Alexandre Torres, jornalista que lutou pela vida após erro médico, morre aos 70 anos

É com pesar que registro o falecimento do jornalista Alexandre José Guerra Torres, aos 70 anos, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele estava internado no Hospital Alvorada em Brasília e se encontrava, desde dezembro de 2007, vivendo de forma vegetativa por conta de erro médico.
O corpo do jornalista foi enterrado na manhã desta segunda-feira, 30 de outubro, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.
Alexandre Torres deixa a esposa, Ana Maria Torres, os filhos Alessandra, Carlos, Andrea, Isabela, Ian e Igor, e nove netos. Nossos sentimento a querida e dedicada esposa Ana Maria, filhos e netos. Que Alexandre tenha luz eterna e que Deus conforte o coração de todos os familiares.
Em comunicado, os familiares agradeceram o carinho dos amigos, parentes, médicos e profissionais de saúde que estiveram com Alexandre ao longo desses 15 anos. Também fizeram uma menção à dedicação de Ana Maria Torres, esposa do jornalista. Ela ficou firme ao lado do marido em todos os momentos. “Um exemplo de companheirismo que sempre comoveu a todos”.
Às vésperas do Natal de 2007, Alexandre sofreu um AVC, foi atendido em um hospital e submetido à cirurgia em caráter de urgência com o objetivo de drenar o sangue para diminuir a pressão intracraniana. Na época, a cirurgia foi bem-sucedida, mas por falta de atenção médica, segundo a família, o paciente se extubou (retirou o tubo responsável pela oxigenação), o que ocasionou a falta de oxigenação no cérebro, tempo suficiente para deixá-lo com sequelas irreversíveis.
De acordo com os médicos, Alexandre Torres chegou a apresentar o nível três da escala de Glasglow, no caso, praticamente morte cerebral.

Ao longo de 15 anos, a esposa, Ana Maria Torres, e os seis filhos buscaram ao máximo oferecer o melhor que podiam para o jornalista ter qualidade de vida. Durante a pandemia, Alexandre contraiu Covid-19 e se recuperou após tratamento de dois meses no Hospital DF Star.
Em 2013, a 9ª Vara Cível de Brasília condenou a Unimed do Brasil e a Medial Saúde S/A a indenizarem o jornalista. As empresas foram condenadas a pagar cerca de R$ 400 mil para a família. Valor não recebido até o momento.
Carreira profissional

Alexandre Torres chegou em Brasília em 1982 para trabalhar no Correio Braziliense, onde passou mais de 10 anos e chegou a ser chefe de Redação, saindo do jornal em 1994.
Trabalhou no Escritório de Representação do Governo da Paraíba e se tornou um dos assessores do então presidente nacional do PFL, Marco Maciel, atuando na campanha que ele foi eleito vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Alexandre nasceu em João Pessoa, na capital paraibana. Filho de uma funcionária pública e de um advogado e jornalista, fez carreira nos jornais O Norte, Correio da Paraíba e A União. Também passou pela Secretaria de Comunicação do Estado e pela Rádio Tabajara.
Fotos: Reprodução













