Dia de Combate à Injustiça: uma reflexão sobre o que é justo e um basta ao tratamento desigual

bernadetealves.com
Dia Mundial de Combate à Injustiça: uma reflexão sobre o que é justo e um basta ao tratamento desigual

A justiça é algo subjetivo e para refletirmos sobre o que é justo ou não, surgiu o Dia Mundial de Combate à Injustiça. O 23 de agosto é uma oportunidade para refletirmos sobre o que é justo na nossa realidade cotidiana. A data é um chamado a dar um basta ao tratamento desigual. Vamos promover a justiça, revisar as próprias atitudes e mudá-las pelo bem coletivo. Que os sentimentos bons prosperem além da data comemorativa.

Há muitas situações que geram injustiça: condenar um inocente; discriminar alguém por sexo, cor, raça, religião, condição social ou orientação sexual; e outras, como o abuso de poder, a exploração do trabalho, a calúnia e a difamação, entre outros.

injustiça não ocorre apenas quando um inocente é equivocadamente condenado, mas também quando alguém é denunciado de forma irresponsável pelo Ministério Público e, após a tortura processual, tem sua inocência declarada.

bernadetealves.com
23 de agosto é Dia do Combate à Injustiça: uma violação ao direito do outro

Ainda hoje, dificilmente se encontra uma pessoa que não tenha sofrido pelo menos um ato desta natureza ao longo da vida. Para combater a injustiça, é fundamental que cada um de nós revise as próprias atitudes, compreendendo seus impactos na sociedade. Isso envolve educar-se sobre as questões sociais, econômicas e políticas que contribuem para a injustiça e reconhecer os próprios preconceitos e privilégios.

No Brasil, as causas da injustiça social são muitas e profundas. Nossa cultura assimilou e aceitou conviver com certo tipo de violência, talvez a mais brutal, que é a escravidão, acreditando ser possível o ajustamento de ideais libertários e democráticos com uma estrutura social completamente injusta; aceitamos com certa naturalidade e por séculos, os privilégios de poucos coexistindo com a supressão dos direitos de outros.

bernadetealves.com
Dia de Combate à Injustiça: uma reflexão sobre o que é justo e um basta ao tratamento desigual

Na atualidade diversas pesquisas sociais confirmam que a injustiça social atinge determinados grupos sociais, como por exemplo: as mulheres recebem salários menores que os homens, ocorrendo o mesmo com os negros e a violência afeta muito mais os jovens que possuem baixa escolaridade e os que estão desempregados. A concentração de renda é um dos fatores cruciais para a existência da injustiça social.

Revisar as próprias atitudes e aceitar o desafio de mudá-las, mesmo que isto represente perdas de quaisquer natureza é exercício de cidadania. Vamos semear sentimentos bons para que prosperem além da data comemorativa.

Nós não precisamos ser justiceiros nem fazer justiça com as próprias mãos, mas o nosso coração não pode se calar diante de qualquer injustiça, até mesmo diante das mais sutis, mas não menos deploráveis, como tomar o mérito de outra pessoa; falar mal de alguém sem estar na sua presença; e valer-se de vantagens ilícitas para ganhar, seja uma competição, uma promoção ou mesmo uma disputa amorosa.

bernadetealves.com
Dia de Combate à Injustiça: uma reflexão sobre o que é justo na nossa realidade cotidiana

O sentimento de injustiça ocorre por várias razões, pode ser por traição ou ingratidão. Seja também porque o chefe não reconhece o esforço do trabalhador, em decorrência daquela demissão sumária, por alguém não dá o merecido valor ou quando é apanhado por uma daquelas surpresas desagradáveis da vida.

Agir de forma solidária é uma das primeiras práticas para combater a desigualdade, pois proporciona oportunidades igualitárias e constrói uma sociedade justa.

A promoção da justiça começa com a gente. Vamos reconhecer o potencial do outro, elogiá-lo sem pretensões de receber algo em troca e colaborar para que o ambiente pessoal e profissional seja de qualidade, agradável e feliz.

Todos nós queremos ser ouvidos e acolhidos. Seguimos nesta vida em busca de amor, afeto e atenção. E para sermos mais empáticos devemos estar bem para ajudar os outros. Ou seja, se acolher, se cuidar, ter direito de ter um tempo de cuidados, de contemplação e silêncio. 

Pois ao final da jornada, a única vitória possível é a felicidade de ter vivido uma experiência que contribuiu para o crescimento das pessoas e a melhoria do planeta, o que se faz com solidariedade e justiça.

Fotos: Reprodução