Cartunistas brasileiros fazem um tributo a Quino, criador de Mafalda

O cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón, conhecido como Quino, criador de Mafalda, falecido no dia 30 de setembro, aos 88 anos, está sendo homenageado por cartunistas brasileiros e reverenciado por todos nós.

Seu primeiro livro de humor gráfico foi “Mundo Quino”, em 1963. Em seguida o historiador foi convidado a publicar uma tirinha no jornal Primera Plana, onde surgiu a menina Mafalda. A personagem de Quino fez tanto sucesso que está por todas as partes. E não apenas nos livros traduzidos para mais de 30 idiomas, entre inglês, italiano, francês, hebraico, alemão, guarani e coreano.

Seus desenhos populares sobre a garota com ideias progressistas também foram compilados em livros, e estes tiveram sucesso equivalente. Quino resistiu à fama mesmo diante do sucesso enorme de Mafalda. “Optei pelo desenho porque falar é difícil para mim”, admitiu em uma entrevista.


O cartunista explicou que sua protagonista é mulher por causa da influência do movimento de emancipação feminina dos anos 1960 e porque “as mulheres são mais espertas“,dizia o pensador argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón.


Quino foi o criador das histórias em quadrinhos mais traduzidas da língua espanhola e referência para muitas gerações. A menina Mafalda destemida e sonhadora ,foi seu maior sucesso pela luta contra as injustiças. Joaquín Salvador Lavado Tejón representava através dos desenhos os comportamentos sociais e sentimentos.

A garotinha Mafalda protagonizou histórias de 1964 a 1973. A ‘heroína “ não aceitava o mundo como ele era. “E reivindica o seu direito de continuar sendo uma menina que não quer se responsabilizar por um universo adulterado pelos pais.”

“Que importa a idade? O que realmente importa é perceber que, no fim das contas, a melhor idade da vida é estar vivo”, dizia Mafalda.

Quino tinha uma habilidade incrível em tocar o coração das pessoas não só da América Latina como do mundo. Ele estava a frente de seu tempo ao relatar questões fundamentais da existência humana. Seus cartuns nos faziam pensar sobre as coisas ruins do cotidiano e nos convocava a defender os injustiçados. Suas criações falam por si só e ultrapassam fronteiras.


O humor do pensador argentino teve impacto social e político em vários países. A opressão das mulheres também era mostrada com muita reflexão.

Numa mescla de texto com desenho Quino clamava pela humanidade. Perdemos uma voz poética e uma pessoa boa e talentosa. Em função disso seus colegas e fãs resolveram homenageá-lo.

Mauricio de Souza, Laerte Coutinho, Ique, Baptistão e Chico Scarpini estão entre os 50 artistas participantes da mostra virtual “O Nosso Quino” organizada pela Associação dos Cartunistas do Brasil.
Aqui em Brasília ele foi homenageado por Kleber Sales, no Correio Braziliense.













