Luto no jornalismo: morrem Apolinho, Antero Greco e Silvio Luiz, gênios da comunicação



É com pesar que registro o falecimento de três gênios do jornalismo esportivo: Apolinho, Antero Greco e Silvio Luiz. Eles partiram com apenas horas de diferença e deixando o jornalismo esportivo de luto. Ambos perderam a vida para o câncer.

O jornalista esportivo Antero Greco, da ESPN, morreu nesta quinta-feira, 16 de maio, aos 69 anos, em decorrência de um tumor cerebral. O Hospital Beneficência Portuguesa informou que o comentarista da ESPN faleceu às 3h (de Brasília), em decorrência de complicações de um meningioma.
O jornalista vinha enfrentando a doença desde junho de 2022, tendo realizado cirurgias e sessões de radioterapia nos últimos anos. Ele foi internado algumas vezes e foi submetido a procedimentos para tratar do “corpo estranho” na cabeça, como costumava chamar a doença.
Em nota, o hospital Beneficência Portuguesa exaltou Antero: “Era amplamente conhecido e respeitado por sua integridade e dedicação ao jornalismo, deixando um legado de imenso valor para a comunicação no Brasil”.
O jornalista trabalhou na ESPN por 30 anos — era o mais antigo na casa e chegou no início de 1994, antes mesmo de a emissora ter o atual nome, quando ainda se chamava TVA Esportes e ficou até os seus últimos dias, mas estava afastado da grade de programação devido ao seu estado de saúde.
Antero fez parceria de sucesso com Paulo Soares, o Amigão, no comando do SportsCenter. Tinha o equilíbrio entre bom humor e seriedade jornalística como característica marcante e contribuiu para a formação de diferentes gerações de fãs do esporte.
Começou a carreira no Estado de S. Paulo, em meados da década de 1970. Também teve passagens por Popular da Tarde, Folha de S. Paulo, Diário de São Paulo e TV Bandeirantes, além de ter sido colunista do UOL entre 2019 e 2020. Cobriu mais de dez Copas do Mundo e diversos grandes eventos esportivos.
Era apaixonado por literatura e escreveu dois livros: ‘Seleção Nunca Vista’ e ‘A Goleada’. Chegou a começar a cursar Letras, mas abandonou a graduação e focou no jornalismo. Possuía uma coleção de livros com mais de dez mil exemplares.

O narrador Silvio Luiz morreu nesta quinta-feira,16 de maio, aos 89 anos. Silvio Luiz era um dos narradores mais famosos do Brasil e fez história com bordões como “olho no lance”, “pelo amor dos meus filhinhos” e “pelas barbas do profeta”.
Silvio estava internado na UTI do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, desde o dia 8 deste mês. Segundo o comunicado assinado pelos médicos Roberto Betti e Haggeas da Silveira Fernandes, diretores do Hospital Oswaldo Cruz, Silvio Luiz morreu às 9h40 desta quinta-feira, em decorrência de falência múltipla de órgãos.
O narrador sofreu um derrame enquanto trabalhava na transmissão digital da Record em Palmeiras x Santos, final do Campeonato Paulista, há mais de um mês. Desde 2022, o narrador vinha sendo a voz das transmissões digitais do Paulistão da Record no portal R7 e no PlayPlus, ao lado dos humoristas Bola e Carioca.

Washington Rodrigues, o Apolinho, jornalista esportivo e ex-técnico do Flamengo, perdeu a luta para um câncer de fígado no dia 15, aos 87 anos e o Brasil perdeu um dos maiores comunicadores do esporte nacional.
Apolinho, o mestre do jornalismo esportivo, aos 87 anos, seguia na ativa como comentarista na Rádio Tupi. Seu último jogo como profissional foi a derrota do Flamengo para o Bolívar, no dia 24 de abril, pela CONMBOL Libertadores. O destino mais uma vez fez com que sua despedida deste mundo fosse durante a partida entre Flamengo e Bolívar, pela Libertadores. Seu time do coração venceu por 3×0.
Ele foi um dos maiores comunicadores da história da radiodifusão brasileira. Com passagem na Globo, Nacional e Tupi. Iniciou na carreira em 1962, na Rádio Guanabara, atual Bandeirantes. O apelido de Apolinho foi dado pelo locutor Celso Garcia, e se originou pelo fato de que ele utilizava na Globo um microfone sem fio, que muito lembrava os utilizados pelos astronautas da missão espacial Apollo 11 (1969).
Além do rádio, também foi colunista dos jornais O Dia e Meia Hora, e arriscou participações na televisão, provando ser um comunicador completo. O seu programa na Tupi, o Show do Apolinho, completou 25 anos.
Torcedor do Flamengo, Apolinho foi convidado para ser o técnico do clube no ano do centenário, em 1995. Foram 26 jogos, com 11 vitórias, oito empates e sete derrotas. Por pouco, ele não levantou um importante título: a equipe bateu na trave e ficou com o vice da Supercopa dos Campeões da Libertadores, em 1995, perdendo para o Independiente. Apolinho ainda voltou ao Flamengo para ser diretor de futebol, em 1998. Desde então, voltou às atividades como jornalista.
O ícone apaixonado por futebol cobriu 13 Copas do Mundo, a primeira em 1970, no México, na qual o Brasil conquistou o tricampeonato mundial. Além do rádio, também foi colunista dos jornais O Dia e Meia Hora, e arriscou participações na televisão, provando ser um comunicador completo. O seu programa na Tupi, o Show do Apolinho, havia acabado de completar 25 anos.
Nossa solidariedade aos familiares, amigos e admiradores dos três gênios da comunicação e apaixonados pelo futebol: Apolinho, Antero Grecco e Silvio Luiz. Descansem em paz!
Fotos: Reprodução













