Bem-Aventurada Virgem Maria: Mãe da Igreja

Hoje a Igreja Católica celebra a Memória da Bem-Aventurada Virgem Maria como “Mãe da Igreja”. Por decisão do Papa Francisco, a segunda-feira depois do Pentecostes é a memória obrigatória de Maria Mãe da Igreja.
Maria Mãe da Igreja é um título que reconhece a Virgem Maria como mãe espiritual de todos os cristãos e do Corpo Místico de Cristo. O título baseia-se na passagem em que Jesus, crucificado, entrega Maria ao discípulo João com as palavras: “Mulher, eis aí o teu filho” e ao discípulo: “Eis aí a tua mãe” (João 19,26-27). Para os cristãos, João representa toda a humanidade.

O título foi solenemente proclamado pelo Papa Paulo VI durante o Concílio Vaticano II em 1964. Em 2018, o Papa Francisco instituiu que a memória litúrgica de Maria, Mãe da Igreja, fosse celebrada globalmente na segunda-feira seguinte ao domingo de Pentecostes.
Nesta segunda-feira, em todas as missas, a Mãe da Igreja é celebrada no Ofício de Memória. A liturgia da Palavra é própria e as orações são da Missa votiva de Nossa Senhora, Mãe da Igreja, onde se reza na oração sobre as Oferendas: “Recebei, Senhor, as nossas oferendas e transformai-as em sacramento de salvação. Pela força deste mistério, sejamos inflamados no mesmo amor da Virgem Maria, Mãe da Igreja, e mereçamos com ela associar-nos mais estreitamente à obra da redenção”.

Uma outra motivação é celebrar como tempo de ação de graças este prolongamento da memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja. Mater ecclesiae, ora pro nobis! Esta celebração ajuda a recordar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos.

A memória da Bem-aventurada Virgem Maria, recorda-nos que a maternidade divina de Maria se estende, por desejo de Jesus, à maternidade humana, ou seja, à própria Igreja, mediante um ato de consagração. Se a Igreja é considerada o Corpo de Cristo, e Maria é a mãe biológica de Jesus (a Cabeça da Igreja), conclui-se que ela é, por extensão, mãe de todos os membros que compõem esse corpo.
Além dessas datas, não podemos esquecer quanto o título de Maria, Mãe da Igreja, esteve presente na sensibilidade de Santo Agostinho e São Leão Magno; de Bento XV, Papa Francisco e, agora, Leão XIV.
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