Márcia Lopes assume ministério com compromisso de empoderar mulheres e combater violência política de gênero

O Ministério das Mulheres realizou nesta quarta-feira, 28 de maio, a cerimônia de transmissão de cargo de Ministra de Estado das Mulheres entre Cida Gonçalves e Márcia Lopes, no Teatro da Caixa, em Brasília. A solenidade contou com a presença de autoridades de governo e representantes de movimentos de mulheres e de organizações da sociedade civil.
Márcia Lopes foi nomeada no dia 5 de maio pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e desde então está à frente da pasta do governo federal dedicada a formular, coordenar e executar políticas e diretrizes de garantia dos direitos das mulheres.
Márcia Lopes é uma mulher de trajetória firme no combate às desigualdades e na construção de um país mais justo. Sua experiência e compromisso social, no segundo governo de Lula e no governo de Dilma Rousseff, são referências para todas as mulheres que lutam por um Brasil onde os direitos das mulheres sejam prioridade real e inegociável.
A ministra Márcia Lopes prestou homenagem à Cida Gonçalves e reforçou o compromisso de dar continuidade às ações estruturantes implementadas e que vai fortalecer as agendas de justiça social, autonomia econômica e combate à violência de gênero.

“Assumir o Ministério das Mulheres é firmar um compromisso ético e político com mais de 100 milhões de brasileiras. Vamos atuar para que todas as mulheres possam viver com dignidade, segurança, respeito e liberdade em todos os territórios e em todas as suas diversidades. Não há desenvolvimento possível sem igualdade. Não há democracia verdadeira com a exclusão das mulheres. E não há futuro justo se mais da metade da população continuar sendo subjugada, violentada e invisibilizada”, disse Márcia Lopes.

A ministra destacou a urgência de políticas públicas com escala e impacto real na vida das mulheres, especialmente as mais vulneráveis como as negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e LBTs, com deficiência, migrantes, periféricas e de zonas rurais.

Entre as prioridades elencadas por ela estão a integração das políticas por meio de articulação intersetorial e interfederativa; o fomento à autonomia econômica e à valorização do trabalho de cuidado; a modernização da segurança pública no contexto do enfrentamento à violência contra a mulher; o combate à fome e à pobreza com centralidade nas mulheres; e a participação social com pilar democrático.

A ministra reforçou o compromisso de ampliar políticas de igualdade de gênero e empoderamento econômico das mulheres e o combate à violência política de gênero. “Seguiremos firmes com responsabilidade institucional e diálogo político. Um país que promove os direitos das mulheres, promove o seu próprio futuro”, destacou.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI-PR), Gleisi Hoffmann, salientou as conquistas para mulheres brasileiras desde a criação, em 2003, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, no primeiro mandato do presidente Lula. Ela ressaltou que foi a partir daquele momento que as políticas públicas passaram a ser construídas com participação efetiva das mulheres.

“As mulheres são a base da sociedade brasileira, mas continuam sendo as mais atingidas pela pobreza, pela violência e pela desigualdade. É inaceitável que, em pleno século XXI, ainda lutemos para garantir direitos tão básicos. Transformar essa realidade é uma obrigação do Estado e de toda a sociedade. Márcia chega com experiência, sensibilidade e compromisso com as mulheres que mais precisam. Tenho certeza de que saberá dialogar com todos os ministérios e levar adiante essa agenda tão urgente. Estaremos juntas nessa missão de garantir dignidade, respeito e igualdade para todas”, disse a ministra Gleisi, que também agradeceu aos trabalhos da agora ex-ministra Cida Gonçalves.
Cida Gonçalves relatou os desafios e os avanços significativos que a pasta trouxe para a representatividade das mulheres e destacou o legado de políticas públicas implementadas para o enfrentamento à violência de gênero, a promoção da autonomia econômica das mulheres, pela equidade no mundo do trabalho, a implementação de novas secretarias de políticas para mulheres, além da retomada do protagonismo do Brasil na agenda de gênero no âmbito internacional.

“Construímos um ministério com o olhar feminista e radical de que as mulheres são sujeitas de direitos. Deixamos políticas estruturantes em andamento, como a ampliação da Casa da Mulher Brasileira, a criação do Brasil Sem Misoginia e a sanção da Lei de Igualdade Salarial, que são marcos que seguirão transformando a vida das brasileiras. Acredito que minha sucessora, ministra Márcia Lopes, dará continuidade a esse legado e ampliará as oportunidades para as que mais sofrem com a desigualdade”, concluiu Cida Gonçalves.
Perfil da Ministra das Mulheres

Márcia Lopes nasceu em Londrina, Paraná, e é assistente social com especialização na área de Criança e Adolescente e com Mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
Foi professora do Curso de Serviço Social da Universidade de Londrina (UEL) por 30 anos. Em 2010, Márcia foi ministra de Estado do Desenvolvimento Social e Combate à Fome durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também foi secretária-executiva da pasta e secretária nacional de Assistência Social entre 2004 e 2007. Ainda durante sua passagem pelo governo, coordenou o Grupo de Trabalho “Fome Zero” com 13 ministérios por cinco anos.
Integrou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) por quatro anos, o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente (Conanda) em 2004.

Entre 2001 e 2004, foi vereadora em Londrina – é filiada ao PT desde 1982. Antes, foi ainda secretária municipal de Assistência Social do município entre 1993 e 1996, além de conselheira municipal e estadual de Assistência Social e dos Direitos da Criança e Adolescente do Paraná.
Ao longo da vida profissional atuou intensamente em processos de formação em políticas para as mulheres e nas Conferências Estaduais e Municipais na área, em todo o Brasil.
Compõe a Coordenação da Frente Nacional em defesa do SUAS e da Seguridade Social e integra o Comitê Técnico da Assistência Social do Consórcio Nordeste. Coordena a Rede de Pobreza e Proteção Social dos países da América Latina e Caribe no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Márcia Lopes integrou a equipe de transição do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Social para o governo do presidente Lula – 2023/2026. Retorna ao governo federal em maio de 2025 como ministra das Mulheres do Brasil.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil













