Vacinação é a melhor aliada contra doenças respiratórias, garantem especialistas

A vacinação continua sendo uma das principais ferramentas de proteção contra doenças respiratórias, segundo Nancy Bellei e Clystenes Odyr Soares Silva. A afirmação foi feita durante o programa CNN Sinais Vitais com Dr. Kalil, exibido no sábado 6 de junho.
Com a queda na temperatura e chegada do inverno, estação que favorece as infecções. o programa apresentado pelo cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho, recebeu o pneumologista e professor da Unifesp, Clystenes Odyr Soares Silva, e a infectologista e professora da Unifesp, Nancy Bellei, para discutir Doenças Respiratórias e dentro deste cenário um alerta importante: a importância de controlar os números de casos de Tuberculose no Brasil.
Segundo o pneumologista Clystenes, houve um aumento considerável dos casos da doença após a pandemia de Covid-19, período em que o acompanhamento de diversos problemas de saúde foi prejudicado. “O Brasil registra cerca de 80 a 90 mil novos casos por ano, com um salto considerável após a pandemia de COVID-19″.

O professor destacou que “a tuberculose está fortemente ligada a fatores socioeconômicos, como desnutrição, alcoolismo, uso de drogas e infecção pelo HIV”. Afirmou que a doença continua sendo um importante problema de saúde pública, especialmente entre pessoas em situação de rua, que enfrentam maiores dificuldades de acesso à saúde, alimentação adequada e condições dignas de moradia.
O programa Sinais Vitais presta um importante serviço de utilidade pública, pois a informação, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento são fundamentais para interromper a transmissão das doenças e garantir a plena recuperação. Promover saúde também significa promover dignidade, inclusão social e acesso aos direitos básicos para todos.

A infectologista e professora da Unifesp Nancy Bellei, foi enfática ao afirmar que “vacina salva vidas”, reforçando a necessidade de imunização especialmente durante o período de intensa circulação dos vírus influenza A e B.
A Dra. Nancy destacou que o Brasil atravessa plena temporada de influenza, com a circulação simultânea dos dois tipos do vírus já conhecidos pela população. Segundo ela, a vacina contra a gripe é anual e deve ser tomada regularmente, sobretudo por pessoas pertencentes a grupos de risco.
A especialista informou que o Brasil conta com distribuição pública da vacina contra a gripe para grupos prioritários e que, na maioria das cidades, toda a população pode se vacinar nos serviços de saúde. “Quem não for contemplado pela distribuição nacional pode se proteger também nas clínicas de vacinação”, ressaltou Nancy Bellei.
A infectologista lembrou que idosos de diferentes faixas etárias e com distintas condições de saúde apresentam necessidades imunológicas variadas, o que justifica o uso dessas formulações mais modernas por parte dos órgãos de saúde. Nancy Bellei ressaltou a importância das vacinas contra herpes-zóster para a população idosa, classificando-a como “muito importante” para esse público.
A professora Nancy recomendou ainda a vacinação contra a COVID-19, especialmente para idosos, gestantes, imunocomprometidos e pacientes com doenças crônicas, com frequência de pelo menos uma vez por ano — e idealmente duas vezes ao ano para esses grupos.

Nancy Bellei também abordou a vacina contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório), destacando a adesão das gestantes brasileiras à imunização, iniciada no final do ano anterior. A vacina protege recém-nascidos desde o primeiro dia de vida.
A vacina é distribuída pelo SUS e também está disponível na rede privada, sendo produzida pelo mesmo fabricante e considerada “extremamente segura”. Os resultados já são visíveis: “estamos vendo que diminuiu os casos de bronquiolite nos recém-nascidos”, afirmou a especialista.
Viva o SUS!
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