Dieta mediterrânea aliada a exercícios melhora saúde intestinal, garante estudo

A área banhada pelo Mar Mediterrâneo, que engloba o sul da Espanha, sul da França, Itália e Grécia, é conhecida pela expectativa de vida alta e pela baixa incidência de doenças crônicas. Essas características frequentes da população fizeram os cientistas de diversos lugares do mundo estudarem a relação da alimentação típica dessa região com a qualidade de vida dos moradores.

A dieta mediterrânea foi criada, então, a partir do entendimento que a alimentação saudável tem influência na qualidade de vida dessas pessoas. Alimentos liberados:
- Vegetais e frutas;
- Castanhas e sementes;
- Cereais integrais;
- Gorduras saudáveis (azeite extra virgem, abacate e óleo de abacate);
- Aves, peixes e frutos do mar;
- Queijos, leites e iogurtes com baixo teor de gordura;
- Ervas e temperos;
- Vinho;
- Café e chá;
A alimentação na dieta mediterrânea é baseada em frutas, vegetais, peixes, azeite e pequena quantidade de vinho e derivados do leite. Esses itens possuem diversos nutrientes que beneficiam a saúde de diversas formas. Além disso, essa dieta está muito relacionada com a saúde cardiovascular e na redução do colesterol LDL. A carne vermelha é consumida raramente. Os embutidos, enlatados e os alimentos processados estão fora dessa rotina alimentar.

A dieta mediterrânea é considerada a melhor dieta para ser seguida, devido seus diversos benefícios para a saúde, como redução do risco de diabetes, demência, depressão e câncer. Um novo estudo sugere que esse estilo de alimentação pode, também, trazer benefícios para a saúde intestinal, principalmente quando associada à prática de atividade física como correr, caminhar e andar de bicicleta
As descobertas foram publicadas no final de fevereiro no The American Journal of Clinical Nutrition e mostraram mudanças na microbiota intestinal de pessoas que aderiram estritamente à dieta mediterrânea e praticaram exercícios, em comparação com quem só seguiu a dieta. Além disso, quem uniu a alimentação e a atividade física teve uma maior redução no peso corporal.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam durante um ano 400 participantes entre 55 e 75 anos que possuíam risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Antes da pesquisa, foram coletadas informações sobre alimentação, medidas corporais, amostras de sangue e de fezes para análise da microbiota usando espectrometria de massa em tandem com cromatografia líquida. Ao fim do estudo, as mesmas informações foram coletadas novamente.
Os participantes foram divididos em dois grupos, com 200 participantes cada. Um deles seguiu uma dieta mediterrânea com poucas calorias e recebeu um plano de treinamento individual e visitas mensais dos pesquisadores. O outro grupo foi considerado controle e não recebeu treinamento, seguindo a dieta por conta própria e com apenas duas visitas dos pesquisadores ao longo do ano.

Quem recebeu o treinamento foi instruído a fazer caminhadas rápidas durante 45 minutos, todos os dias, e realizar exercícios específicos de força, equilíbrio e flexibilidade. O segundo grupo recebeu recomendações para seguir uma dieta mediterrânea ao longo do ano, sem receber orientações sobre a atividade física.
Após um ano de intervenção, os pesquisadores encontraram alterações nos níveis de quatro metabólitos nas amostras de fezes pertencentes ao grupo que praticou atividade física. Além disso, foi observada uma redução dos micróbios Eubacterium hallii e Dorea no intestino dessas pessoas.
Segundo os cientistas, essas alterações estão associadas a mudanças também em fatores de risco cardiovascular, por aumentarem a produção de bactérias que podem ser benéficas para a saúde e reduzir a presença de micróbios que podem ser danosos.
Fotos: Reprodução













