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Presidente do STM Maria Elizabeth Rocha, declara apoio ao STF diante do tarifaço de Trump

Bernadete Alves
Ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar

Ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, reiterou seu posicionamento sobre o respeito à separação dos Poderes e rechaçou a interferência externa ao Judiciário brasileiro. O apoio foi por meio de uma nota, divulgada nesta segunda-feira, 14 de julho, para prestar solidariedade ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, após ele manifestar seu posicionamento sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar os produtos brasileiros em 50%. 

O presidente do STF e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, na ocasião destacou também que diferentes visões de mundo “não dão direito a ninguém de torcer a verdade ou negar os fatos concretos que todos viram e viveram”. 

Para a presidente do STM, a nota da Suprema Corte “correspondeu às justas expectativas das nossas instituições e do povo brasileiro”. A ministra destacou a importância de preservar a soberania brasileira, não admitindo intromissões exteriores no Judiciário. 

Ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do STM, declara apoio ao STF

“A realidade ora vivenciada pela sociedade brasileira, bem assim as situações de tensionamento provocadas por descabidas e inéditas intromissões externas na vida do nosso país, estavam a reclamar uma posição firme e corajosa do Poder Judiciário brasileiro, que tem o direito, constitucionalmente assegurado, de proteger a soberania nacional, o pleno funcionamento da democracia, a independência e livre manifestação dos Poderes da República, bem como garantir a inviolabilidade dos direitos fundamentais do seu povo”, diz a nota do STM.

Maria Elizabeth reiterou o posicionamento e ressaltou a importância de preservar o Estado democrático de direito, respeitando a tripartição dos Poderes.  “Os países civilizados reconhecem a supremacia de sua Constituição, a separação harmônica e independente dos órgãos de Estado e a garantia dos direitos fundamentais como pressupostos básicos de um Estado Democrático de Direito, que se apresenta como um valor fundante de uma nação soberana e civilizada. Sem um Poder Judiciário forte e independente, não se pode falar em Estado Democrático de Direito nem em segurança jurídica, capazes de oferecer à sociedade a busca por sua justa realização e felicidade.” 

O Brasil precisa de paz para poder promover o seu desenvolvimento com inclusão social, para o que é desejável que se supere essa desnecessária polarização no seio da nossa sociedade. Para isso, a contribuição da nossa classe política e dirigente tem um papel importante a cumprir, com lucidez e acentuado espírito público na condução deste país ao seu grande destino, que é o de ser uma nação próspera e desenvolvida, onde o seu povo possa encontrar sua justa realização e plena felicidade“, Ministra-presidente do Superior Tribunal Militar.

Fotos: Reprodução

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