Santa Rita de Cássia: a advogada dos impossíveis e intercessora das famílias

Celebramos no dia 22 de maio a memória litúrgica de Santa Rita de Cássia, uma santa bem popular mundialmente entre os católicos, pois ela é considerada a “advogada dos impossíveis”. Ela intercede junto à Deus pelas causas consideradas “impossíveis” das pessoas. Santa Rita nos ensina a sempre confiarmos em Deus, não perder a fé e nunca desistir. Santa Rita sempre confiou em Deus e acreditava que o Senhor faria grandes coisas em seu favor.
Santa Rita de Cássia é celebrada num mês especial para a Igreja que é o mês Mariano, por termos celebrações marianas nesse mês, além do dia das mães. Por coincidência ou não, Santa Rita é a santa das rosas. Ela é considerada a santa das causas difíceis. Rezando e pedindo com fé aquilo que queremos, na hora certa a graça virá. Que Santa Rita seja um exemplo para nós de fé e persistência na oração.
O corpo incorrupto de Santa Rita de Cássia é um dos casos mais célebres da história da Igreja. Ela morreu em 1457, mas até hoje, quem quer que visite a pequena comuna de Cássia, no interior da Itália, ficará impressionado em encontrar os restos mortais dessa santa mulher, ainda bem preservados no interior de uma urna dourada de cristal. O que é impossível aos homens é possível a Deus.
“Rita, grande intercessora das famílias, a ti pedimos verdadeiras graças de conversão sobre aqueles que amamos. Tuas rosas são sinais de salvação, por isso te pedimos a paciência e o perdão, a oração e a intercessão. Ajuda-nos de forma concreta nessa luta. Amém”.
Santa Rita de Cássia, das causas impossíveis, intercedei por nós!!!
Significado e simbolismo de Santa Rita

O Crucifixo de Santa Rita
Na imagem de Santa Rira, o crucifixo representa sua ‘paixão’ por Jesus. Ela meditava horas e horas a paixão de Cristo, o desprezo e os insultos que Ele sofreu no caminho do calvário carregando a cruz. Ela desejava ardentemente participar, ainda que levemente, das dores de Cristo crucificado. Ela ofereceu os 18 anos de convivência com o marido violento pela conversão dele e para participar dos sofrimentos de Cristo. Com 18 anos de casada e humilhada, a morte do marido depois de convertido e a morte dos dois filhos, Santa Rita carregou também a sua cruz com fé e grande amor.
A coroa de espinhos de Santa Rita
A coroa de espinhos na imagem de Santa Rita ilustra uma das suas práticas. Uma das orações que ela fazia era a contemplação da Cruz de Cristo e seus sofrimentos, para a salvação da humanidade. Tamanha era a sua paixão, que um dia ela pediu que Jesus lhe permitisse sentir um pouco de suas dores. Então ela recebeu um dos estigmas da coroa de Cristo em sua testa.
O hábito de Santa Rita
O hábito na imagem de Santa Rita representa sua vida religiosa. O véu preto representa seus votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. A parte branca representa sua pureza de coração. O hábito de Santa Rita revela um milagre. Depois que ela ficou viúva e o Senhor levou seus dois filhos, a pedido dela, Santa Rita entrou para o convento das Irmãs Agostinianas de maneira milagrosa. As freiras, não queriam aceita-la, pois era viúva e o marido tinha sido assassinado. Numa noite, porém, apareceram-lhe São Nicolau, São João Batista e São Francisco. Rita entrou em êxtase e, mesmo com as portas do convento fechadas, os santos a colocaram dentro do convento. As irmãs reconheceram a vontade de Deus e a aceitaram. Ela viveu por mais quarenta anos e foi uma religiosa santa, de vida exemplar. Por toda a sua história, ela é a santa dos casos impossíveis e desesperados.
O estigma de Santa Rita
O estigma na testa de Santa Rita representa o sofrimento partilhado com Jesus. Num profundo momento de oração, um espinho desprendeu-se da coroa de Jesus e perfurou sua testa. O estigma durou 15 anos, até sua morte. Abriu-se, então, uma ferida em sua testa, causando dores terríveis, como as que Jesus sentiu em sua crucificação. Santa Rita tinha que ficar isolada, longe das irmãs, devido ao cheiro causado pela ferida. Certa ocasião, durante uma visita que a irmã Rita fez a Roma, a chaga desapareceu completamente. Porém, ao voltar para o mosteiro, a ferida abriu-se novamente.
As rosas de Santa Rita
As rosas na imagem de Santa Rita simbolizam uma roseira que ela plantou no convento. Algumas imagens da santa estão ornadas com muitas rosas. Em 1417, Irmã Rita havia plantado uma roseira no jardim do convento. Durante um período em que ela esteve doente, as irmãs levaram algumas rosas a ela. O interessante, porém, é que as rosas haviam brotado milagrosamente, pois era inverno. Essa roseira continua dando rosas em todo inverno até os dias de hoje. As rosas simbolizam também a intercessão de santa Rita pela conversão dos pecadores e a bondade de seu coração.
Oração à Santa Rita de Cássia
Ó Poderosa e Gloriosa Santa Rita de Cássia, eis, a vossos pés, uma alma desamparada que, necessitando de auxílio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida por vós que tem o título de Santa dos casos impossíveis e desesperados. Ó cara Santa, interessai-vos pela minha causa, intercedei junto a Deus para que me conceda a graça, de que tanto necessito, (fazer o pedido). Não permitais que tenha de me afastar de vossos pés sem ser atendido. Se houver em mim algum obstáculo que impeça de alcançar a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste. Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus, em união com a vossa prece. Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha confiança. Por vosso intermédio, espero tranquilamente a graça que vos peço. Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós.
Rita de Cássia, uma história de amor através do sofrimento

