Caridade: o poder transformador da bondade e da generosidade

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19 de julho é Dia da Caridade: poder transformador do bem

Celebramos neste 19 de julho o Dia da Caridade, um dos caminhos para a iluminação. Ajudar quem precisa tira de nós o centro da atenção, exercita o desapego e a empatia, qualidades essenciais para o despertar da consciência e construção de um mundo melhor.

No Brasil, desde 1966, por decreto do então presidente Humberto Castelo Branco, celebra-se a Caridade. A data  tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a prática e difusão da solidariedade como um meio para desenvolver um bom entendimento entre todos os seres humanos.

Mas, nem sempre conseguimos compreender de forma mais profunda o que é agir com caridade na vida. O que vem a cabeça da maior parte das pessoas quando o assunto é caridade, são as pessoas pobres e as doações de roupa e alimento. Mas a caridade é muito mais do que isso!

Ser caridoso é também ser gentil. Segurar a porta do elevador, deixar passar a frente na fila alguém mais necessitado, usar da influência profissional para dar visibilidade ao trabalho de alguém. Ser caridoso é amar as diferenças, é compreender que nem todos são iguais, mas todos têm o mesmo direito a existir com dignidade.

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Caridade: o poder transformador da bondade e da generosidade

As boas palavras e a maneira como nos relacionamos com os outros também demonstram a generosidade da nossa alma. Ser caridoso é, acima de tudo, perdoar, ser indulgente para as imperfeições alheias e relevar as ofensas. A caridade não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores.

Para Santo Antônio, o assunto em questão era sua rotina de vida. Dizem que Frei Antônio gostava de ajudar o máximo de pobres e pessoas que batiam à porta do convento. E, certa vez, ele doou todos os pães da despensa, inclusive os que os frades iriam comer naquele dia. O frei que cuidava da padaria ficou preocupado e perguntou para Frei Antônio o que eles iriam comer, e Frei Antônio disse para o frade dar novamente uma olhadinha nas cestas de pães da cozinha.

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Santo Antônio: símbolo de caridade, compaixão e doação

Milagrosamente, as cestas estavam cheias de pães que serviram para alimentar os frades e os pobres. Este, a multiplicação do pão dos pobres, é um dos primeiros milagres atribuídos a Santo Antônio. Assim, nasceu a conhecida expressão “Pão dos Pobres”, uma antiga devoção a Santo Antônio.

Com o passar do tempo, a temática “Pão dos Pobres” ganhou outras expressões como: pão da fraternidade, pão da partilha, da união, da solidariedade, da verdade, da fé, da vocação, dentre outras. Pão que vai muito além da farinha de trigo ou do dinheiro que se coloca no altar de Santo Antônio para comprar o “Pão dos Pobres”. Neste sentido, somente com a união de todos é possível que haja a partilha e que o pão possa ser multiplicado.

Segundo o Papa Francisco, “a caridade é dom, que dá sentido à nossa vida e graças ao qual consideramos quem se encontra na privação como membro da nossa própria família, um amigo, um irmão. O pouco, se partilhado com amor, nunca acaba, mas transforma-se em reserva de vida e felicidade”.

Que, a exemplo de Santo Antônio, possamos ser exemplo e instrumento de partilha, caridade e generosidade para com o próximo.

Fazer caridade é uma forma de materializar o amor aos nossos semelhantes, como pregado pela maioria das religiões. Muitas pessoas fazem isso na prática, dedicando suas vidas ao atendimento de pessoas com algum tipo de carência: dificuldades financeiras, solidão, tristeza, abandono.

Viva a grandiosidade do poder transformador da bondade e generosidade. E para quem ainda não faz nenhuma atividade regular de caridade, sempre é tempo de começar! Pequenos atos podem transformar o mundo. Sejamos, então, a mudança que desejamos ver.

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Caridade e amor: passos para a elevação espiritual

Todos nós sabemos que é possível ajudar os outros, seja como voluntária em organizações, oferecendo apoio emocional para aqueles ao nosso redor, ou doando para instituições de caridade. E o melhor é que estudos comprovam que ajudar o outro melhora a nossa saúde física e mental.

As pessoas que doam o seu tempo para ajudar os outros, por meio do envolvimento comunitário e organizacional, têm maior autoestima, menos depressão, níveis de estresse mais baixos, mais felicidade e satisfação.

Fotos: Reprodução