Brasília em alerta vermelho e laranja pela baixa umidade do ar

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Brasília em alerta vermelho e laranja por causa da baixa umidade do ar e calor

Sem chuva há 120 dias, a umidade relativa do ar que nos últimos 10 dias estava abaixo de 20% chegou a 12% na capital, com altas temperaturas colocando a saúde das pessoas e dos animais em risco. Diante desse cenário, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho, que informa a população sobre as altas probabilidades de danos à saúde e à natureza em determinados horários do dia.

No dia 19, o Distrito Federal teve o dia mais seco do ano. A umidade relativa do ar chegou a 10%, de acordo com o Inmet. O índice mais baixo foi registrado nas estações meteorológicas de Brazlândia e do Gama. O alerta vermelho é emitido quando a umidade do ar fica abaixo de 12%.

O ideal é que a umidade fique acima de 60%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até o fim do dia, outros dois alertas vigoram no Distrito Federal.

O período do final do inverno explica as altas temperaturas e o tempo mais seco. Na seca extrema, além dos incêndios florestais, as doenças respiratórias como gripe, sinusite, rinite, resfriados e até pneumonia se tornam mais comuns. Pessoas com doenças respiratórias como asma, bronquite e rinite acabam sendo mais suscetíveis a doenças com as alterações climatológicas. 

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Brasília em alerta vermelho e laranja pela baixa umidade e calor

No Brasil Central, historicamente, agosto é o pico da estação seca e é marcado como um mês de muito baixa umidade do ar com escassa precipitação e tardes  excessivamente quentes. Segundo o Inmet  o tempo segue estável até o fim de semana, com avisos de baixa umidade, massa de ar seco e alta temperatura durante a tarde.

Em 2023, a chuva começou a cair na capital por volta do final de agosto, intensificando-se mais em setembro. Em 2024 a previsão é que climatologicamente a estação chuvosa começa de fato na segunda metade do próximo mês.

De acordo com o Departamento para o Clima e Sustentabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que monitora a condição de secas e seus impactos diretos e indiretos no Brasil, no ano passado, foram registrados os índices de precipitação mais baixos dos últimos 40 anos, especialmente no período de julho a setembro uma tendência que se mantém. E a capital do país não escapa dessa realidade.

Os cuidados com a baixa umidade incluem beber bastante água; evitar bebidas diuréticas, como café e álcool; evitar atividades físicas durante os períodos mais quentes e secos do dia e usar hidratante para a pele e umidificar o ambiente com toalhas molhadas e bacias com água. Segundo a Defesa Civil consumir alimentos leves, como saladas, frutas e legumes, ajuda na digestão e dá mais disposição para suportar o calor e ar mais rarefeito.

A situação crítica favorece também a ocorrência de incêndios. A queimada de lixo ou qualquer atividade com fogo merece atenção. Os fumantes devem ter o cuidado de não jogar no chão as bitucas de cigarro. Esse hábito torna-se muito perigoso, principalmente nas margens de vias e rodovias. Qualquer pessoa que observar um foco de incêndio deve comunicar ao Corpo de Bombeiros, pelo número 193.

Em caso de necessidade recorra à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros, pelo número 193.

Durante este inverno atípico da capital do país com desconforto para muitos, quem faz a festa é o comércio que fatura alto com umidificadores, climatizadores e  ar-condicionado portátil. Nas farmácias o movimento também é grande.

Fotos: Reprodução