Festa de Luz está em cartaz no Centro Cultural TCU

A exposição “Festa de Luz: as festas populares e a arte brasileira”, aberta no dia 9, está em cartaz no Centro Cultural TCU até o dia 12 de setembro. A mostra apresenta ao público mais de 80 obras sob a curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto.

O Centro Cultural TCU funciona de terça a domingo, das 9h às 18h. Durante a semana, são oferecidas mediações para grupos agendados; aos finais de semana, há mediações abertas ao público às 9h15 e às 14h no Setor de Clubes Sul, Trecho 3, com entrada gratuita. Além da visitação, o espaço conta com oficinas inspiradas na exposição.


O evento de abertura da mostra reuniu autoridades, representantes de instituições parceiras e convidados dentre eles o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo e sua esposa Vilauba do Rêgo; a diretora-geral do Instituto Serzedello Corrêa (ISC), Ana Cristina Siqueira Novaes; a procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCU, Cristina Machado da Costa e Silva; o subprocurador-geral junto ao TCU Paulo Soares Bugarin; o procurador Rodrigo Medeiros; e o ministro decano do TCU, Alencar Rodrigues, o ministro do TCU Odair Cunha; o presidente do Sindilegis Alison Souza, a chefe do Centro Cultural TCU e diretora de Comunicação do Sindilegis, Elisa Bruno, a advogada Guimar Feitosa, o artista Flávio Tavares, o gerente cultural do SESC-DF, Leonardo Hernandes, a artista Betty Bettiol e seu marido o advogado Luiz Carlos Bettiol, dentre outras importantes presenças.

O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, destacou o papel do Centro Cultural TCU na promoção de grandes iniciativas culturais e na ampliação do acesso do público à arte e à cultura. Ao comentar a exposição, ressaltou que as obras apresentadas dialogam profundamente com as raízes e as tradições brasileiras.

“Festa de Luz cai exatamente quando nós, nordestinos, comemoramos a nossa festa junina”, disse, fazendo referência às celebrações de São João, Santo Antônio e São Pedro. Para o presidente da Corte de Contas, a coincidência serve para “dar mais emoção a cada momento, a cada visualização de uma obra feita por mãos tão genuínas, tão divinas como as desses nossos artistas”.

A diretora-geral do Instituto Serzedello Corrêa (ISC), Ana Cristina Siqueira Novaes, a mostra convida o público a refletir como as expressões populares preservam memória, fortalecem identidades e aproximam gerações em torno de experiências compartilhadas.

“É justamente essa dimensão formativa que buscamos ampliar aqui no Centro Cultural TCU por meio do nosso Programa Educativo”, comentou. “Essa exposição reúne representações de festas populares de diferentes regiões do país e revela, por meio da arte, tradições que ajudam a contar quem somos como povo”, afirmou Ana Cristina.

Os curadores da mostra, Marcus de Lontra e Rafael Fortes Peixoto, disseram que o objetivo é estimular o público a buscar suas próprias interpretações e estabelecer conexões entre as festas populares e as obras expostas. A proposta é que cada visitante descubra os motivos que relacionam cada trabalho às celebrações populares e reflita sobre os significados.

“A exposição é uma exposição aberta. Ela não é uma exposição documental, em que as pessoas são obrigadas a lê-la como uma cartilha. Ao contrário, é um convite curatorial para que as pessoas se encantem com as obras dos artistas, mas que também construam suas próprias histórias”, destacou Lontra.

O projeto conta com a participação de 30 artistas. Entre os destaques estão obras de nomes consagrados da arte brasileira, como Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi e Beatriz Milhazes. As tradicionais bandeirinhas de Volpi, os balões retratados por Guignard e as composições vibrantes de Milhazes revelam como o universo junino se tornou uma referência recorrente na arte produzida no país.

A mostra também reúne obras de artistas como Américo Poteiro, Galeno, Mestre Noza, Delson Uchoa, José Patrício e Roxinha Lisboa, além de referências ao cangaço, à figura do caipira, às quadrilhas e à musicalidade de Luiz Gonzaga, um dos maiores símbolos das festas populares brasileiras.

Os artistas retratam, de diferentes formas, as festas populares brasileiras em suas produções. São criadores de distintas épocas que trazem para suas obras tradições profundamente valorizadas pela cultura nacional.



Um momento único para apreciar a genialidade de tantos talentos brasileiros ao som de Chico Nogueira.


Fotos: Divulgação













