Brasil faz melhor campanha da história com 343 medalhas e 1º lugar no Parapan 2023

A delegação brasileira encerrou sua participação no Parapan de Santiago (Chile) com a melhor campanha da história, ao totalizar 343 medalhas (156 ouros, 98 pratas e 89 bronzes), 35 a mais que na edição passada, há quatro anos, em Lima (Peru).
O Brasil terminou os Jogos quebrando todos os recordes de medalhas possíveis. A delegação brasileira sobrou na competição. O Brasil segue hegemônico na competição, liderando a classificação geral, desde a edição do Rio de Janeiro (2007).

Soberano no topo do quadro geral de medalhas desde o primeiro dia de competições, o Brasil terminou muito à frente do segundo colocado, os Estados Unidos, que somaram 166 medalhas (55 ouros, 58 pratas e 53 bronzes). Colômbia, México e Argentina completaram os cinco primeiros lugares.

Das 343 medalhas conquistadas pelo Brasil, 335 tiveram a digital do Programa Bolsa Atleta do Governo Federal, ou seja, contaram com a participação de pelo menos um bolsista. Isso dá 97,66% do total. A delegação brasileira em Santiago contou com 339 atletas, incluindo goleiros do futebol de cegos, calheiros da bocha, pilotos e atletas-guia. Do total, 292 são apoiados pelo Bolsa Atleta, o equivalente a 86,72%.

O ministro do Esporte, André Fufuca, disse que o resultado mostra a força do esporte paralimpico. “É um resultado extraordinário, que comprova mais uma vez a força dos atletas brasileiros do paradesporto e a excelência do trabalho que vem sendo feito em conjunto com o CPB. Vamos trabalhar ainda mais para garantir estrutura aos atletas em todo o país e manter o Brasil como a maior potência das Américas”.

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, festejou a campanha histórica em Santiago e lembrou que 40% dos atletas da delegação brasileira no Chile disputaram os Jogos Parapan-Americanos pela primeira vez.

“O resultado foi extraordinário. Sabíamos que era um grande desafio fazer uma campanha melhor que Lima, mas nossa delegação superou todas as marcas de todos os tempos. Tivemos uma participação muito importante nos Jogos, com atletas jovens – 40% deles disputaram a competição pela primeira vez. Mais de 100 medalhas foram conquistadas por jovens. Realmente uma competição espetacular. A gente sai daqui muito orgulhoso e muito emocionado”, festejou Mizael Conrado, bicampeão paralímpico de futebol de cegos, e atual presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

A natação foi o esporte que mais rendeu pódios para a delegação brasileira no Parapan de Santiago e a modalidade que conquistou a primeira medalha para o Brasil no Parapan 2023. A nadadora Patrícia Pereira, nos 50m peito feminino pela classe SB3, para atletas com limitações físico motoras, seu tempo foi de 58s19, batendo o recorde Parapan-Americano por seis segundos de diferença. Na mesma prova, outra brasileira ganhou medalha, Lídia Vieira, que ficou com o bronze com o tempo de pouco menos de 1min09.


Ao todo, foram 120 medalhas, com 67 de ouro, 30 de prata e 23 de bronze. Na sequência, o atletismo também rendeu muitas conquistas ao Brasil, levando 34 ouros, 27 pratas e 22 bronzes. O tênis de mesa completou o top 3, com 38 triunfos, sendo 13 de ouro, 13 de prata e 12 de bronze.
Destaque do Parapan

Entre os medalhistas, o destaque verde e amarelo em Santiago foi o nadador Douglas Matera. Ele foi o grande colecionador de ouros dos Jogos, somando oito medalhas douradas. Em todas as provas em que competiu, o carioca colocou a bandeira do Brasil no topo do pódio.
“Sou do programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, e esse programa beneficia milhares de atletas no país. Ele foi fundamental para que eu pudesse me dedicar integralmente ao esporte, como venho fazendo. Poder contar com esse benefício é fortalecer meus treinamentos, e isso se traduz em resultados”, declarou o atleta.

O multimedalhista conquistou os títulos parapan-americanos nas provas de 100m costas (S12), 100m borboletas (S12), 100m livre (S12), 200m medley (SM13), 400m livre (S13), 50m livre (S13), revezamento 4x100m livre (49p) e 4x100m medley (49p).