Rita de Cássia nasceu em 1381, na província de Roccaporena, no alto das montanhas, perto de Cássia, região de Umbria, na Itália. Era filha de Antonio e de Amata Ferri, casal de muita oração e que todos gostavam. Eles não sabiam nem ler e nem escrever, mas ensinavam a filha o principal, a fé em Jesus Cristo e em Nossa Senhora. Eles contavam também sobre a história dos santos e santas o que contribuiu muito para a sua formação.
Rita tinha desde pequena o desejo de ser religiosa e de entregar a sua vida de maneira total a Deus. Antes de ser religiosa, ela passou por algumas tribulações da vida familiar e seus pais queriam que ela se casasse e lhe arranjaram um marido, como era costume na época. O marido escolhido foi Paolo Ferdinando, não foi uma boa escolha, pois Paolo era infiel no matrimônio e tinha o hábito de beber demais. Por causa dele Santa Rita sofreu muito por dezoito anos, período em que foi casada com ele. Eles tiveram dois filhos e Rita sempre teve muita paciência em todo o período de sofrimento. O que sempre ajudou Santa Rita foi a grande fé que ela tinha e por sempre acreditar que Deus reservava grandes coisas para ela.
Apesar do sofrimento ela nunca deixou de rezar por ele e por sua conversão, com o passar do tempo e com a oração insistente de Rita, ela conseguiu transformar aquele homem rude e bruto. Paolo se converteu e mudou a sua vida conjugal. Como Paolo tinha desafetos e inimizades, quando foi trabalhar acabou sendo assassinado. No dia seguinte ele foi encontrado morto, e os dois filhos de Rita queriam vingar a morte do Pai. Ela pediu a Deus para que não deixasse seus filhos cometerem um pecado mortal. Logo os dois ficaram muito doentes, de forma incurável, antes deles morrerem, Santa Rita rezava com eles e ajudou os dois a se converterem, ao amor de Deus e ao perdão. A graça foi tão grande que eles conseguiram perdoar os assassinos do Pai e morreram.
Com os joelhos dobrados ao chão, Deus ouvia as preces aflitas dela e lhe atendia. Os seus filhos não precisaram sujar as mãos se vingando da morte do pai, mas morreram por serem acometidos por uma doença grave. Além de Deus não permitir que eles se vingassem da morte do pai, ainda perdoaram os assassinos. Por isso, ela é a santa das causas impossíveis e nos ensina a sermos perseverantes na oração até o fim.
Sozinha, viúva e sem filhos, Rita voltou a nutrir em seu coração o desejo de servir a Deus mais de perto, através da vida religiosa. Certa noite, enquanto dormia Rita teve um sonho e nesse sonho ouviu o Senhor a chamando pelo nome três vezes. Ela abriu a porta e estavam ali São Nicolau, São Francisco e São João Batista, eles pediram que ela os seguisse e depois de andarem um pouco pelas ruas os santos desapareceram e Rita sentiu um suave empurrão. Ela caiu em êxtase e, de repente, quando voltou a si, estava dentro do mosteiro e o mosteiro estava com as portas fechadas, ou seja, Deus operou um milagre na vida de Santa Rita e a colocou dentro do mosteiro. Com isso, as freiras não puderam lhe negar a entrada, pois entenderam que se tratava de uma obra divina. Rita viveu ali por quarenta anos.
Milagres atribuídos a Santa Rita de Cássia

