
O governador Ibaneis Rocha lançou o programa ‘Dengue Zero 2020‘, durante solenidade neste final de semana em Planaltina. Com a chegada das chuvas as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti estão sendo intensificadas pelo GDF. A meta é zerar às doenças transmitidas pelo mosquito.
O mosquito da dengue também transmite chikungunya e o vírus zika. O mosquito é doméstico, vive dentro de casa e perto do homem. Com hábitos diurnos, o Aedes aegypti se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada, a partir da postura de ovos pelas fêmeas. Os ovos são colocados e distribuídos por diversos criadouros. Por isso a importância de combater os focos.
Ibaneis Rocha disse que embora o trabalho ocorra o ano inteiro, o período entre novembro e janeiro é considerado de maior risco uma vez que a chuva e o calor formam o ambiente perfeito para o Aedes aegypti se desenvolver. Para evitar que essa combinação aumente a incidência de doenças transmitidas pelo mosquito, o GDF tem trabalhado há meses na prevenção e conscientização da população.
“O cuidado, este ano, está sendo redobrado com a dengue.Nós estamos preparados para atender a população do DF, pois adquirimos todos os produtos e insumos para combater o mosquito”, disse Ibaneis Rocha.
A ação ‘Dengue Zero 2020’ contará com 200 agentes de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES), 60 veículos e o suporte de 400 soldados do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
Nos primeiros nove meses deste ano, a Secretaria de Saúde inspecionou 834.449 imóveis no Distrito Federal – quase 92 mil a mais que no mesmo período do ano passado. O uso de Ultra Baixo Volume (UBV), conhecido popularmente como fumacê, também se intensificou neste ano: foram 989.526 aplicações do insumo, contra 62.855 em 2018; e 39.528 aplicações de UBV costal, contra 19.625 no ano passado. Além disso, foram instaladas 1.354 armadilhas para o mosquito. O governo também investiu na capacitação de mais de 280 servidores da Vigilância Ambiental.
A série de ações do GDF envolve também um acordo com o Ministério da Saúde. Em outubro, a SES assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 1/2019 com o objetivo de regulamentar a alocação de servidores cedidos pelo ministério à secretaria. São 120 agentes de vigilância ambiental cedidos nessa parceria para o exercício de atividades de controle epidemiológico em campo, exclusivamente em zonas rurais do DF.
O GDF e o Ministério da Saúde convocam a população a continuar, de forma permanente, com a mobilização pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré.
Quando o foco do mosquito Aedes Aegypti é detectado e não pode ser eliminado pela população, como em terrenos baldios ou lixos acumulados na rua, a Secretaria de Saúde do DF deve ser acionada para remover os possíveis focos/criadouros. Vamos fazer a nossa parte.
A mobilização da comunidade é fundamental para vencer a luta contra o mosquito Aedes Aegypti.
