Juíza Renata Gil é nomeada pelo TSE para comandar a diretoria de assuntos internacionais

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, assinou a Portaria n° 256, de 27/5/26, designando a juíza auxiliar Renata Gil Alcântara para exercer a função de diretora da nova pasta de assuntos internacionais do tribunal. O ato estabelece ainda que a designação entra em vigor na data de sua publicação.
Renata Gil passa a atuar na Diretoria de Assuntos Internacionais vinculada à Presidência da Corte Eleitoral. Sua trajetória inclui passagens como conselheira do Conselho Nacional de Justiça e a idealização da campanha “Sinal Vermelho” contra violência doméstica. A iniciativa, que utiliza um “X” vermelho na palma da mão como pedido silencioso de ajuda, foi transformada em lei federal.
A nomeação ocorre em um momento estratégico, visando ampliar a presença da Justiça Eleitoral brasileira no cenário global e reforçar seu papel como referência em sistemas eletrônicos de votação. A iniciativa do TSE busca responder a questionamentos externos sobre a integridade eleitoral e a democracia, utilizando a competência técnica do sistema brasileiro para consolidar sua imagem internacional.

A nomeação foi recebida por Renata Gil como uma “honra e responsabilidade”, após convite direto do ministro Nunes Marques. Nas redes sociais a juíza destacou que a Justiça Eleitoral é um instrumento de soft power do Brasil perante as democracias mundiais e ressaltou que sua missão reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão. “Mulheres devem ser reconhecidas por sua competência, trajetória e pelo trabalho que constroem todos os dias”, destacou
Renata Gil Alcântara Videira é formada em Direito pela UERJ e com especialização em Segurança Pública pela UFF, iniciou a carreira na magistratura em comarcas do interior fluminense antes de assumir a titularidade da 40ª vara Criminal da Capital.

Defensora dos direitos das mulheres e minorias e especialista no combate à lavagem de dinheiro, Renata Gil ingressou no Judiciário em janeiro de 1998.
Ao longo da trajetória associativa, presidiu a Amaerj em dois mandatos e ocupou cargos de direção na AMB. Também coordenou iniciativas voltadas à modernização da Justiça e à promoção da igualdade de gênero e raça no Judiciário.
Pelo Acolhimento de Juízas Afegãs e Seus Familiares no Brasil, uma iniciativa de caráter humanitário, Renata Gil ganhou o Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo em 2021.
Fotos: Reprodução













