
Maio Roxo é uma campanha internacional de conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), focando principalmente na Doença de Crohn e na Retocolite Ulcerativa. Pouco conhecidas e cada vez mais presentes na população, as DII ainda não têm cura, mas um diagnóstico cedo ajuda o paciente a ter uma vida normal.
A cor simboliza a luta contra as condições crônicas que afetam o trato gastrointestinal, exigindo acompanhamento médico contínuo, e o mês reforça a importância do diagnóstico rápido.
A campanha visa educar sobre os sintomas (dor abdominal, diarreia, perda de peso), incentivar o diagnóstico precoce e combater o estigma contra essas condições crônicas. Muitas vezes esses sintomas não são facilmente identificados, o que faz com que algumas pessoas demorem mais de uma década para procurar auxílio médico.
O movimento, também, chama a atenção para que as pessoas cuidem melhor da alimentação, saúde mental e pratiquem esportes regularmente. Seguindo o tratamento e a recomendação alimentar adequados, é possível que os pacientes com DIIs tenham uma vida normal.
Doença de Crohn : pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, da boca ao ânus, mais comumente o final do intestino delgado e o cólon direito. → Retocolite ulcerativa : atinge principalmente o intestino grosso e o reto.
Retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal (DII) crônica que causa inflamação e feridas (úlceras) na mucosa do reto e do cólon. Sem cura, alterna períodos de crise (diarreia com sangue, muco, dor abdominal) e remissão. O tratamento visa controlar a inflamação com medicamentos (aminossalicilatos, corticoides, biológicos) para manter a qualidade de vida e prevenir complicações.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), as DIIs afetam mais de cinco milhões de pessoas no planeta e sua prevalência vem aumentando no Brasil, com maiores concentrações no Sul e Sudeste do país.
Os pacientes com DIIs possuem um maior risco de carências nutricionais e precisam focar em uma nutrição reforçada de suplementos alimentares. É fundamental ter uma alimentação variada com boa qualidade proteica, tendo equilíbrio entre os carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais. Desta forma, a alimentação aliada ao tratamento medicamentoso auxilia no controle das crises.
A orientação da SBCP é: “quem convive com as DIIs deve ter acompanhamento médico contínuo para controle dos sintomas da doença ao longo de toda a vida, visto se tratarem de doenças crônicas que possuem controle através de medicamentos que são capazes de recuperar a qualidade de vida, mas não cura. É necessário ficar atento aos sintomas, como persistência de dor abdominal, diarreia e sangramento nas fezes, ir ao médico para ter um atendimento especializado e diagnóstico precoce”.
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