Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: o auxílio seguro e certo dos que a invocam com amor filial

Bernadete Alves
Solenidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Neste 27 de junho, a Igreja celebra Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma das devoções marianas mais difundidas no mundo. Sua origem está ligada a um antigo ícone bizantino, provavelmente pintado entre os séculos XIII e XIV na ilha de Creta, e venerado há séculos pelos fiéis.

A imagem chegou a Roma no final do século XV e, após passar por diferentes acontecimentos históricos, foi confiada pelo Papa Pio IX aos missionários redentoristas, em 1866, com um pedido que marcaria a história da devoção: “Fazei-a conhecer ao mundo inteiro.” Desde então, a mensagem de esperança e confiança na proteção materna de Maria espalhou-se pelos cinco continentes.

No ícone, o Menino Jesus aparece nos braços de Maria contemplando os instrumentos de sua futura Paixão, apresentados pelos arcanjos Miguel e Gabriel. Diante dessa visão, busca refúgio junto à sua Mãe, que o sustenta com ternura e firmeza. Um detalhe chama a atenção: uma das sandálias do Menino parece desprender-se do pé, simbolizando a pressa e a confiança de quem corre para os braços da mãe em busca de proteção.

Mais do que uma imagem de consolo, o ícone nos recorda que Maria sempre conduz os seus filhos a Cristo. Diante das dificuldades, dos sofrimentos e das incertezas da vida, ela nos ensina a confiar naquele que venceu a cruz e abriu para todos o caminho da esperança.

A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser propagada a partir de 1870 e espalhou-se por todo o mundo. Trata-se de uma pintura do século XIII, de estilo bizantino. Atualmente, o quadro original encontra-se na Igreja de Santo Afonso, em Roma.

De semblante grave e melancólico, Nossa Senhora traz, no braço esquerdo, o Menino Jesus, ao qual o Arcanjo Gabriel apresenta quatro cravos e uma cruz. Ela é a senhora da morte e a rainha da vida, o socorro seguro e certo dos que a invocam com amor filial. O centro da pintura não é Nossa Senhora, e sim Jesus. Maria é, assim, “aquela que indica o caminho” ou como é mais conhecida: “a via de Cristo”.

Bernadete Alves
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: “aquela que indica o caminho”

Segundo a tradição, foi trazida de Creta, Grécia, por um negociante que roubou a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no século XV. Sua intenção era vendê-la em Roma. Durante a travessia do mar Mediterrâneo, uma tempestade quase fez o navio naufragar. Chegado em Roma, ele adoeceu e, arrependido, contou a um amigo sua história e pediu que ele devolvesse o ícone a uma Igreja.

A esposa desse amigo não quis devolvê-la, mas, após ficar viúva, Nossa Senhora apareceu à sua filha de seis anos e lhe disse para colocar o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em uma Igreja: na Igreja de São João Latrão ou na de Santa Maria Maior.

Em 27 de março de 1499, o ícone foi entronizado na Igreja de São Mateus, ficando lá por mais de 300 anos.

Fotos: Reprodução