Manoel Messias vence a etapa de Brasília da Copa do Mundo de Triatlo 2024

Brasília foi sede da etapa da Copa do Mundo de Triatlo na manhã deste 9 de novembro. A competição foi promovida pela Confederação Brasileira de Triathlon (CBTRI) em parceria com o Ministério do Esporte. Realizada no formato Sprint, com 750m na natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida, a versão brasiliense da competição teve 82 atletas, sendo 17 destes brasileiros.

A largada foi na orla da Ponte JK e contou com os principais atletas da modalidade masculina e feminina. Entre os homens, o cearense Manoel Messias, finalizou a prova de sprint em 54 minutos e foi o grande campeão. Ele repetiu o resultado de Miguel Hidalgo em 2023, quando o evento voltou ao país após 16 anos fora do calendário. O australiano Callum McClusky ficou com a prata e o espanhol Sergio Baxter, com o bronze.
“A competição foi forte desde o início, e eu sabia que estava em boa forma e preparado. Estou muito feliz com a vitória e por fechar o ano com chave de ouro”, disse. “O Bolsa Atleta é um dos apoios mais democráticos, com várias categorias que abrangem o esporte como um todo. É a cereja do bolo, mas o mais importante é conseguir incentivar a base, e isso o Ministério do Esporte faz muito bem. Treino vários atletas mais jovens, e muitos dependem desse auxílio. É super gratificante ver um país que pensa nos nossos atletas e no crescimento deles, apoiando e motivando”, disse o bolsista Manoel Messias.

Uma vitória em casa, de fato, sempre é especial. Para Messias, a felicidade de colocar a bandeira do país no pódio é imensa. “É importante que deixemos a vitória aqui, aconteceu com o Miguel Hidalgo ano passado, este ano, consegui vencer. Duas edições, duas vitórias para o Brasil”, acrescentou o campeão em Brasília.

Entre as mulheres, a mexicana Rosa Maria Tapia Vidal foi a campeã. Ela terminou a prova com o tempo de 59min25s. A prata para a francesa Sandra Dodet e bronze para Tamara Gorman, dos Estados Unidos. A brasileira Vittoria Lopes, atleta olímpica em Paris, terminou na 8ª colocação.
A secretária Nacional de Excelência Esportiva do Ministério do Esporte, Iziane Marques, acompanhou o evento e participou da entrega das medalhas aos campeões. “É super importante apoiar essas grandes competições em território brasileiro, pois permitem que nossos atletas disputem em casa. Isso eleva o nível dos nossos atletas, que acabam tendo mais possibilidades, traz o turismo esportivo e mostra a capacidade do nosso país em sediar grandes eventos”.

A atleta olímpica Vittória Lopes disse estar feliz com o desempenho, a triatleta ressalta a correria dos últimos meses e a difícil preparação para os campeonatos posteriores aos Jogos Olímpicos, especialmente depois de cair e se lesionar durante a prova realizada na capital francesa.

Mais do que uma disputa, a prova foi também a celebração da vida da campeã dos Jogos Pan-Americanos 2019, Luisa Baptista. A atleta passou quase 200 dias internada após ser atropelada durante um treino de ciclismo, em Santa Eudóxia, distrito de São Carlos (SP), e sofrer 28 fraturas. Passou por dezenas de cirurgias, inclusive uma artroplastia de quadril, em que recebeu uma prótese que substituiu a cabeça do fêmur.

Aos poucos, recuperou os movimentos e, como parte do tratamento, começou a pedalar em bicicletas ergométricas. Em setembro, nove meses após o acidente, a triatleta de 30 anos viveu mais um grande marco da recuperação ao voltar a nadar em uma piscina.
Em Brasília, Luisa deu uma volta simbólica na pista durante etapa da Copa do Mundo de Brasília, dez meses depois do acidente que a deixou dois meses em coma. O trote de cinco minutos que terminou com uma medalha de ouro simbólica, um abraço emocionado na mãe e a celebração de mais uma etapa vencida.

“Nós hoje passamos os cinco minutos mais felizes da nossa vida, depois de um ano muito difícil. Eu quero agradecer a todos, porque eu sei que a Luisa teve muita oração. Isso nos deu a Luisa de volta. Nos deu força pra gente enfrentar essa… Hoje nós estamos aqui muito felizes, chorando de alegria” – disse Jaqueline, mãe de Luisa. O triatlo é uma família que a Luisa adotou, e com certeza, está no nosso coração.

Fotos: Wagner Araújo/WorldTriathlon, Ronaldo Caldas/MEsp e Marcos Guerra













