Técnica da Seleção Brasileira de Futebol Feminino quer nova geração em 2020

Futebol é arte que encanta gerações principalmente o futebol feminino que é símbolo de resistência, preconceito e quebra de barreiras. Personagens que encantaram o mundo com lindos gols, lances e significativas vitórias. E que entram o novo ano focadas em Tóquio 2020.


Como a meia-atacante Marta, maior de todos os tempos, a única jogadora eleita seis vezes a melhor do mundo, indicada por 14 vezes em sua carreira, e que na Copa do Mundo da França em 2019, conquistou o título de maior artilheira de todas as Copas – feminina e masculina – com 17 gols, ultrapassando o alemão Miroslav Klose, autor de 16 gols pela seleção alemã. A alagoana quebrou seu próprio recorde.
Neste ano de 2019 o futebol feminino viveu um momento histórico. A Copa do Mundo, disputada na França, entre junho e julho, foi um sucesso. A competição bateu recorde de audiência: de acordo com um relatório da Fifa, foram 1,12 bilhão de espectadores ao redor do mundo – somando público de TV e de internet – o que representa um aumento de 30% se comparado à edição média registrada no Mundial de 2015, no Canadá.

O jogo que mais atraiu a atenção do mundo foi o da seleção brasileira contra a equipe da França, pelas oitavas de final. A partida bateu recorde de audiência: 59 milhões de telespectadores de todo o planeta, sendo que 35 milhões deles acompanharam o duelo no território nacional. Em campo, a equipe brasileira, comandada pelo técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, mostrou garra e fez um duelo equilibrado contra o time francês. Mas, apesar da torcida e da garra em campo, o Brasil se despediu do Mundial nas oitavas de final após perder por 2 a 1 na prorrogação.

Após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, o técnico Vadão deixou o comando da seleção mas garantiu a vaga do Brasil na Olimpíada de Tóquio 2020. Para esta importante disputa a escolhida foi a sueca Pia Sundhage, técnica da seleção brasileira feminina de futebol , desde o dia 30 de Julho de 2019, já conduziu oito jogos da seleção com 17 novatas.Na estreia de Sundhage, a seleção do Brasil goleou a rival Argentina por 5 a 0, no torneio amistoso Uber Internacional, em São Paulo.

Contra o México teve goleada de 6 a 0, com três gols da atacante Bia Zaneratto. A técnica sueca vibrou com o desempenho do time, que contou com nove novidades na lista de 27 convocadas. No segundo e último amistoso preparatório desse ano, também contra o México, Sundhage convocou 17 novatas entre as 27 convocadas. E deu certo de novo: o brasileiro ganhou por 4 a 0, e demonstrou que está no caminho para brilhar em Tóquio 2020.
A preparação da seleção brasileira rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 está intensa. Sob comando da sueca de 59 anos, a equipe encerrou invicta o ano de 2019, com seis vitórias e dois empates. Resultado bem animador. Pia Sundahage tem um currículo vencedor. Bicampeã olímpica em 2008 e 2012, com a equipe feminina dos Estados Unidos, e medalha de prata com a seleção da Suécia nas Olímpiadas Rio 2016.

O futebol brasileiro fez bonito também na Copa Libertadores Feminina, em Quito no Equador. A competição, disputada entre 11 e 27 de outubro, reuniu 16 clubes e foram dois times brasileiros que chegaram à final. O Corinthians, vice-campeão brasileiro, conquistou o título da Libertadores, diante da Ferroviária, campeã nacional este ano. O título é o segundo na história da equipe feminina do Corinthians: o primeiro foi em 2017, quando o time firmou parceria com o Audax.

Na corrida contra o tempo, a Seleção Brasileira de Futebol Feminino começa o novo ano empenhada na conquista do ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.













