Setembro em Flor: iniciativa voltada à discussão sobre os cânceres ginecológicos

O Congresso Nacional recebeu na noite de 9/9 projeções especiais da campanha Setembro em Flor, voltada para a conscientização e eliminação do câncer do colo do útero e outros cânceres ginecológicos. A ação ocorreu após o encerramento do 4º Fórum de Políticas Públicas para o Câncer Ginecológico, promovido pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde das Mulheres.
O encontro no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, reuniu representantes do poder público, especialistas, sociedades científicas e organizações da sociedade civil. Dentre os participantes, representantes do Ministério da Saúde, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
A sessão de abertura contou com a participação da presidente do Grupo EVA, Andréa Paiva Gadelha Guimarães, e da deputada Renilce Nicodemos presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde das Mulheres. Foi apresentado o Panorama Nacional da Prevenção dos Tumores Ginecológicos e lançado o Radar Nacional para Eliminação do Câncer do Colo do Útero. Como produto do debate, serão elaboradas recomendações para acelerar a eliminação do câncer do colo do útero no Brasil até 2035.

O Fórum foi dividido em três mesas de debate, dedicadas à prevenção e eliminação do câncer do colo do útero, à linha de cuidado dos cânceres ginecológicos e à construção de uma agenda nacional de políticas públicas para a saúde da mulher.
Em 2026, a campanha tem como tema “O Futuro é Agora” e ocorre em meio a debates sobre medidas de prevenção e para acelerar a eliminação do câncer do colo do útero no Brasil. O debate abordou a ampliação da cobertura da vacinação contra o HPV, a expansão do teste de DNA-HPV, a integração entre vacinação, rastreamento e tratamento e a redução das desigualdades regionais.
Além da prevenção do câncer do colo do útero, o fórum discutiu a construção de uma linha nacional de cuidado para os cânceres ginecológicos. Entre os temas estão a redução do tempo até o diagnóstico, o fortalecimento de centros especializados, a ampliação do acesso a testes moleculares e genéticos e a incorporação da medicina personalizada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma outra mesa de debate foi dedicada à elaboração de uma agenda nacional para os cânceres ginecológicos, com discussões sobre financiamento, desigualdades no acesso ao atendimento, novas tecnologias, prevenção, diagnóstico precoce e compromissos que podem ser assumidos pelo Parlamento.
Na ocasião foi elaborada a Agenda Parlamentar para os Cânceres Ginecológicos 2026-2030, com prioridades legislativas, orçamentárias e de gestão, e o lançamento da Carta de Brasília pela Saúde da Mulher 2026, documento que reúne as recomendações das três mesas de debate e será destinado ao Congresso Nacional, ao Ministério da Saúde, a gestores públicos, sociedades científicas e organizações da sociedade civil.
Tumores ginecológicos são aqueles que afetam o trato genital feminino. São eles: de ovário, colo de útero, endométrio, vagina e vulva. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que, a cada ano, cerca de 30 mil mulheres brasileiras recebem diagnóstico de algum tumor ginecológico, sendo mais de 16 mil apenas de colo uterino.

Um dos objetivos da campanha é alertar as mulheres acerca dos sinais suspeitos, para que busquem ajuda e contribuam para o diagnóstico precoce, caso a neoplasia seja detectada. “Desconforto abdominal, dor na relação sexual, aumento do volume abdominal e sangramentos irregulares, inclusive fora do período menstrual e na menopausa, são manifestações que podem sinalizar um tumor ginecológico. Por isso, nunca devem ser ignorados”, alertam especialistas.
Como a neoplasia pode ser silenciosa, ou seja, não apresentar muitos sintomas na fase inicial, é fundamental ir regularmente ao ginecologista e estar com os exames em dia. Por meio deles é possível acompanhar de perto a saúde da mulher e detectar indícios de doenças na fase inicial, o que aumenta muito as chances de cura e de um tratamento menos invasivo. Por isso que o “Futuro é Agora“.

Fotos: Manoel Neto/EVA













