Nossa Senhora Aparecida é celebrada em Brasília com festa grandiosa

Brasília celebrou a Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, em Santa Missa presidida pelo Cardeal Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Em sua homilia, o cardeal destacou a importância do amor, do diálogo e da unidade diante de um mundo marcado por divisões. Que Maria nos conduza sempre a Jesus e nos ensine a construir uma sociedade mais fraterna.

O Arcebispo Metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, alertou para ‘tempo de divisões, palavras agressivas, violência contra as mulheres, ódio e tantas outras coisas’ e pediu por mais amor e respeito entre as pessoas.

“Só o amor pode nos ajudar a construirmos uma sociedade brasileira mais à altura da grandeza de Deus e da divindade do ser humano. […] É preciso construirmos cada vez mais, não uma sociedade do ódio, da divisão, da discórdia, mas a sociedade da civilização do amor, onde pensar diferente se torna riqueza, onde ter posturas políticas diferentes se torna normal, porque assim é o ser humano. Mas não nos torna inimigos, não constrói uma sociedade de inimigos, porque não é este o caminho da fé”, disse Dom Paulo Cezar.

As palavras do Arcebispo foram oportunas. Em um mundo onde falta amor e tantas famílias enfrentam dores em silêncio, que nunca nos falte fé para continuar acreditando em dias melhores. Que Nossa Senhora Aparecida seja nosso porto seguro, o nosso abraço de mãe e a luz que nos guia mesmo nos dias mais difíceis. Que nunca percamos a fé em Deus, mesmo diante das dificuldades da vida.


Que a Mãe Aparecida cubra nossas famílias com seu manto sagrado, proteja nossas crianças de todo mal, guie seus passos, ilumine seus caminhos e guarde seus corações cheios de pureza e alegria. Que a padroeira do Brasil conforte os corações aflitos e nos ensine a espalhar mais amor, respeito e bondade.


A Esplanada dos Ministérios foi tomada ontem, 12 de outubro, por fiéis que participaram das celebrações em honra a Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A programação reuniu oração, corrida, atividades para crianças, missa solene, procissão luminosa e apresentação musical no feriado dedicado à Padroeira do Brasil e da Arquidiocese de Brasília.

O dia começou ainda nas primeiras horas da manhã, com o Terço da Alvorada, às 6h. Em seguida, às 7h, a Corrida da Padroeira levou participantes à Esplanada em percursos de 5 km de corrida e 3 km de caminhada, com largada dada pelo cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo metropolitano de Brasília.
A festa também teve forte presença das famílias. Pela manhã, a Missa das Crianças foi presidida por Dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília e secretário-geral da CNBB, em uma celebração voltada ao acolhimento dos pequenos e à transmissão da fé entre gerações.
Depois da Missa das Crianças, a Esplanada se transformou em espaço de convivência. A programação teve brinquedos infláveis, brincadeiras, doces, pipoca, picolé e atividades recreativas, aproximando a celebração religiosa de um ambiente de encontro familiar.
Essa dimensão comunitária ajuda a explicar a força da festa. Para muitos fiéis, o 12 de outubro não é apenas um feriado no calendário, mas um dia de memória, gratidão, oração e presença pública da fé.
A celebração também dialogou com o Dia das Crianças. Ao reunir famílias, atividades infantis e devoção mariana, a programação colocou crianças no centro de uma festa que fala de proteção, cuidado e pertencimento.
O principal momento litúrgico ocorreu às 17h, com a Missa Solene de Nossa Senhora Aparecida. A celebração foi presidida por Dom Paulo Cezar Costa e concelebrada pelo clero da Arquidiocese de Brasília, reunindo fiéis de diferentes comunidades e paróquias.
Na homilia, o arcebispo falou sobre famílias, comunidades e os desafios da sociedade brasileira. A reflexão partiu do Evangelho das Bodas de Caná e apresentou Maria como aquela que percebe as necessidades dos filhos e conduz os cristãos a Jesus.
O tom da celebração foi de unidade e reconciliação. A mensagem central chamou os fiéis a enfrentarem divisões, palavras agressivas e dificuldades de diálogo com amor, fraternidade e responsabilidade cristã.
A celebração na Esplanada mostrou como a religiosidade também faz parte da vida pública de Brasília. O mesmo espaço conhecido por atos cívicos, manifestações e decisões políticas foi ocupado por oração, procissão, música e encontro comunitário.
Esse uso simbólico da Esplanada dá escala à festa. A devoção deixa de ficar restrita aos templos e aparece diante da cidade como expressão cultural, familiar e espiritual de milhares de pessoas.
Após a Missa Solene, os fiéis participaram da tradicional Procissão Luminosa pela Esplanada dos Ministérios. Com velas nas mãos, acompanharam o cortejo em homenagem à Padroeira, em um gesto público de devoção, gratidão e oração.
A luz das velas deu ao fim da tarde um caráter de recolhimento e comunhão. A procissão encerrou o ciclo central das celebrações litúrgicas do dia, reunindo a comunidade em torno de Maria e renovando a ligação dos fiéis com a fé católica.
Deus preparou tudo para que a festa de nossa Senhora Aparecida com multidão de pessoas em sua fé festejasse em um dia consagrado a Mãe de Deus e nossa mãe.
Fotos: José Cruz/Agência Brasil