Em número de medalhas conquistadas, a maior medalhista dos Jogos foi Cecília Araújo, que subiu no pódio em todas as nove provas que disputou no Parapan 2023: cinco ouros, três pratas e um bronze.
Ouro triplo no parataekwondo
Silvana Cardoso repetiu o feito de Lima 2019 e conquistou a medalha de ouro na categoria até 57kg, depois de vencer a mexicana Esla Koyama por 12 a 0. A brasileira havia começado direto da semi, e derrotou a venezuelana Valeria Morales por 23 a 5 para avançar à final. Larissa Lopes levou o bronze na mesma categoria, após vencer a também brasileira Elisangela Matias por 11 a 5. A campeã mundial Ana Carolina de Moura bateu a mexicana Daniela Martinez por 12 a 5, e levou o segundo ouro do esporte, na categoria até 65kg. Leyliane Ramos empatou com a colombiana Yerly Martinez, em 14 a 14, mas levou a vantagem e alcançou o bronze, ainda na categoria até 65kg.
O campeão paralímpico Nathan Torquato conseguiu virar o placar sobre o dominicano Geraldo Castro, por 18 a 16, e levar o terceiro ouro do dia, no taekwondo, na categoria até 63kg. Carlos Coelho levou o bronze ao ganhar do colombiano Cristian Peña por 31 a 29, em até 70kg.
Medalhas no último dia

O último dia de competições, 26 de novembro, reservou pódios no ciclismo e no badminton, totalizando 11 premiações, com cinco ouros e seis pratas. Quem abriu os trabalhos foi Daniele Souza no badminton, conquistando a medalha de ouro na classe WH1 (cadeira de rodas) simples e Marcelo Conceição, na WH1 masculina. Destaque para o casal Edwarda Oliveira e Rogério Oliveira, que conquistaram o ouro nas duplas mistas SL3-SU5 e comemoraram no topo do pódio. A modalidade, inclusive, garantiu sozinha oito medalhas ao Brasil no último dia.

A delegação brasileira de badminton deu adeus aos Jogos Parapan-Americanos com 21 medalhas, nove de ouro, nove de prata e três de bronze, terminando em primeiro no quadro da modalidade.

Já no ciclismo, a primeira vitoriosa do dia foi Jady Malavazzi, que levou a prova do ciclismo de estrada. Além dela, Bianca Canovas Garcia (ouro) e Lauro Chaman foram os outros medalhistas do país na modalidade no dia de encerramento.


O paraciclismo do Brasil encerrou as disputas do paraciclismo de pista nos Jogos Pan-Americanos de 2023 com medalha de ouro para Lauro Chaman, que além da vitória estabeleceu um novo recorde continental na perseguição individual da categoria MC4-5.

Lauro Chaman, que já era detentor do recorde continental da prova com 4min35seg358, registrado em Lima 2019, marcou 4min30seg048 e garantiu mais uma vitória.
“Estou extremamente orgulhoso dessa conquista. É uma honra representar o Brasil e conquistar a minha primeira medalha de ouro nesta edição dos Jogos Parapan-Americanos. Além disso, renovar o recorde continental é muito especial pra mim”, declarou Chaman.

A primeira medalha brasileira no Parapan 2023 foi conquistada pela nadadora Patrícia Pereira, nos 50m peito feminino pela classe SB3, para atletas com limitações físico motoras, seu tempo foi de 58s19, batendo o recorde Parapan-Americano por seis segundos de diferença. Na mesma prova, outra brasileira ganhou medalha, Lídia Vieira, que ficou com o bronze com o tempo de pouco menos de 1min09.

Dezenove dos 343 pódios do país na campanha recorde na competição foram alcançados por atletas da capital federal. A maior contribuição foi nas piscinas. Fenômeno da natação, a cria de Sobradinho Wendell Belarmino conquistou cinco ouros e uma prata. Na categoria S11, para atletas com deficiência visual, o brasiliense foi campeão dos 50m livre, 100m borboleta, 200m medley, 100m costas e revezamento 4x100m medley com Douglas Matera, Carol Santiago e Lucilene Sousa. O vice de Belarmino veio nos 400m livre.
O badminton foi a segunda modalidade que mais rendeu alegrias ao Distrito Federal no Parapan ao fechar a jornada com quatro conquistas. Nas disputas simples WH1 masculino e feminino — para cadeirantes com maior comprometimento motor —, Daniele Souza e Marcelo Conceição fizeram a festa. Os dois também brilharam nas disputas por duplas das respectivas categorias ao lado de Ana gomes e Julio Cesar Godoy.

No atletismo, Rayane Soares foi o principal nome do quadradinho, com dois ouros nas provas dos 100m e 400m da categoria T13 para atletas com deficiência visual. Os ouros não pararam por aí. Nas disputas coletivas, o Brasil levou a melhor no golbol, com os representantes Leomon Moreno e André Claudio Dantas, e no futebol para jogadores com paralisia cerebral, com Ângelo Matheus.

Quem ficou com a honra de ser o porta-bandeira na cerimônia de encerramento dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago foi o lutador Nathan Torquato. Campeão paralímpico em Tóquio 2020, Nathan conquistou no Chile o bicampeonato parapan-americano no taekwondo, na categoria até 63kg.

“É até difícil descrever a emoção de ser o porta-bandeira e representar o país inteiro, todos os atletas paralímpicos no encerramento dos Jogos. Conseguir uma medalha de ouro aqui na competição e, agora, para fechar com chave de ouro, carregar a nossa bandeira verde e amarela para o mundo inteiro ver”, disse.

A próxima edição dos Jogos Parapan-Americanos será em Barranquilla, na Colômbia, em 2027.
Fotos: Marcello Zambrana e Saulo Cruz / CPB















