
De todas as datas, o Dia da Bandeira, 19 de novembro, ocupa posição de destaque, não apenas pela solenidade que lhe é inerente, mas sobretudo, pelo significado profundo que encerra. Mais do que um símbolo, a Bandeira do Brasil é, antes de tudo, a síntese dos valores, da história, da identidade de nosso povo e de seu amor por este solo.
A bandeira do Brasil faz parte do nosso conjunto de símbolos nacionais, manifestações gráficas e musicais, de importância histórica, que representam a identidade do país. Cada uma das quatro cores da Bandeira Nacional tem um significado: o verde simboliza nossas matas, o amarelo é o ouro, representando as riquezas nacionais, o branco é a paz e o círculo azul representa o céu do Rio de Janeiro com a constelação do Cruzeiro do Sul às 8h30 do dia da Proclamação da República.
Diariamente, nas repartições públicas e privadas, nas escolas e nos quartéis, o rito do hasteamento do Pavilhão Nacional retrata a mais genuína expressão de reverência, tanto à memória dos que lutaram e se sacrificaram pela liberdade e pelo progresso do nosso Brasil, quanto àqueles que a conduziram para além de nossas fronteiras, defendendo os valores que ela representa.
Uma homenagem prestada por todos que honram o nosso símbolo maior, elevando-a com alegria nos lugares mais altos do pódio ou nas missões de paz, defendendo não só um território, mas um ideal de nação e de fraternidade.
Instituída por meio do Decreto nº 4, de 19 de novembro de 1889, logo após a Proclamação da República, a Bandeira Nacional manteve a tradição das antigas cores do Império: o verde da Casa de Bragança e o amarelo da Casa de Habsburgo. Em seu centro, há uma esfera azul-celeste com constelações correspondentes ao aspecto do céu na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia da Proclamação da República, que representam nossas unidades federativas.
Viva a Bandeira do Brasil, nosso maior símbolo nacional. Que o “pendão da esperança” seja evocado por todos os brasileiros tendo o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim.
Mastro Nacional de Brasília
O mastro com a bandeira do Brasil, criado pelo arquiteto Sérgio Bernardes, é um dos monumentos que mais chamam a atenção na Praça dos Três Poderes. Inaugurado em 1972, o Mastro Nacional de Brasília, tem 105 metros de altura e abriga a maior bandeira do mundo, a Bandeira Nacional do Brasil, segundo o livro dos recordes, Guinness Book. Ela tem 286 metros quadrados, 20 metros de comprimento, 14 de altura e 90 quilos.
Foi projetado para ter 24 anéis de ferro que representavam, na época, cada estado ou território brasileiro. Neles estão gravados os nomes dos estados, inclusive os que passaram a existir após divisões territoriais.
O mastro foi planejado para ficar acima de qualquer um dos prédios da Praça dos Três Poderes. Simbolicamente, o mastro incomodou os idealistas da ainda muito nova capital, que argumentavam que os símbolos nacionais haviam sido excluídos da representação da praça para dar destaque à harmonia entre Executivo, Judiciário e Legislativo. Prevaleceu o sentimento nacionalista em alta na época.
A Troca da Bandeira é uma das maiores expressões do turismo cívico do país e ocorre no primeiro domingo de cada mês, como estabelece a Constituição Federal. A cada edição, a responsabilidade é dividida entre as Forças Armadas (Marinha, Exército e a Força Aérea Brasileira) e o Governo do Distrito Federal, por meio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. A bandeira retirada é sempre incinerada após a cerimônia.
Fotos: Antonio Augusto/STF, Mary Leal e Reprodução