Um dos milagres atribuídos a Santa Rita é que a madre a superiora do convento duvidando da vocação de Rita de Cássia, mandou que ela regasse um pedaço de madeira seca que estava no jardim do convento, ela deveria fazer aquilo por um ano, Rita obedeceu com paciência e amor. Depois de um ano, para a surpresa de todos, o milagre aconteceu, aquele pedaço de madeira seco se transformou numa bela videira que dá uvas até hoje.
Ela pediu a Jesus, orando aos pés da cruz, que pudesse sentir um pouco da dor que Ele sentiu em sua crucificação. Então, um dos espinhos da coroa de Jesus cravou-se em sua cabeça e Santa Rita sentiu um pouco daquela dor terrível que Jesus havia sentido. O espinho fez uma ferida na testa de Santa Rita, de tal forma que ela tinha que ficar distante das outras irmãs. Com isso, ela intensificou as suas orações e jejuns. Santa Rita ficou com a ferida por quinze anos, teve um único momento que a chaga foi curada, quando a irmã foi a Roma, no ano santo, porém quando voltou ao mosteiro a ferida se abriu novamente.
No dia 22 de maio de 1457, o sino do Convento começou a tocar sozinho, Santa Rita estava com 76 anos, sua ferida havia cicatrizado e seu corpo começou a exalar cheiro de rosas. Uma freira chamada Catarina Mancini, que tinha um braço paralisado, ao abraçar Santa Rita em seu leito de morte, ficou curada. Esse já era o terceiro milagre atribuído a santa Rita. No lugar da ferida que ela tinha na testa apareceu uma mancha vermelha que exalava um perfume celestial que encantou a todos. Logo apareceu uma multidão para vê-la. Então tiveram que levar o seu corpo para a Igreja e lá está até hoje, exalando suave perfume, que a todos impressiona.

Santa Rita de Cássia, foi beatificada no ano de 1627, em Roma, pelo Papa Urbano VIII. Sua canonização ocorreu em 1900, no dia 24 de maio, pelo Papa Leao XIII e sua festa ficou fixada no calendário no dia 22 de maio de cada ano. Santa é considerada também a Madrinha dos sertões. Que Deus infunda no coração de todos a mesma fé que Santa Rita tinha para perseverar até o fim.
A santa italiana morreu em 1457, e a religiosa possui uma particularidade rara no mundo católico: o chamado “corpo incorrupto”. O fenômeno que acontece quando o corpo, inteiro ou de forma parcial, não se decompõe, mesmo passado muito tempo da morte.

Os restos mortais de Santa Rita de Cássia repousam em uma basílica em Cássia, na Itália. Parte do rosto foi levemente reparada com cera. Além da preservação incomum, há relatos de cheiro de rosas no túmulo. A santa era ligada à flor por meio de um milagre: uma vez, uma rosa branca teria nascido do lugar onde ela costumava fazer suas orações.
Fotos: Reprodução













