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40 Anos da Redemocratização do Brasil: a celebração do dia em que a Democracia renasceu

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Sarney sobe rampa do Congresso para tomar posse como presidente em 1985

Há 40 anos, o Brasil encerrava a ditadura militar e caminhava para a redemocratização. Na manhã de 15 de março de 1985, José Sarney tomava posse como vice-presidente para ocupar de maneira interina a Presidência da República após 21 anos de ditadura militar. O parlamentar tornou-se o primeiro civil a tomar posse como presidente interino após mais de duas décadas de ditadura militar, marcando o fim do regime autoritário instaurado após o golpe de Estado de 1964.

40 Anos da Redemocratização do Brasil: José Sarney, José Fragelli e Ulysses Guimarães

O então presidente eleito, Tancredo Neves, às vésperas da posse, sentiu fortes dores abdominais e foi socorrido ao Hospital de Base de Brasília, onde passou por uma cirurgia de emergência.

40 Anos da Redemocratização do Brasil: a celebração do dia em que a Democracia renasceu

Com o intuito de impedir possível golpe, nas primeiras horas do dia 15 de março, o deputado Ulysses Guimarães redigiu, com o auxílio de outros líderes políticos do Congresso Nacional, um documento estabelecendo que, para que o Senado empossasse Sarney, era necessário um laudo médico atestando que Tancredo Neves não tinha condições físicas para estar no Parlamento naquele momento, permitindo que o vice pudesse assumir interinamente o mandato.

José Sarney: primeiro civil a tomar posse como presidente interino após ditadura militar

Com Tancredo hospitalizado, seu companheiro de chapa na eleição presidencial de 15 de janeiro de 1985, Sarney, foi empossado provisoriamente como presidente da República em uma breve cerimônia no Congresso Nacional.

40 anos de Redemocratização do Brasil: posse de José Sarney em 15 de março de 1985

Ao deixar o Congresso, José Sarney se dirigiu ao Palácio do Planalto, onde deu posse aos 21 novos ministros escolhidos por Tancredo Neves.

40 anos de Redemocratização: ministros que foram empossados por José Sarney em 15 de março de 1985
Senador gaúcho Pedro Simon
Ronaldo Costa Couto: ministro do Interior do Governo José Sarney

Nos dias que se seguiram, o país acompanhou de perto as atualizações no estado de saúde de Tancredo. Ainda em Brasília, ele passou por uma segunda cirurgia antes de ser transferido para o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor), em São Paulo. Lá foi submetido a outros cinco procedimentos cirúrgicos. Debilitado, Tancredo não resistiu e morreu aos 75 anos na noite de 21 de abril, Dia de Tiradentes, seu conterrâneo mineiro.

José Sarney e Tancredo Neves em 1985

O 15 de março de 2025 marca o período democrático mais duradouro desde a Proclamação da República, em 1889, o reestabelecimento da democracia no Brasil após a ditadura militar (1964-1985), 40 anos.

A redemocratização brasileira foi consolidada após a nova Constituição — denominada Constituição Cidadã –, promulgada em 5 de outubro de 1988.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, celebrou o processo de redemocratização em suas redes sociais. “Mais que a posse de um presidente da República, 15 de março de 1985 será lembrado como o dia em que o Brasil marcou o reencontro com a democracia”.

“O presidente José Sarney governou sob a constante ameaça dos saudosos da ditadura, mas com extraordinária habilidade e compromisso político criou as condições para que escrevêssemos a Constituição Cidadã de 1988, e mudássemos a história do Brasil”, escreveu o presidente Lula.

Assembleia Constituinte

Em 28 de junho de 1985, Sarney encaminhou ao Congresso a proposta de convocação da Assembleia Nacional Constituinte para elaboração da nova Carta Magna.

Em novembro, a Emenda Constitucional n.º 26 determina que os membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal deveriam se reunir unicameralmente, em Assembleia Nacional Constituinte, a partir de 1º de fevereiro de 1987.

Após mais um ano de discussões, os parlamentares aprovam, em 22 de setembro de 1988, a redação final da nova Constituição. Doze dias depois, em 5 de outubro, a Constituição Federal é enfim promulgada pelo Congresso, enterrando de vez os resquícios do passado autoritário.

Fotos: Arquivo Senado Federal

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