Brasília amanhece coberta por nuvens de fumaça e poeira

O domingo, 25 de agosto, foi atípico em Brasília. A capital do país amanheceu coberta por fumaça proveniente de queimadas em áreas próximas. O mesmo fenômeno foi registrado em outras capitais do Centro-Oeste, como Goiânia, e do Sudeste, como Belo Horizonte.
As regiões administrativas do Distrito Federal também amanheceram cobertas por fumaça. Há registros em Águas Claras, Gama, São Sebastião, Taguatinga, Sudoeste, Estrutural e Sobradinho e Lago Norte.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a fumaça concentrada no céu do Distrito Federal é uma junção “das queimadas em áreas próximas e em todo o país, tempo seco e baixa umidade”.
O Inmet emitiu alerta laranja para o Distrito Federal. O aviso significa que umidade relativa do ar pode variar entre 20% e 12% e que há risco de incêndios florestais e à saúde, além de ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.
Segundo as autoridades de segurança, as queimadas e tempo seco explicam as nuvens de poeira e fuligem que dificultam a respiração em várias partes do país.

Médicos pneumologistas recomendam que os brasilienses evitem sair de casa neste domingo. O pneumologista da Oncoclínicas Brasília, Eduardo Cartaxo explica que a alta concentração de fumaça pode trazer danos à saúde e até mesmo levar algumas pessoas a precisarem de atendimento de emergência.
O ideal, neste momento, é ficar em casa, com as portas e janelas fechadas para impedir a entrada da fumaça e apostar no uso de ventiladores e ar-condicionado para driblar o calor. E o mais importante: ligar o umidificador.

Outras medidas para aumentar a umidade relativa do ar são o uso de baldes com água no ambiente, além de toalhas úmidas perto ou até mesmo sobre o corpo. Caso tenha que sair de casa, o médico destaca a importância de usar máscara. Para garantir a saúde, especialistas recomendam a lavagem das narinas com soro fisiológico, alimentação leve e equilibrada e ingestão intensa de água.
No sábado, dia 24, a corporação atuou em quase 40 ocorrências de incêndios florestais. Nesta manhã, no entanto, os Bombeiros não registraram novos focos.

Segundo o Grupamento de Proteção Ambiental do CBMDF, a atividade humana é uma das principais causas de incêndio florestal no Distrito Federal. “As principais causas do aumento do número de ocorrências de incêndio florestal são advindas da atividade humana, como por exemplo: queima de lixo; queima de podas; queima de resto de culturas em propriedades agrícolas; aceiros mal dimensionados, e ainda ações criminosas diversas”, diz o Grupamento de Proteção Ambiental.
Para os Bombeiros, as principais dificuldades encontradas no combate ao fogo no Distrito Federal são a baixa da umidade do ar, somado ao calor intenso e ao vento forte que assola a região nesse período de seca.

Segundo os bombeiros, de janeiro a 18 de agosto, foram registrados 4.073 ocorrências de incêndios em vegetação em todo o DF. São 24 a mais que no mesmo período do ano passado.
Até este mês, as regiões com mais ocorrências classificadas como incêndio em vegetação em 2024 foram Plano Piloto, Planaltina, Gama, Ceilândia, Sobradinho e Brazlândia.
A ação da população pode colaborar na prevenção e na rápida atuação dos militares.
O Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal (CBMDF), que analisou imagens de satélite, a densa fumaça, que encobriu prédios oficiais como o do Congresso Nacional, é intensificada pelas queimadas trazidas por ventos favoráveis.

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Reprodução/TV Globo













