemos o amor do Pai manifestar-se de uma das formas mais belas e totais: a da ternura de uma mãe, que tudo compreende, que tudo perdoa e que nunca nos abandona.”
O nome de Maria está presente nas orações mais antigas e queridas do povo cristão. Os muitos nomes de Maria referem-se sempre à mesma pessoa: a mãe de Jesus. Os nomes mudam para refletir a história, o idioma ou o local de uma aparição.
Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Boa Saúde, Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora Rainha.
Cada título expressa um jeito humano de demonstrar carinho e gratidão. Ao invocá-lo, os fiéis reconhecem sua proximidade materna e pedem a intercessão daquela que conduz sempre a Cristo, seu Filho.
Santíssima Virgem Maria, rogai por nós, para que o vosso nome permaneça em nossos lábios e nos conduza sempre ao encontro de Jesus!
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