Sexta-feira Santa: amor e gratidão pela entrega do Senhor Jesus por nós

A Sexta-feira Santa, também chamada Sexta-feira da Paixão, é dia especial para os cristãos. A data marca a crucificação e morte de Jesus Cristo. Em 2025, a Sexta-feira da Paixão acontece neste 18 de abril. É um dos dias de maior reflexão, mas também de silêncio e lembrar do sacrifício de Cristo pela humanidade.
A Sexta-Feira da Paixão nos convida a meditar sobre a palavra de Deus e adorar a Santa Cruz, porque o maior “Eu Te Amo” da história foi dito em silêncio em uma Cruz, para provar que o amor verdadeiro é vivido, e não falado. Na Cruz, Cristo abraçou toda a dor do mundo – por nós. Que cada lágrima de Jesus na Cruz seja semente de fé em nossos corações.

Este é um dia de fé, amor, perdão e de renovação. Dia para refletir sobre os ensinamentos do Cristo sobre perdão, fé e esperança. É tempo de compaixão, fraternidade, respeito e amor ao próximo.
Que possamos nos inspirar na força e dignidade de Jesus de Nazaré ao viver cada uma de suas travessias. Vamos conectar nossas orações ao Seu imenso Amor pela humanidade. Um Amor Único e Sincero.
Ele nos amou durante a sua mais profunda dor: a Crucificação. Sofreu a agonia da terrível coroa de espinhos, das lanças que transpassaram suas mãos e seus pés e cortaram os seus ossos, suportou a dor, a vergonha, a solidão e a traição. Jesus era o único que não merecia morrer, mas era também o único que poderia nos salvar.

O termo “paixão” provém do latim passio, que indica sofrimento. Ele morre na cruz. Naquela época, era a forma mais cruel de pena de morte que existia e a cruz era o instrumento de tortura.
A Cruz passou a ser símbolo cristão e nos lembra que o Seu amor é incondicional. Deus nos ama e nos aceita como somos. A Cruz está presente na vida de todos os cristãos desde a purificação do pecado no Batismo, absolvição do Sacramento da Reconciliação, até o último momento da vida terrena com a Unção dos enfermos.

Nossa vida pode se confundir com a Cruz de Jesus Cristo em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha conosco em nossa via sacra pessoal e, para além da dor, existe a salvação. Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio.
Independente da religião, a Sexta-Feira da Paixão é um chamamento à reflexão a cerca de nossos atos. De silenciar diante do sofrimento de um inocente, Jesus. De avaliar a nossa própria postura diante de Deus, como filhos.
Embora estejamos passando por momentos de sofrimento, perdas, tristeza, medo, não vamos deixar que estes tempos difíceis abalem nossa fé e esperança. O Papa Francisco diz que devemos mergulhar no silêncio e no amor de Cristo para nos fortalecermos.
Jesus Cristo foi elevado na Cruz para que por Vossas Santas Chagas, sejam curadas as de nossa alma.

Senhor, que cada gota do Teu Sangue Precioso caia sobre as enfermidades e proporcione a todos cura física e conversão. Tu és Fortaleza e refúgio, o Senhor da nossa vida que tudo podes. Jesus Cristo, tende misericórdia de todos nós, da humanidade sofrida, que sofre a sua paixão e perdoa o mundo.
Vamos louvar e agradecer pelo ato redentor do filho do Altíssimo.
“Compadecei-vos de nós, Santa Cruz de Jesus Cristo. Afastai de nós toda arma cortante, Santa Cruz de Jesus Cristo. Livrai-nos dos acidentes corporais, Santa Cruz de Jesus Cristo. Toca na nossa situação presente, nas nossas feridas e reitera a nossa saúde física e espiritual, Santa Cruz de Jesus Cristo. Santa Cruz de Jesus Cristo, fazei com que o espírito malígno se afaste de todos nós por toda nossa vida e por toda eternidade. Conduzi-nos Jesus à vida eterna. Amém”.
Neste dia devemos Adorar a Cruz: projeto de morte de todos os males do mundo. Ao morrer inocente por amor a humanidade Jesus ressurgiu entre os mortos para conforto e esclarecimento dos corações terrenos. “Quem de mim se alimenta, por mim viverá”. -Jo 6,52-59-
Da Cruz, “cátedra de Deus”, o Senhor ensina-nos que a verdadeira glória, aquela que nunca tem fim e que nos torna felizes, é feita de dom e perdão. Dom e perdão são a essência da glória de Deus. E são para nós o caminho da vida.

Ó Mãe de Jesus e nossa Mãe, Senhora das Dores, nós vos contemplamos pela fé, aos pés da Cruz, tendo nos braços o corpo sem vida do Vosso Filho. Vós sois a Mãe das Dores, companheira, peregrina e solidária. Recolhei em vossas mãos os anseios e as angústias do povo sofrido, sem paz, sem pão, sem teto, sem direito de viver dignamente. E com Vossas Graças fortalecei aqueles que lutam por transformações em nossa sociedade. Dai-nos o Vosso auxilio para que possamos converter as lutas diárias em vitórias e as dores em alegria. Rogai por nós, ó Mãe, porque não sois apenas a Mãe das Dores, mas também a Senhora de todas as graças. Amém. Que todos os pensamentos de cura se tornem realidade. Assim Seja. Amém.!!!”
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