Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia

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O Dia 17 de maio virou símbolo da luta por direitos humanos, pela diversidade sexual, contra a violência e o preconceito, em 1990, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS), retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças.

Hoje é um dia de luta contra o preconceito e a desigualdade. O respeito e a tolerância com o próximo têm que prevalecer acima de tudo. Respeito não é questão de opinião. É Justiça. Todos devem ter seus direitos civis e liberdades garantidos. Vamos dizer NÃO ao preconceito e a discriminação. O AMOR não tem orientação sexual.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, diz que o governo do Distrito Federal, por meio da Sejus, assinou em 2019 , o Pacto de Enfrentamento à Violência LGBTfóbica que, juntamente com o governo federal e os estados têm buscado ações que combatam o preconceito e a violência à população LGBT.

“O dia não é para comemoração, mas para a conscientização. Por causa do preconceito e da violência imposta a esta população, temos altos índices no Brasil de pessoas mortas por homofobia e transfobia”, disse  Marcela Passamani.

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Em caso de agressão por motivação LGBTfóbica, a Sejus orienta a população que a denúncia pode ser feita de forma presencial na Decrin, no telefone 197 ou na delegacia eletrônica. No caso de violação de direitos humanos a denúncia pode ser feita no 162 ou acessando o site da Ouvidoria.

Em janeiro deste ano, a Sejus, por ocasião da IV Solenidade em Homenagem às Pessoas Trans, assinou a Portaria nº04, de 27 de janeiro de 2020, sobre o tratamento adequado à população LGBT no Sistema Socioeducativo.

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Em 29 de janeiro deste ano, o Palácio do Buriti foi iluminado pelas cores da bandeira Trans dando mais visibilidade à data e principalmente o apoio à luta contra a Transfobia. Nesse dia, a Sejus também realizou o III e IV Ato contra a Transfobia no Parque da Cidade, que contou com a presença de movimentos sociais, pessoas trans e autoridades. Na oportunidade, o Jardim Marina Garlen e o Espaço Dandara foram revitalizados e ganharam espaços novos com mesas e cadeiras pintadas com as cores da bandeira trans.

A cantora Daniela Mercury comparou o medo do coronavírus, que vem causando centenas de milhares de mortes pelo mundo com o temor constante de quem é alvo da homofobia. Daniela comentou as lutas da comunidade LGBTQ+, comemorando o Dia Internacional da Luta Contra a Homofobia.

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Cantora Daniela Mercury no Carnaval 2020 na Bahia

“Lembrem-se que amor salva. Abraço e carinho salvam a gente. É muito ruim viver com medo. Se está todo mundo hoje com medo do coronavírus, imagine viver com medo, imagine o que é uma comunidade que vive com medo de sofrer violência, de morrer”, afirmou a cantora no seu Instagram.

No Dia Internacional da Luta Contra a Homofobia, a baiana pediu: “É preciso que tenham mais compaixão. E espero que o Brasil deixe de ter o título de país que mais mata homossexuais. Me causa horror os políticos ainda terem uma visão tão discriminatória”.

Daniela declarou em seu Instagram que as pessoas merecem amar e viver em paz sem opressão e violência da sociedade.”O que nos une é o mais sagrado”.