
Celebramos neste 5 de agosto o Dia Nacional da Saúde, um convite para refletirmos sobre a importância de cuidar e do autocuidado de forma continua e integrada. De reafirmar que a saúde é um direito de todas as pessoas e reconhecer o SUS como patrimônio público, presente na vacinação, na vigilância sanitária, na atenção básica, nas emergências, e nos tratamentos de alta complexidade. Quem cuida da saúde escolhe a vida todos os dias.
Falar de saúde é falar de qualidade de vida, de prevenção, de responsabilidade coletiva e, principalmente, de escolhas que fazemos todos os dias. É compreender que promover saúde significa criar condições para que as pessoas vivam mais e melhor.
A data foi instituída em 1967 e celebrada no dia de nascimento do médico Oswaldo Cruz (1872–1917), o cientista e sanitarista que se tornou uma das figuras mais importantes da história da saúde pública brasileira, cujo legado permanece vivo diariamente.
A história do Dia Nacional da Saúde está diretamente ligada à trajetória de Oswaldo Cruz. Nascido em São Luís do Paraitinga, no interior de São Paulo, Oswaldo Gonçalves Cruz ingressou ainda muito jovem na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e formou-se em 1892. Anos depois, especializou-se em bacteriologia no Instituto Pasteur, em Paris, um dos principais centros científicos da época. Quando retornou ao Brasil, encontrou um país marcado por graves problemas sanitários e epidemias. No início do século XX, doenças como febre amarela, varíola e peste bubônica faziam parte da realidade brasileira e atingiam especialmente os grandes centros urbanos.
Oswaldo Cruz teve participação decisiva nas campanhas sanitárias de enfrentamento dessas doenças. Em 1900, foi criado o Instituto Soroterápico Federal, instituição que posteriormente se transformaria no Instituto Oswaldo Cruz e se tornaria parte fundamental da estrutura que deu origem à atual Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A data convida à reflexão sobre a importância da garantia do direito à saúde para toda a população. No Brasil, esse compromisso se concretiza por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que assegura o acesso universal, integral e equitativo às ações e aos serviços de saúde.
Saúde vai muito além da ausência de doenças. Ela envolve bem-estar físico, mental e social, sendo construída diariamente por meio de hábitos saudáveis, prevenção e acesso aos cuidados necessários, principalmente com os desafios atuais.
O envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas, os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde, a rápida transformação tecnológica e as novas demandas da sociedade exigem um sistema de saúde cada vez mais preparado, eficiente e sustentável. Esses desafios não serão enfrentados apenas com mais hospitais ou mais equipamentos. Eles exigem uma mudança cultural, em que prevenção e promoção da saúde ocupem o centro das decisões.
Cuidar da saúde não deve ser uma preocupação apenas quando a doença aparece, deve ser uma decisão permanente. Pequenas atitudes, como manter as vacinas em dia, alimentar-se bem, praticar atividades físicas, cuidar da saúde mental e realizar consultas preventivas, contribuem para uma vida mais saudável.
Mais do que celebrar a data, devemos ser protagonistas do próprio cuidado. Promover saúde é investir na vida, dignidade e no futuro que queremos construir. A prevenção é uma das principais ferramentas para garantir qualidade de vida e reduzir o risco de doenças.
A data reforça a necessidade da realização periódica de check-ups, exames preventivos e consultas médicas, permitindo o diagnóstico precoce e aumentando as chances de tratamento eficaz quando necessário.
Além dos cuidados clínicos, especialistas destacam que manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas diariamente, dormir bem e evitar hábitos prejudiciais para a saúde como o fumo e o álcool, são atitudes fundamentais para promover o bem-estar e preservar a saúde ao longo da vida.
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