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Sexta-feira Santa: amor e gratidão pela entrega do Senhor Jesus por nós

Bernadete Alves
Santa Cruz: Cátedra de Deus

A Sexta-feira Santa, também chamada Sexta-feira da Paixão, é dia especial para os cristãos. A data marca a crucificação e morte de Jesus Cristo. Em 2025, a Sexta-feira da Paixão acontece neste 18 de abril. É um dos dias de maior reflexão, mas também de silêncio e lembrar do sacrifício de Cristo pela humanidade.

A Sexta-Feira da Paixão nos convida a meditar sobre a palavra de Deus e adorar a Santa Cruz, porque o maior “Eu Te Amo” da história foi dito em silêncio em uma Cruz, para provar que o amor verdadeiro é vivido, e não falado. Na Cruz, Cristo abraçou toda a dor do mundo – por nós. Que cada lágrima de Jesus na Cruz seja semente de fé em nossos corações.

Sexta-feira Santa: amor e gratidão pela entrega do Senhor Jesus por nós

Este é um dia de fé, amor, perdão e de renovação. Dia para refletir sobre os ensinamentos do Cristo sobre perdão, fé e esperança. É tempo de compaixão, fraternidade, respeito e amor ao próximo.

Que possamos nos inspirar na força e dignidade de Jesus de Nazaré ao viver cada uma de suas travessias. Vamos conectar nossas orações ao Seu imenso Amor pela humanidade. Um Amor Único e Sincero.

Ele nos amou durante a sua mais profunda dor: a Crucificação. Sofreu a agonia da terrível coroa de espinhos, das lanças que transpassaram suas mãos e seus pés e cortaram os seus ossos, suportou a dor, a vergonha, a solidão e a traição. Jesus era o único que não merecia morrer, mas era também o único que poderia nos salvar.

Sexta-feira Santa: não é um fim, é a promessa de um novo começo

O termo “paixão” provém do latim passio, que indica sofrimento. Ele morre na cruz. Naquela época, era a forma mais cruel de pena de morte que existia e a cruz era o instrumento de tortura.

A Cruz passou a ser símbolo cristão e nos lembra que o Seu amor é incondicional. Deus nos ama e nos aceita como somos. A Cruz está presente na vida de todos os cristãos desde a purificação do pecado no Batismo, absolvição do Sacramento da Reconciliação, até o último momento da vida terrena com a Unção dos enfermos.

Paixão de Jesus: respeito, amor e gratidão pela entrega do Senhor Jesus por nós

Nossa vida pode se confundir com a Cruz de Jesus Cristo em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha conosco em nossa via sacra pessoal e, para além da dor, existe a salvação. Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio.

Independente da religião, a Sexta-Feira da Paixão é um chamamento à reflexão a cerca de nossos atos. De silenciar diante do sofrimento de um inocente, Jesus. De avaliar a nossa própria postura diante de Deus, como filhos.

Embora estejamos passando por momentos de sofrimento, perdas, tristeza, medo, não vamos deixar que estes tempos difíceis abalem nossa fé e esperança. O Papa Francisco diz que devemos mergulhar no silêncio e no amor de Cristo para nos fortalecermos.

Sexta-feira Santa: dia de adorar Jesus Cruciificado

Senhor, que cada gota do Teu Sangue Precioso caia sobre as enfermidades e proporcione a todos cura física e conversão. Tu és Fortaleza e refúgio, o Senhor da nossa vida que tudo podes. Jesus Cristo, tende misericórdia de todos nós, da humanidade sofrida, que sofre a sua paixão e perdoa o mundo.

Neste dia devemos Adorar a Cruz: projeto de morte de todos os males do mundo. Ao morrer inocente por amor a humanidade Jesus ressurgiu entre os mortos para conforto e esclarecimento dos corações terrenos. “Quem de mim se alimenta, por mim viverá”. -Jo 6,52-59-

Da Cruz, “cátedra de Deus”, o Senhor ensina-nos que a verdadeira glória, aquela que nunca tem fim e que nos torna felizes, é feita de dom e perdão. Dom e perdão são a essência da glória de Deus. E são para nós o caminho da vida.

Sexta-feira da Paixão: Oração à Mãe de Jesus, Senhora das Dores

Fotos: Reprodução

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