Filme de Brasília é premiado no Festival de Cinema da Argélia

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Lúcio Campello, melhor ator no The Digital Gate International Film Festival, da Argélia, pelo curta “Castigo”

A sétima arte made in Brasília rompeu fronteiras e foi premiada na  9º edição do The Digital Gate International Film Festival, da Argélia. A premiação ocorreu em dezembro de forma online devido a pandemia do novo coronavírus. Brasília disputou o prêmio junto com outros 17 países e conquistou os dois principais troféus.

O curta brasiliense “Castigo” ganhou o prêmio principal, The Golden Gate, e o de melhor ator, Best Male Role, para Lúcio Campello, protagonista da trama.

“Castigo” foi produzido de forma independente,com equipe de 25 pessoas,com um orçamento de pouco mais de R$ 5 mil reais e financiado coletivamente. “Não tínhamos apoio no começo. Mas fizemos parcerias”, conta o produtor Caio Almeida.

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Cenas do Curta-metragem “Castigo”, Melhor Filme no The Digital Gate International Film Festival, da Argélia

O curta de 16 minutos é inspirado no livro Crime e Castigo, de Dostoievski, e traz uma releitura dos personagens, ambientes e sentimentos que um protagonista, que vive à margem da sociedade, pode sofrer no cenário atual.

O protagonista da trama Lúcio Campello,diz que o maior desafio da construção do personagem principal foi a ausência de diálogos. “Quando me disseram que o personagem não teria fala eu pensei ‘e agora?'”.

O ator premiado, Lúcio Campello,conta que a emoção é grande. “É um momento de felicidade rara. Um prêmio internacional é uma surpresa para mim”.

O curta-metragem brasiliense “Castigo” filmado em 2018 e dirigido por Iago Kieling, participou em 2020 de sete festivais, sendo cinco internacionais e dois brasileiros.

Caio Almeida conta que o filme foi feito em trabalho de conclusão de curso. “Nós gravamos em 2018 e lançaríamos em 2020. A pandemia dificultou um pouco, mas mesmo assim ele foi selecionado para alguns festivais. E neste ano, ainda participaremos de outros festivais aqui no Brasil”, diz o produtor premiado.

Parabéns Caio Almeida pela sua determinação e competência, Lúcio Campello pelo talento e Iago Kielig pelo profissionalismo. É muito bom ver que filmes feitos por cineastas brasilienses têm ocupado cada vez mais espaço em festivais internacionais de cinema.