Time Brasil desfila na Cerimônia de Abertura de Tóquio com dois porta-bandeiras

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Abertura oficial das Olimpíadas de Tóquio no Estádio Olímpico

Um dos grandes desafios do atleta olímpico é sempre atingir o ápice da forma física na principal competição, as Olimpíadas. A cada novo ciclo olímpico, um recomeço. Inicialmente prevista para 2020, foi adiada em um ano devido a pandemia de Covid-19, recomeçou em 2021 com altivez e esperança.


Como a gente viu com a judoca Ketleyn Quadros e o levantador da seleção masculina de vôlei Bruninho. Juntos carregaram o pavilhão verde-amarelo durante a abertura oficial, ocorrida nesta sexta-feira, dia 23, no Estádio Olímpico de Tóquio, sem público.

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Os porta-bandeiras Bruno Rezende (Bruninho), do vôlei, e Ketleyn Quadros, do judô, na abertura oficial das Olimpíadas de Tóquio


A abertura oficial das Olimpíadas destacou a luta contra a pandemia e superação dos atletas. Ressaltou o talento, disciplina e criatividade do povo japonês. O Japão homenageou os profissionais da saúde e faz um minuto de silêncio pelas vítimas do coronavírus.Um grande momento da festa foi a mensagem de união na diversidade dos povos.

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Tenista Naomi Osaka acende a pira das Olimpíadas de Tóquio


Foi muito simbólico ver Naomi Osaka, primeira japonesa a vencer um torneio de grand slam no tênis, mulher negra, filha de pai haitiano e mãe japonesa, acender a pira olímpica no topo de uma versão do Monte Fuji colocada no Estádio Olímpico de Tóquio, a quase 10m de altura. Naomi representou as minorias ao protagonizar o momento mais importante da cerimônia de abertura.

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Tenista Naomi Osaka acende a pira das Olimpíadas de Tóquio


A pira olímpica foi projetada pelo artista Oki Sato para simbolizar o sol. Depois desta abertura oficial a pira olímpica vai ser transferida para a ponte dos sonhos, Yume no Ohashi, para ficar mais perto dos torcedores japoneses.

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Hino do Japão cantado por Misia enquanto é hasteada a Bandeira


A bandeira do Japão foi carregada por quatro atletas de destaque do país e também por uma profissional da saúde que atuou na linha de frente da pandemia. O hino japonês ecoou na voz de Misia, cantora famosa no país. Houve ainda uma homenagem a Yoko Ono e John Lennon com a canção “Imagine” sendo interpretadas por cantores dos cinco continentes, em uma mensagem de paz e união dos povos.


A bandeira do Comitê Olímpico Internacional foi levada ao Estádio Olímpico por atletas dos cinco continentes que atuaram na linha de frente da pandemia e um membro do time de refugiados. A representante das Américas foi a judoca argentina Paula Pareto, atual campeã olímpica da categoria até 48kg, que também é médica.

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Bandeira do Comitê Olímpico Internacional foi levada ao Estádio por atletas dos cinco continentes


Foi espetacular o show tecnológico protagonizado pelos japoneses. Mais de 1.800 drones sobrevoaram o Estádio Olímpico e montaram em sincronismo um globo terrestre, a imagem oficial das Olimpíadas e muitos simbolismos. A entrada dos países por feita por ordem do alfabeto japonês e o Brasil o 151º a entrar. O anfitrião Japão fechou a parada das 206 delegações.

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Performance de drones traz mensagem de união na diversidade dos povos durante abertura oficial das Olimpíadas de Tóquio


Até o dia 8 de agosto, os olhos do mundo estarão voltados para Tóquio e para as histórias de conquistas de 11 mil atletas. Dentre eles os 301 brasileiros.


Em respeito as medidas sanitárias e para minimizar os riscos de contágio durante o transporte das delegações e dentro do estádio, o Time Brasil foi reduzido. Apenas quatro representantes: os porta-bandeiras Bruno Rezende (Bruninho), do vôlei, e Ketleyn Quadros, do judô, além do Chefe de Missão Marco La Porta e um oficial administrativo.

Bruninho e Ketleyn, deixaram a cerimônia logo após o desfile e retornaram à Vila Olímpica, para evitar riscos para a delegação brasileira.

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Time Brasil na Vila Olímpica de Tóquio


Os demais integrantes fizeram um evento particular na Vila Olímpica de Tóquio. Atletas de várias modalidades se reuniram para uma volta olímpica no prédio do Brasil, caracterizados com os uniformes de desfile da delegação, e percorrerão cerca de 500 metros pela Harumi Gatway, a avenida onde estão perfiladas todas as bandeiras dos 206 países participantes dos Jogos, até chegar aos Aros Olímpicos.

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Time Brasil na Vila Olímpica de Tóquio

O Brasil disputa os Jogos de Tóquio com 301 atletas em 35 modalidades diferentes – a segunda maior da história, somente atrás da edição no Rio-2016. O principal objetivo do Time Brasil é competir e não só participar. Com trabalho, superação e sonhos, será possível cumprir os objetivos.

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Time Brasil desfila na Cerimônia de Abertura de Tóquio com dois porta-bandeiras e delegação curta

Ketleyn, de 33 anos, foi responsável pela primeira conquista de uma mulher brasileira em modalidades individuais na história olímpica, o bronze na categoria leve em Pequim-2008, e volta aos Jogos após 13 anos. A judoca é a terceira mulher a carregar a bandeira do País na história da cerimônia. “Já fui porta-bandeira no Sul-Americano de 2010. É a coroação de uma vida toda dedicada ao esporte. Principalmente, nesses últimos meses, tive que me dedicar demais até mesmo para conseguir a classificação para a Olimpíada. A felicidade é imensa”, disse a atleta.

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Os porta-bandeiras Bruno Rezende (Bruninho), do vôlei, e Ketleyn Quadros, do judô, na abertura das Olimpíadas de Tóquio


O jogador de vôlei, Bruninho, além do título da última edição, já coleciona duas pratas, em Pequim (2008) e em Londres (2012). “É uma honra abrir o desfile e representar o vôlei, e muito disso tudo, tem a ver com o meu pai também. Não só pela medalha, por ele ser um medalhista olímpico, de uma geração que abriu portas para tanta gente. Mas, também, por ter sido o treinador de gerações maravilhosas e vitoriosas. Meu pai esteve também ali, cumprindo esse papel”, declarou o filho do técnico Bernardinho.

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Bruno Rezende (Bruninho), do vôlei, e Ketleyn Quadros, do judô, em Tóquio

Fotos: Laurence Griffiths, Matthias Hangst, Richard Heathcote, Cameron Spencer, da Getty Images