Paul McCartney: apoteose de um lendário Beatle em Brasília

Brasília presenciou na noite de 30 de novembro, o maior espetáculo da terra com o maior artista vivo do mundo. Sir Paul McCartney, o eterno Beatle tocou por quase três horas os maiores sucessos da carreira e levou uma multidão ao delírio.
A Arena BRB Mané Garrincha se iluminou de azul para receber a turnê Got back no Brasil, do lendário Paul McCartney. Ele veio a Brasília após nove anos para tocar os maiores hits da carreira solo, da banda Wings e dos Beatles.

Quando o astro subiu ao palco, o estádio entrou em ebulição. Era como se McCartney tivesse em mais um show da década de 1970, quando as pessoas iam à loucura. E ele não decepcionou. Nas quase 3h de shows, sucessos como Can’t buy me love, Let it be e Ob-la-di, ob-la-da fizeram parte do setlist.

O ex-Beatle subiu ao palco às 20h30, ao lado dos músicos Paul “Wix” Wickens (teclados); Brian Ray (baixo/guitarra); Rusty Anderson (guitarra); e Abe Laboriel Jr. (bateria).
Criativo como artista Paul, que deu boa noite ao público com um sonoro “boa noite, vei”. Além da presença física do astro o público presenciou um show de imagens e luzes nos telões. Ao som da nova música TAL, o estádio ficou azul, e elétrico também.
Os fãs foram à loucura ao ouvir, ao vivo, a clássica Ob La Di, Ob La Da, dos Beatles. Na sequência, em Get Back, projeções de vídeos antigos dos Beatles emocionaram os fãs.

Em Blackbird, o palco se elevou com Paul centralizado, cantando a música junto com a audiência em plenos pulmões. Na plataforma, um pássaro negro voava, tal qual era cantado na canção. Ao fundo, o telão acompanhava as imagens com a representação do espaço, tão marcante na carreira do artista.
Antes do single Something, sucesso dos The Beatles, Paul McCartney fez uma homenagem em português. “Esta canção é dedicada para meu irmão, George”, referindo-se ao falecido guitarrista da banda. Assim que a música começou, os fãs ergueram cartazes para o ex-Beatle e entoaram o single em harmonia.

Graças à tecnologia dos telões presentes hoje em dia nos grandes shows, Paul apresentou I’ve got a feeling, do último disco de estúdio dos Beatles Let it be, e na companhia de seu grande amigo e irmão de jornada musical, John Lennon.


O público presente na Arena BRB Mané Garrincha foi à loucura ao ouvir, ao vivo, a clássica Ob La Di, Ob La Da, dos Beatles. Na sequência, em Get Back, projeções de vídeos antigos dos Beatles emocionaram os fãs.

O show pirotécnico da música Live and let Die, que, como se fossem trovoes, com chamas e fogos de artifício fora do estádio, Paul McCartney provocou uma catarse coletiva no público. Depois regeu os fãs como um grande coral para cantar Hey jude, sua musica de maior sucesso. Saiu do palco em alta, mas não foi o fim da noite.
Neste momento especial da noite, no alto de seus 82 anos, McCartney mostrou-se incansável e não deu sinais de aposentadoria.

Com as bandeiras do Brasil, do Reino Unido e da comunidade LGBTQIA+, Paul e banda correram de volta ao palco para encerrar a noite.
A primeira musica da continuação foi I’ve got a feeling, que contou a participação de John Lennon nos vocais diretamente dos telões emocionando o público que não via os dois dividindo os vocais desde o icônico show no telhado do Apple Recorda em Londres nos anos 1960.

Ao som de Golden slumbers e The end, com o telão mostrando um vídeo psicodelico que incluiu o famoso submarino amarelo, o astro Paul McCartney se despediu da capital com a frase que todos queriam ouvir em português: “até a próxima!”
Viva o astro da música e sua turnê mundial Got Back que segue para mais quatro cidades brasileiras: Belo Horizonte (3 e 4 de dezembro); São Paulo (7, 9 e 10/12); Curitiba (13/12); e Rio de Janeiro (16/10), onde fechará a passagem pelo Brasil com um show no Maracanã.
Em 1991 Paul McCartney cantou para 184 mil fãs no Rio de Janeiro, um recorde de público para show internacional em Estádios de Futebol.
Fotos: Reprodução













